MPF confirma omissão do governo Bolsonaro com gestão da Cinemateca

Ação evidencia que contrato entre União e Fundação Roquette Pinto para gestão de arquivo foi encerrado unilateralmente por Abraham Weintraub

O ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub. Foto: Reprodução

Jornal GGN – Ação civil pública do Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) é mais uma evidência da “tragédia anunciada” que foi o incêndio no galpão da Cinemateca Brasileira, ocorrido na última semana.

Reportagem do jornal Correio Braziliense afirma que uma ação de julho de 2020, aceita pela Justiça Federal em maio deste ano, afirma que o ministério da Educação, então comandado por Abraham Weintraub, encerrou de forma unilateral o contrato de gestão mantido pela União e a Fundação Roquette Pinto, responsável pela gestão do acervo.

Segundo o processo, Weintraub ignorou as manifestações formais do Ministério da Economia e do Ministério da Cidadania e decidiu não renovar o contrato por iniciativa exclusiva e unilateral, mostrando que o então ministro “nunca escondeu sua postura radical de ‘guerra ideológico cultural’ contra órgãos e instituições que promovessem ideias por ele consideradas ‘esquerdistas, marxistas’”.

Para o Ministério Público, é muito provável que o único motivo que levou o Ministério da Educação a contrariar as recomendações dos órgãos técnicos federais “seria a resistência ideológica”.

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