Era meia noite e o malvado atacou, sem dó nem piedade!

Por Luciano Hortêncio

Moreira da Silva e a Turma da Meia Noite – ERA MEIA NOITE – batucada de Getúlio Marinho da Silva.

Disco  Parlophon 13402, matriz 131366.

Maio de 1932.

 

Era meia noite quando o malvado chegou

Era meia-noite quando o malvado chegou

 

Quando o malvado chegou

Todo mundo ajoelhou

Todos tremiam de medo

Meu Deus do céu que horror!!!

 

Era meia noite quando o malvado chegou

Era meia-noite quando o malvado chegou

 

Apanhei o meu pandeiro

Fui saindo de fininho

Quando vi que era o malvado

Que vinha lá no caminho

 

 Era meia-noite quando o malvado chegou

Era meia-noite quando o malvado chegou

 

Ele vinha tão cansado

E não quis saber de nada

Deu as ordens a todo mundo

Acabou a batucada

 

O Bucy Moreira contava que em uma noite nos anos 30, alguns dos ases da pernada do Estácio (Brancura,Nino,Geraldo Vagabundo entre outros) estavam na famosa balança da Praça XI  e resolveram armar uma Roda de Batucada (Pernada Carioca) entre eles. Um negro alto,calado,vestido de preto chegou e ficou olhando a Roda. A uma certa altura Geraldo Vagabundo falou: “Vou dar um tombo naquele gigante”. Antes que ele pudesse fazer qualquer coisa o negro foi em direção da Roda e derrubou todos  eles. Os batuqueiros valentes ficaram apavorados. E o Getúlio Marinho contou a história nesta batucada. Barão do Pandeiro.

Nosso agradecimento ao Barão do Pandeiro, que nos enviou o fonograma, a letra da excelente batucada de Getúlio Marinho e ainda excelentes informações sobre a história da composição.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora

8 comentários

  1. Olá querido amigo Luciano

    Como te invejo ! O Brasil pegando fogo e vc  tocando harpa. rsrsrs. Quisera ter essa sua capacidade de separar as coisas, mas não consigo e fico remoendo as canalhices de nossa época. Que sempre existiram, creio eu, mas com tantos meios de informação a nosso dispor, parece que ficam maiores que nunca.

    E fico me lembrando da frase do Caetano: “Quem lê tanta notícia” ?

    Mas, adorei a música que vc postou. Haja malvadeza ultimamente.

    E me lembrei de uma música linda do Chico “Não chore ainda não, que eu tenho um violão e nós vamos cantar. Amiga me perdoa, se eu insisto a toa, mas a vida é boa para quem cantar (ou sambar?). Olê, olê, olá ! Esse é o nosso “oásis”.

    Braçãoprocê e bom fim de semana., que deve estar fervendo por aí, né?

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome