‘Eles perderam tempo de inabilitar Lula’, diz Stedile sobre Lava Jato no Sala de Visitas

Além do líder do MST, você acompanha também nesta edição entrevista com o fundador do Opera Mundi, Breno Altman e a cantora Khrystal 

 
Jornal GGN – Nesta edição do programa ‘Na sala de visitas com Luis Nassif’, você acompanha a partir de agora as entrevistas completas com o fundador e líder do Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST), João Pedro Stedile, com o fundador e diretor editorial do site Opera Mundi, Breno Altman, e da cantora e compositora Khrystal. 
 
Stedile aponta o que, para ele, foram as consequências políticas e econômicas que levaram ao golpe de 2016, afastando a presidente Dilma do governo. Como um dos membros e criadores da Frente Brasil Popular, entidade que reúne cerca de 80 movimentos sociais, o líder do MST admite que não foram capazes de mobilizar toda a população, apontado a recessão econômica e a manipulação da grande imprensa como condicionantes desses últimos acontecimentos políticos.
 
“Um dos fatores [que facilitaram o Golpe] foi pelos erros da política econômica do governo Dilma durante 2015, e isso afastou a sua base popular. Você vê que ela foi eleita com 54%, quando chegou em abril de 2015, estava com 8% e não se levantou mais. E essa é uma das hipóteses minhas, inclusive, porque a Globo monitora a opinião pública, as pesquisas semanais: quando eles perceberam que o governo Dilma não tinha mais apoio popular, eles vieram”. 
 
Por outro lado, Stedile está confiante de que, graças ao péssimo governo de Temer, e a reforma da Previdência, os movimentos e grupos partidários de esquerda conseguirão um melhor acesso à população para protestar contra a supressão de direitos e, ainda, na recondução fr um presidente mais representativo no Planalto, sendo Lula o nome mais forte. Ele destaca também que a operação Lava Jato perdeu o time para inabilitar a candidatura do ex-presidente.
 
“Eles já perderam o tempo de inabilitar o Lula. Os próprios advogados, esse campo jurídico, dizem para nós, na Frente Brasil Popular, que pelo tempo que eles tinham para o calendário eleitoral, eles teriam que julga-lo já em abril. E a primeira audiência dos casos da Lava Jato vai ser no dia 13 de maio (…) Acho que o cenário mais provável é que, se ele vier a ser condenado, vai ser depois de agosto do ano que vem. Então ele já terá registro da candidatura. Aí cria-se uma confusão que eu acho que, mesmo a turma de Curitiba, vai pensar duas vezes ao condenar um candidato a presidente que esteja em primeiro nas pesquisas”, pondera.
 
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Em seguida, Luis Nassif entrevista o fundador e diretor editorial do site Opera Mundi, Breno Altman, recentemente absolvido em um processo da Operação Carbono 13 – um desdobramento da Lava Jato, avaliando a crise institucional que se instalou no Brasil em decorrência do poder (político) dos setores jurídico e midiático ganharam em torno da megaoperação.
 
Por fim, Nassif conversa com a cantora e compositora Khrystal sobre seu novo álbum ‘Não deixe pra amanhã o que pode deixar pra lá’, e seu repertório formado por ritmos nacionais que vão do coco, cancioneiro nordestino e xote, ao forró  e baião.   
 

 

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