Francisco Alves e Saint-Clair Sena

Francisco Alves (1898-1952), o nosso eterno Rei da Voz, dispensa comentários. É um dos grandes mitos da Música Popular Brasileira. Considerando os meios de comunicação da época em que viveu, foi um artista cuja popularidade estava sempre em alta. Foi o pioneiro na gravação de disco elétrico no Brasil.

Sua carreira artística, infelizmente, foi abortada no dia 27 de setembro de 1952, quando um desastre de automóvel tirou-lhe a vida deixando uma legião de brasileiros inconsoláveis.

Já o compositor Saint-Clair de Sena (1896-1986) não teve a mesma popularidade do nosso Rei da Voz, a exemplo da maioria dos compositores, em geral, que quase nunca eram citados pelos intérpretes e, também, nos selos dos discos.

Vamos destacar neste post algumas das composições de Saint-Clair Sena gravadas pelo nosso eterno Rei da Voz – Francisco Alves.

– “O samba que eu queria” (Saint-Clair Sena) Francisco Alves. Disco Victor (34069-B), 1936.

https://www.youtube.com/watch?v=Xb0oX-JO3Do]

– “Reflorir da minha vida” (Saint-Clair Sena) # Francisco Alves. Disco Victor (934069-A), 1936.

https://www.youtube.com/watch?v=W8yr7GReAxQ]

– “Misterioso amor” (Saint-Clair Sena) # Francisco Alves. Disco Victor (34159-A), 1937.

– “Canção do meu amor” (Saint-Clair Sena) # Francisco Alves. Disco Victor (34159-B), 1937.

[video:https://www.youtube.com/watch?v=w_Sb9IeRbKI#t=16

– “Meu romance” (Saint-Clair Sena) # Francisco Alves. Disco Odeon (11596-B), 1938.

[video:https://www.youtube.com/watch?v=nFm2kcRQrS8

– “Sonhei com teus carinhos” (Saint-Clair Sena e Bubi Morel) # Francisco Alves. Disco Odeon (11665-B), 1938.

[video:https://www.youtube.com/watch?v=fA8rz7TiZ8A

– “Já fui feliz” (Saint-Clair Sena/Carolina Cardoso de Menezes) # Francisco Alves. Disco Odeon (11887-B), 1939. [Essa pode ser ouvida Aqui.)

Agradecimentos aos amigos Adilson Santos e Miguel Nirez Azevedo pelo envio do áudio da música acima.

Fontes:

– Almanaque do Samba, de André Diniz – Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2006.

– Áudio da composição “Já fui feliz” (Adilson Santos e Nirez).

– Blog Cifrantiga (Saint-Clair Sena).

– Dicionário Houaiss Ilustrado (da) Música Popular Brasileira. Supervisão geral; Ricardo Cravo Albin. – Rio de Laneiro: Paracatu, 2006. (Verbete: Saint-Clair Sena/Página: 682)

– Site YouTube (Canais: “SenhorDaVoz”, “Igor Tavili”, “1000amigovelho”, “Vinicius Uebe”).

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5 comentários

  1. Para João Bosco

    Grata pelo registro do seu comentário. Também sou fã do Francisco Alves. Já fiz vários posts com ele. Vou deixar alguns links pra você.

    Quanto ao seu desconhecimento do compositor Saint-Clair Sena não me causa estranheza. No Programa Sr. Brasil o apresentador Rolando Boldrin, que adoro uns “causos”, contou repetidas vezes que numa situação de compra de um canário o comprador não entendia porque o canário que não cantava era mais caro do que o que cantava. A moral da história: O que não cantava era mais caro porque era o “Compositor” (rsrsrsrsrsrs). Nossos excelentes compositores precisam serem resgatados/divulgados.

    Abraços.

    Trilhas sonoras na voz de Francisco Alves.

    Seleção de Modinhas com Francisco Alves.

    Neste delicioso vídeo o cantor/compositor Francisco Alves canta “Mangueira, não!” (popularmente batizada de “Silenciar a Mangueira, não”), composição de Herivelto Martins e Grande Otelo, em cenas do filme “Berlim na Batucada”, 1944.

    Nas imagens, junto com Francisco Alves, aparecem Procópio Ferreira, Manoel Rocha, Chocolate (Dorival Silva), Delorges Caminha e Pery Ribeiro (criança).  Áudio excerto de “Ponteio” (Edu Lobo e Capinan).

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=8UI6RfW6SiQ%5D

  2. Chico Viola no velho Cine Roxy

    Quando pivete, em Piracuruca, assisti ao filme ‘Chico Viola não morreu’, em que Cyl Farney encarnava o Rei da
    Voz. Um trecho de uma das canções: “Adeus, adeus, adeus, cinco letras que choram…”. O final do filme, recordo-me, deixou toda a plateia triste.

    O Saint-Clair eu não conhecia. Parabéns por destacá-lo.

    Beijos.

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