Morreu o maestro Nunes, por Urariano Mota

por Urariano Mota

Morre o maestro Nunes, referência no frevo para jovens e maduros.

Do site Cultura.Pe copio: “Com formação política de esquerda, filiou-se desde jovem ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), engajando-se no Movimento de Cultura Popular (MCP), o que lhe rendeu perseguição política e afastamento da Banda Municipal do Recife (BMR), no início da década 60.

Havia assumido em 1958, por meio de concurso, o cargo de primeiro clarinetista da BMR. Entretanto, continuou na militância apesar da censura e da repressão e as conquistas artísticas fizeram sobressair o talento do compositor que, a partir dos anos 70, foi campeão, consecutivas vezes, na categoria “frevo de rua”, dos concursos Leda de Carvalho, Frevança, Recifrevo. Entre as músicas premiadas estão: Formigueiro, numa homenagem ao maestro Formiga, ou Ademir Araújo; É de perder o sapato, relembrando o fato de um músico ter perdido o sapato enquanto tocava na banda do maestro, durante o desfile da troça carnavalesca mista O cachorro do homem do miúdo; Mosquetão, em alusão a um colega que foi baleado durante a ditadura; É de rasgar a camisa, dedicado à troça Camisa Velha; Bomba-Relógio, em parceria com Mário Orlando, após a explosão de uma bomba, no Recife, durante a ditadura militar.”

Aqui, o grande Nunes fala das circunstâncias em que criou o frevo Mosquetão:

https://www.youtube.com/watch?v=EHYRWG46ZC4]

É mais um artista que morre no descaso, nos seus úiltimos momentos. A realidade social é irônica: o maestro parte no Dia Nacional do Frevo. Copio da notícia no Diário de Pernambuco:

“Faleceu na manhã desta quarta-feira (14) o Maestro Nunes, aos 85 anos. “Hoje no céu a música é frevo.. Infelizmente meu pai partiu…”, contou Mel Nunes, sua filha.  O artista estava hospitalizado desde domingo com problemas pulmonares.

 
Há três dias numa Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no bairro de Jardim Paulista, em Paulista, Maestro Nunes estava em grave estado. Ele aguardava transferência para um hospital público onde poderia receber o devido atendimento mas, devido a falta de leitos, teve que esperar.
 
Mel disse, na tarde de ontem (13) que um médico havia dado um laudo atestando a gravidade do caso. “Minha irmã foi na Central de Leitos no Ministério Público solicitar a transferência mas não havia vagas”, disse ela. Horas depois Nunes havia conseguido a transferência mas mesmo assim não resistiu. 
 
Maestro Nunes nasceu no interior do estado e começou sua carreira aos 9 anos. Depois que mudou-se para Recife em 1950 participou de diversas bandas e do Movimento de Cultura Popular. Formou-se em Belas Artes pela UFPE em 1950 e foi responsável pela criação da Escola Musical do Frevo, em 1972. Sua carreira foi repleta de sucessos: dentre os mais de três mil frevos que compôs, as faixas Frevo de mocotó e Cabelo de fogo. Em 2007 foi homenageado do Carnaval do Recife durante o centenário do frevo e em 2009 recebeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco”.
 
[video:https://www.youtube.com/watch?v=8ArcCmH2Sic
Quando fala da formação musical, o maestro ressalta a importância de ter estudado os períodos barroco, clássico e romântico da música ocidental, dos quais os artistas preferidos são Bach e Beethoven. Com formação política de esquerda, filiou-se desde jovem ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), engajando-se no Movimento de Cultura Popular (MCP), o que lhe rendeu perseguição política e afastamento da Banda Municipal do Recife (BMR), no início da década 60. Havia assumido em 1958, por meio de concurso, o cargo de primeiro clarinetista da BMR. Entretanto, continuou na militância apesar da censura e da repressão e as conquistas artísticas fizeram sobressair o talento do compositor que, a partir dos anos 70, foi campeão, consecutivas vezes, na categoria “frevo de rua”, dos concursos Leda de Carvalho, Frevança, Recifrevo. Entre as músicas premiadas estão: Formigueiro, numa homenagem ao maestro Formiga, ou Ademir Araújo; É de perder o sapato, relembrando o fato de um músico ter perdido o sapato enquanto tocava na banda do maestro, durante o desfile da troça carnavalesca mista O cachorro do homem do miúdo; Mosquetão, em alusão a um colega que foi baleado durante a ditadura; É de rasgar a camisa, dedicado à troça Camisa Velha; Bomba-Relógio, em parceria com Mário Orlando, após a explosão de uma bomba, no Recife, durante a ditadura militar. Interessante notar que o próprio maestro faz questão de sempre registrar a gênese de cada criação musical. – See more at: http://www.cultura.pe.gov.br/pagina/patrimonio-cultural/imaterial/patrimonios-vivos/maestro-nunes/#sthash.9Flhpkfh.dpuf

 

Quando fala da formação musical, o maestro ressalta a importância de ter estudado os períodos barroco, clássico e romântico da música ocidental, dos quais os artistas preferidos são Bach e Beethoven. Com formação política de esquerda, filiou-se desde jovem ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), engajando-se no Movimento de Cultura Popular (MCP), o que lhe rendeu perseguição política e afastamento da Banda Municipal do Recife (BMR), no início da década 60. Havia assumido em 1958, por meio de concurso, o cargo de primeiro clarinetista da BMR. Entretanto, continuou na militância apesar da censura e da repressão e as conquistas artísticas fizeram sobressair o talento do compositor que, a partir dos anos 70, foi campeão, consecutivas vezes, na categoria “frevo de rua”, dos concursos Leda de Carvalho, Frevança, Recifrevo. Entre as músicas premiadas estão: Formigueiro, numa homenagem ao maestro Formiga, ou Ademir Araújo; É de perder o sapato, relembrando o fato de um músico ter perdido o sapato enquanto tocava na banda do maestro, durante o desfile da troça carnavalesca mista O cachorro do homem do miúdo; Mosquetão, em alusão a um colega que foi baleado durante a ditadura; É de rasgar a camisa, dedicado à troça Camisa Velha; Bomba-Relógio, em parceria com Mário Orlando, após a explosão de uma bomba, no Recife, durante a ditadura militar. Interessante notar que o próprio maestro faz questão de sempre registrar a gênese de cada criação musical. – See more at: http://www.cultura.pe.gov.br/pagina/patrimonio-cultural/imaterial/patrimonios-vivos/maestro-nunes/#sthash.9Flhpkfh.dpuf

 

Quando fala da formação musical, o maestro ressalta a importância de ter estudado os períodos barroco, clássico e romântico da música ocidental, dos quais os artistas preferidos são Bach e Beethoven. Com formação política de esquerda, filiou-se desde jovem ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), engajando-se no Movimento de Cultura Popular (MCP), o que lhe rendeu perseguição política e afastamento da Banda Municipal do Recife (BMR), no início da década 60. Havia assumido em 1958, por meio de concurso, o cargo de primeiro clarinetista da BMR. Entretanto, continuou na militância apesar da censura e da repressão e as conquistas artísticas fizeram sobressair o talento do compositor que, a partir dos anos 70, foi campeão, consecutivas vezes, na categoria “frevo de rua”, dos concursos Leda de Carvalho, Frevança, Recifrevo. Entre as músicas premiadas estão: Formigueiro, numa homenagem ao maestro Formiga, ou Ademir Araújo; É de perder o sapato, relembrando o fato de um músico ter perdido o sapato enquanto tocava na banda do maestro, durante o desfile da troça carnavalesca mista O cachorro do homem do miúdo; Mosquetão, em alusão a um colega que foi baleado durante a ditadura; É de rasgar a camisa, dedicado à troça Camisa Velha; Bomba-Relógio, em parceria com Mário Orlando, após a explosão de uma bomba, no Recife, durante a ditadura militar. Interessante notar que o próprio maestro faz questão de sempre registrar a gênese de cada criação musical. – See more at: http://www.cultura.pe.gov.br/pagina/patrimonio-cultural/imaterial/patrimonios-vivos/maestro-nunes/#sthash.9Flhpkfh.dpuf

 

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