Grupo leva dança de rua para os palcos dos teatros

Foto: kelson barrosEspetáculo B.E.C.O

Jornal GGN – A arte urbana é manifestada de diversas formas, desde que o padrão não dite o caminho da inversão. Hoje, uma das vertentes mais exploradas ligada ao tema, a dança de rua, apresenta novos caminhos em sua disseminação artística. E o que era visto apenas do asfalto, começa a ganhar os palcos do teatro e dos festivais de cultura, como o grupo formado apenas por b-boys, o Zump.boys.

Totalmente ligado a dança hip-hop, nascida das influencias afro-americanas e carregada de diversos elementos e estilos, entre eles o breakdance – o explorado pelos Zump.boys, o grupo realiza espetáculos de dança que transmitem histórias, críticas e traz o espectador para a cena.

Com pesquisa cênica focada em levar a dança considerada, até então apenas do asfalto, para o palco, o grupo realizou um trabalho em bairros periféricos da Zona Leste de São Paulo na criação do seu espetáculo “B.E.C.O” [B-boys em construção original]. Desta pesquisa, durante as entrevistas, surgiu o contato com ex-detentos, que apresentaram linhas de raciocínio e comportamentos diferentes dos demais entrevistados  

Dessa semente, o Zump.boys iniciou o processo de criação do espetáculo “Ladrão”, transformando o tema em uma reflexão física, na busca de trazer o ser humano para a cena, com suas fragilidades e deficiências ao viver em sociedade, pesquisando o contexto social, as emoções e sentimentos como: amor, ódio, medo, solidão.

“Ladrão” aborda as sensações e estratégias para cada furto ou golpe. A forma de pensar, a forma de escolher a vítima, o medo do inesperado e o arrependimento. Realizando uma reflexão sobre o comportamento humano, de como tudo se origina na mente, que governa todas nossas ações: criatividade, engenhosidade, medo, potencial, lealdade, entusiasmo, emoções e sentimentos.

Em 2016, o Zump.boys foi contemplado com o Prêmio Denilto Gomes, em Produção em Dança e Melhor Design de Luz, com o espetáculo “O que se Rouba”; e também com o Prêmio APCA – Associação Paulista de Críticos de Artes, de melhor espetáculo (Não Estreia) com a intervenção “Dança Por Correio”.

Em 2017, o grupo ganhou na categoria Melhor Intervenção Urbana, do Prêmio Denilto Gomes 2017, da Cooperativa Paulista de Dança, pelo projeto Mané Boneco. Além de ser contemplado com o 21° Edital de Fomento à Dança de São Paulo, com o projeto REDES, que dá continuidade à sua pesquisa.

O Zump.boys tem direção de Márcio Greyk é traz no elenco os bailarinos Danilo Nonato, David Xavinho, Márcio Greyk, Eddie Guedes, Igor Souza e Guilherme Nobre. Com suas pesquisas de danças urbanas, o grupo vem realizando intervenções, estudos de campo e interagindo com outras linguagens artísticas, com espetáculos que propõe reflexões sobre o comportamento na sociedade atual.

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