Elite Privilegiada

Voltou a praga daquele spam “Elite Privilegiada”, falsamente atribuído a mim. Como tenho recebido muitos emails pedindo confirmação e como, provavelmente, muitos sites possam reproduzir o conteúdo e a falsa autoria, repito a resposta que dei na época (novembro de 2006, se não me engano) solicitando a quem encontrar esse lixo em algum site ou blog, que copie a minha resposta.

Elite Privilegiada

Por Luís Nassif

Foi em novembro, enfim,
Pouco após as eleições
Que circulou um spam
Eivado de imperfeições
No começo, meio e fim.
Com dose de preconceito,
De arrogância e mal feito
Escrito sem muito jeito
E  atribuído a mim.

Como a asa da graúna
Falava mal do nordeste
Terra de João Pernambuco
De Patativa do Agreste
Do choro que vem dos Turunas
Do frevo pernambucano
Do batuque afro-baiano
De Bomfim, o sergipano,
Dos sons do sertão e das dunas.

De quem era o palavreado?
Pus-me então a imaginar
Talvez o ectoplasma
De um rentista secular
Um dandy afrescalhado
Que nasceu escravocrata
Que abusava da mulata
Que gastou toda a prata
E quedou estropiado.

Ou então  senhor de engenho,
Sem fazenda e compostura
Guardando dos velhos tempos
A arrogância e a usura
E total falta de empenho
Para assuntos do trabalho,
Que sempre achou ato falho
Quem na vida dava o malho
Atrás da boa procura.

Lembrei do deslumbramento
Com que tratavam o Edemar
Sujeito esperto e tinhoso,
Um malandro secular.
De como era um tormento
Quando dava suas festanças
Ócio, deslumbre, gastança
Malandragem e lambança
De  tempo crepuscular.

A elite mega-store
Saia atrás do convite
Disputando a boca livre
Arroz de festa de estirpe
Como um penetra-mór
Edemar fez muito mais
Palácio nas marginais
Rei da elite, ex do cais,
Soberano do “offshore”

A elite deu Edemar
E os esquemas da Daslu
O povo deu dona Ivone
Maxixe, choro e lundu
E o poder de sonhar
Com uma terra irmã
Sem essa febre malsã
Que corrói o amanhã
Desse elitismo sem par.

Mas a elite eficiente
Prescinde da arrogância
É o empresário e o empregado,
Que buscam a relevância
A melhora permanente
Programas de qualidade,
Eficiência, lealdade,
Trabalho e brasilidade
Olhando sempre em frente.

Por isso, aqui, nessa hora
Solicito ajuda vossa
Para que espalhe o poema
Esclarecendo a quem possa
Que esse spam é  desforra
Escrito baixo, rasteiro,
De quem não é brasileiro,
E passa o ano inteiro,
Querendo sempre ir à forra.

Por Gilberto Cruvinel

Luis Nassif repentista

E não é que Luis jornalista,
Por obra de um ataque vil,
surgido de subterrâneos,
de uma alma empobrecida,
revela-se um repentista?
Mestre na escrita e no pinho,
saiba que tem nosso carinho
e que não estará sozinho
em mais esta luta da vida.

Os leitores deste diário
Prontamente se unem
Prá repelir a estocada
armada contra o blogueiro.
Pois o amigo solidário
Nesta hora de malfeitos,
De burrice e preconceitos
Saberá dar o seu jeito
Pra defender o companheiro.

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