No biodiesel, vence a palmeira

Do Portal Luis Nassif, Canal Bioenergia

Embrapa aponta palmeira como matriz mais rentável

VIVIANE MAIA
Da Redação – ADV

A tecnologia de produção do biodiesel vem sendo intensamente estudada com o objetivo de substituir o diesel derivado do petróleo, oriundo de fonte não renovável. Alternativas energéticas que atuem de forma eficiente e com menores danos ambientais são a aposta diante da crescente preocupação com a crise energética.

De acordo com a pesquisa desenvolvida por Otoniel Ribeiro Duarte, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa-Roraima) e divulgada em janeiro pela UDOP – União dos Produtores de Bioenergia, a palmeira Maximiliana maripa, mais conhecida como inajá, é uma espécie promissora e estratégica dentro do Programa Nacional de Produção e Uso de Biocombustíveis, pois preenche os quesitos relativos a desenvolvimento regional, inclusão social e preservação ambiental.

A espécie, muito comum no Estado de Roraima, pode produzir mais de 3.500 litros de óleo por hectare, ficando bem à frente, por exemplo, de outros “concorrentes” como dendê (produção de dois mil litros por hectare), pinhão (dois mil litros por hectare) e mamona (750 litros)

Clique aqui para acessar o trabalho e paticipar das discussões.

Por Otoniel Ribeiro Duarte

Olá,

Aqui é o pesquisador da Embrapa Roraima que desenvolveu a tese de doutorado com a palmeira inajá e seu potencial para produção debiocombustíveis. Hoje estou muito ocupado aqui na Empresa e estou saindo agora para uma reunião, mas amanhã pela manhã estarei respondendo todos os questionamentos.

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30 comentários

  1. Dá uns 20-25 barris de
    Dá uns 20-25 barris de petróleo equivalente por hectare/ano…

    Não informa a produtividade média. Também ficam faltando dados sobre a necessidade de correção do solo, adubação (quanto “puxa” de carbono do solo e quanto absorve via fotossíntese ?)

  2. Puxa! diminuiu a produção da
    Puxa! diminuiu a produção da mamona hein!
    De qualquer maneira todos sabemos que, enquanto não inventarem um método de controle da produção de biodísel(ou qualquer outro combustível)pelos LATIFUNDIÁRIOS OU GRUPOS SEMPRE DOMINANTES, não haverá a implementação do seu uso.
    O alcool, que era a salvação, já está muitíssimo bem controlado pelos DONOS DAS USINAS, mais conhecidos como SULTÕES DA NOVA OPEP.
    Aliás , o dia que descobrirem uma forma de monitorar e taxar a RESPIRAÇÃO, salve-se quem puder.
    Os pedágios são só o inicio!……

  3. Sugestões:

    1) Ao publicar
    Sugestões:

    1) Ao publicar uma chamada sobre o assunto, além de divulgar o link do Portal Luis Nassif, Canal Bioenergia, divulgue também o link para acesso direto ao trabalho da entidade que conduziu a pesquisa, no caso, a Embrapa.

    2) Ao falar de uma planta, no caso, a palmeira Maximiliana maripa, certas informações são fundamentais antes mesmo de se pensar no potencial econômico:

    a) Existe variabilidade genética que possibilite a condução de um programa de melhoramento vegetal, tanto na parte de produção de óleo quanto de incorporação de características de resistência às pragas e doenças?

    b) Situação do centro de origem dessa planta, lugar onde irão se buscar exemplares selvagens para uso nos programas de melhoramento. Ele está bem conservado ou se encontra sob risco?

    3) Qual a quantidade de mão-de-obra necessária para se cultivar um hectare dessa planta durante um ano?

    4) Qual é o período de colheita?

    5) É possível fazer a consorciação com outras plantações, pelo menos nos primeiros anos de cultivo da palmeira, diminuindo o custo de implantação?

  4. Pinhão?
    Essa pra mim é nova.
    Pinhão?
    Essa pra mim é nova. Realmente nem imaginava que se pudesse produzir biodiesel a partir do pinhão.
    Pergunto: Estamos falando do pinhão produzido pelo pinheiro araucária?

  5. Resíduos úteis
    “Esgotos e
    Resíduos úteis
    “Esgotos e efluentes industriais fornecem matéria-prima para produção de hidrogênio e eletricidade”
    http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=3719&bd=1&pg=1

    Aproveitamento total
    “Novas técnicas transformam palha da cana em bioóleo, carvão siderúrgico, carbeto de silício e, no futuro, etanol”
    http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=3717&bd=1&pg=1

    Diesel de cana
    “Combustível vai ser produzido por meio de transformações genéticas em leveduras”
    http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=3689&bd=1&pg=1

    Menos desperdício
    “Dois estudos resultam em catalisadores que podem tornar a produção de biodiesel mais eficiente e limpa”
    http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=3691&bd=1&pg=1

    Mais que sustentável
    “Novos projetos de usinas de açúcar e álcool eliminam o gasto de água na produção e geram até excedente”
    http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=3638&bd=1&pg=1
    ————————

    []s,

    Roberto Takata

  6. Almir Wagner

    É outra coisa,
    Almir Wagner

    É outra coisa, o tal do pinhão-bravo, ou nervoso (rs…).
    Vem sendo pesquisado e parece fácil de plantar.
    Não exige terras férteis.
    Nessa questão é bom lembrar que não adianta querer plantar algo que seja muito produtivo e requera terras muito produtivas.
    Tem que ser algo que dê em terras fracas.
    É fácil perceber que uma coisa compensa a outra.
    Terra boa é para produzir comida, o principal combustível da sociedade humana.

  7. Nassif, as pesquisas são
    Nassif, as pesquisas são importantes e revelam um potencial estratégico para o Brasil.

    Espero que essas descobertas criem uma indústria, um consumo e uma sociedade bem diferentes dos criados pela indústria do petróleo. O etanol da cana de açúcar, bem brasileiro, embora seja menos prejudicial que o petróleo, também não serve como modelo.

    É estratégico para o Brasil utilizar as riquezas que os biocombustíveis já estão gerando, desde que saibamos compartilhar essas riquezas, conservar o território e mudar a forma de utilizar os biocombustíveis. Se isso ocorrer, atingirá o consumo e o nosso padrão civilizatório.

    Quando eu era criança, eu ia de trem de Jales para São Paulo, Campinas, Araraquara, São José do Rio Preto. Quero voltar a fazer isso, mas com um locomotiva brasileira, movida por motores brasileiros, com biocombustível brasileiro e olhando uma paisagem diferente da de hoje: cana e mais cana, não preservaram nem os limites das Reservas Legais, sem falar nos córregos assoreados e nas erosões.

    Que essas riquezas sejam utilizadas para resolver problemas sociais, ambientais e econômicos brasileiros, depois os planetários.

    Existem demonstrações bem definidas na história do século 20 sobre os limites já rompidos por essa indústria global, e cito as guerras recentes, a ascensão da direita americana, a crise financeira que acomete o sistema e, aqui no Brasil, a poluição das grandes cidades, a ocupação do campo sem controle e cuidado ambiental, o desvirtuamento do plano original do etanol da década de 70 e também o trânsito parado de São Paulo.

    É um sistema só, e está falindo.

    A mística dos biocombustíveis deve ser inspirada pelas florestas de onde, tudo indica, eles virão: eles são de todos e protegem todos nós, como uma entidade encantanda da floresta, não pode ser de uma pessoa ou de um grupo apenas; é uma forma de energia para um novo padrão civilizatório com base na solidariedade, na plena compreensão da ecologia do planeta Terra, para mim a mais avançada tecnologia de que dispomos, na educação e na paz.

    Abraços, Gustavo Cherubine.

  8. “é uma espécie promissora e
    “é uma espécie promissora e estratégica dentro do Programa Nacional de Produção e Uso de Biocombustíveis”

    A Palmeira não vence a corrida. Ela ainda está no início.

  9. Pessoal, olha aí um
    Pessoal, olha aí um estudo.

    Divulgado pela FAPESP, depois por uma agência de jornalismo ambiental também paulista, mas é de origem estadonidense.

    Abraços, Gustavo.

    http://envolverde.ig.com.br/materia.php?cod=56607&edt=1

    18/02/2009 – 11h02
    Mesmo com a hibridização total da frota, ainda não é o suficiente para atingir as metas do Protocolo de Kyoto

    Por Redação da agência Fapesp

    Usar menos os automóveis e substituir a frota por veículos híbridos ajudaria a reduzir os níveis de CO2 em 2050 para os de 2000, aponta estudo.

    A adoção de veículos híbridos combinada com o “crescimento inteligente” pode reduzir significativamente os níveis de emissão de dióxido de carbono, aponta um estudo feito na Universidade de Tecnologia da Geórgia (Georgia Tech), nos Estados Unidos.

    Por crescimento inteligente os autores apontam cenários em que, por exemplo, os habitantes de uma cidade não precisem gastar tanto tempo – e combustível – no trânsito para se deslocar de casa para o trabalho. E que possam ir de metrô, de bicicleta ou mesmo a pé para o escritório.

    (Envolverde/Agência Fapesp)

    *Mais no link

  10. Nassif,

    Alguém se lembrou do
    Nassif,

    Alguém se lembrou do Bautista Vidal.
    Ele tem um estudo que foi citado num artigo em Caros Maigos há uns 8 anos em que ele mostra que a palmeira do Babaçu, além do biodíesel teria condições de fornecer (docôco) um coque – sem trocadilho – para redução em siderurgia muito superior ao carvão vegetal e à hulha. Seria bom alguém da área resgatar os seus estudos.

  11. No biodiesel vence, as
    No biodiesel vence, as Algas.

    “Biodiesel de microalgas

    No entanto, pesquisa realizada no Instituto de Biologia da Universidade Federal Fluminense (UFF) indica que microalgas encontradas no litoral brasileiro têm potencial energético para produzir 90 mil quilos de óleo por hectare.

    E, segundo o estudo, elas têm diversas outras vantagens. Do ponto de vista ambiental, o biodiesel de microalgas libera menos gás carbônico na atmosfera do que os combustíveis fósseis, além de combater o efeito estufa e o superaquecimento.”

    fonte
    http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=biodiesel-de%20algas-marinhas&id=

  12. Inajá Maximiliana Maripa,pelo
    Inajá Maximiliana Maripa,pelo nome,uma aristocrática palmeira,pertencente a flora brasiliensis.Páreo duro para os Orleans e Bragança…

  13. Luis,aqui na minha
    Luis,aqui na minha região,Maracajú, MS, está acontecendo a substituiçao das lavouras de soja e milho pela cana,precedida pela substituiçao do boi pela soja e o milho.tudo bem, a demanda,só considerando os automóveis movidos pela tecnologia total-flex,que transfere para o propietario do automovel a decisao na escolha do combustivel,que no inicio do século XXI eram fabricados na proporçãpo de 4/10,agora já é de 10/10,isso falando do alcool hidratado.O gas veicular,nao “pegou” por aqui,basta dizer que em corumbá, porta de entrada do gasoduto Brasil/Bolivia,quem tiver um carro movido só a gasvai ter que chamar um taxi, nao existe sequer um posto que abasteça carros movidos a gas.O intrigante Luis, é que no municipio de maracajú tem duas usinas de alcool e o preço é maior que na capital Campo Grande.As usinas daqui foram compradas pelo grupo Louis Dreiffus, que ja tem liberado o projeto para construçao de mais uma usina no municipio.Esse nó no preço é que fica dificil entender,abraços

  14. Nassif e amigos, pergunto,
    Nassif e amigos, pergunto, quais garantias teremos para acreditarmos que a exploração das plantas para biocombustíveis não vai desmatar as florestas?

    Se a soja e a carne, proteínas vegetal e animal, estão fazendo hoje o desmate que está sendo estudado agora e abaixo, noticiado em jornal a partir da divulgação feita pelos pesquisadores, como imaginar um sistema novo que evite o que estamos vendo, sentindo e comprovando em relação aos biocombustíveis e seus impactos?

    Abraços, Gustavo Cherubine.

    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe1802200901.htm
    São Paulo, quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
    Desmate faz nuvem “seca” proliferar na Amazônia
    Estudo ajuda a explicar como alterações na terra afetam o regime de chuvas
    Imagem de satélite mostra que perda de vegetação muda tipo de distribuição de vapor nos céus da floresta; pesquisa uniu Brasil e EUA
    Rafael Garcia/Folha Imagem
    Trilha de nuvens cobre o rio Amazonas em Monte Alegre (PA)
    AFRA BALAZINA
    DA REPORTAGEM LOCAL
    Um estudo que monitorou os tipos de nuvens que cobrem a floresta amazônica mostra que o desmatamento parece estar causando tanto alterações na terra quanto no céu. Usando imagens de satélites e dados obtidos por balões meteorológicos, cientistas brasileiros e norte-americanos comprovaram a teoria de que a derrubada de árvores favorece a formação de nuvens “rasas”, em contraposição a nuvens “profundas”, mais chuvosas.
    A conclusão ocorreu após análise de imagens e informações de Rondônia. O novo estudo ajuda a explicar por que o desmatamento faz a floresta ficar mais seca e corrobora com os estudos que preveem a conversão da Amazônia em savana.

  15. Noto até agora nas discussões
    Noto até agora nas discussões sobre a matriz energética brasileira uma ausência significativa, ainda mais pensando na quantidade de carros movidos unicamente a gasolina: o butanol. Esse combustível pode ser usado diretemente, sem qualquer mistura, em qualquer carro originalmente movido a gasolina e vem sendo pesquisado por gente grande nesse mundo, como a BP e a DuPont.
    Vale lembrar que inclusive já há um processo patenteado por um americano (http://www.butanol.com/), que permite obter mais butanol de uma mesma fonte. Quem vir a página notará inclusive que ele usou o próprio carro (um Buick Park Avenue 1992) como cobaia para o sistema. E o carro funciona sem problema algum e sem qualquer modificação com tal combustível.

    Falando das matrizes energéticas para a obtenção de butanol, elas são as mesmas do etanol e, portanto, uma usina de etanol pode sossegadamente produzir butanol, bastando algumas alterações. E, claro, que não esqueçamos que o butanol é mais exportável que o etanol, não só por poder ser usado em um motor a gasolina sem modificações como também por poder usar as mesmas estruturas de armazenamento e transporte dos derivados de petróleo. Além disso, por conta de seu poder calorífico mais próximo ao da gasolina, permite consumos melhores que os do etanol.
    De minha parte, adoraria abastecer meu carro que, a exemplo de um monte de outros de um monte de outras pessoas que estão lendo esta postagem, com um combustível que possa ser usado em um motor unicamente a gasolina sem quaisquer modificações. Agregaria as vantagens da baixa poluição (e talvez até menos que o etanol) com um melhor consumo de combustível, bem como o fato de o motor ser otimizado para um determinado combustível, não fica como o flex de hoje, que não atinge o máximo rendimento com o etanol nem com a gasolina.

  16. Olá,

    Aqui é o pesquisador
    Olá,

    Aqui é o pesquisador da Embrapa Roraima que desenvolveu a tese de doutorado com a palmeira inajá e seu potencial para produção debiocombustíveis. Hoje estou muito ocupado aqui na Empresa e estou saindo agora para uma reunião, mas amanhã pela manhã estarei respondendo todos os questionamentos.

    ATT: Otoniel Ribeiro Duarte
    Pesquisador da Embrapa Roraima

  17. Nassif,

    Esse pesquisador da
    Nassif,

    Esse pesquisador da Embrapa Roraima que desenvolveu a tese de doutorado com a palmeira INAJÁ e seu potencial para produção de biocombustível está de parabéns.

    Aqui no Tocantins o Inajá é uma planta nativa, espalhada por todo o território tocantino, mas as derrubadas e queimadas para plantar capim, soja, cana e pinhão manso vai dizimando o bioma.

    Quanta riqueza ainda desconhecida no Brasil.

    O professor e engenheiro Bautista Vidal há mais de uma década também concluiu uma pesquisa com o coco do Babaçu, atestando o alto valor do óleo para biocombustivel.

    Tocantins é um dos poucos estados brasileiros com imensas áreas de babaçuais, mas as derrubadas e queimadas para plantar cana e soja estão dizimando nossas plantas nativas.

    Os órgãos do governo estadual, dirigidas por forasteiros, desconhecem as riquezas naturais deste ex-Norte goiano.

    É lamentável que o governo do Tocantins desconheça essa notícia.

    Otavio Barros
    Palmas – Tocantins

  18. Bem, acredito que a discussão
    Bem, acredito que a discussão tenha que ir bem além do potencial em produção em biocombustível pois existe o terrível perigo da monocultura e, pior ainda, da visão unicista, onde somente se enxerga uma possibilidade, sem vislumbrarmos as outras possibilidades econômicas das plantas como as folhas, raízes, palha, espaçamento, tronco e a questão da adaptação e cultura local.
    Produzir combustível é essencial, mas manter o homem trabalhando e o meio ambiente em equilíbrio são coisas, também, muito importantes.

  19. Caros amigos,

    Lendo os
    Caros amigos,

    Lendo os comentários a respeito do uso de biocombustíveis e as preocupações com sustentabilidade ambiental, econômica e social, fico extremamente gratificadi de ver que nossa sociedade está preocupada em acertar nas decisões que vão decidir a qualidade de vida de nossos descendentes.
    Como pesquisador comungo com a preocupação da maioria dos pesquisadores brasileiros que trabalham para obter soluções no aumento da qualidade de vida da população, seja através da produção de alimentos saudáveis, fontes de energias menos poluidoras, proteção ambiental, etc…
    A pesquisa com mais uma fonte de óleo para biocombustíveis, como o inajá, é cercada de preocupações como as citadas acimas. Tentarei fazer um resumo para fornecer subsídios aos colegas para dar uma visão mais clara do que se pretende obter com as pesquisas.
    O inajá (Maximiliana maripa (Aublet) Drude é uma palmeira que ocorre nas florestas não perturbadas pelo homem em baixa densidade e quando ocorrem desmatamentos elas tomam conta da paisagem, pois são bastante agressivas em ambientes abertos. Desenvolvem-se bem em solos pobres quimicamente e são pouco exigentes em água e muito ressistentes ao fogo, quando jovens, pois seu meristema apical fica bem abaixo do nível do solo e quando o fogo passa ela em seguida rebrota. Quanto mais o fogo passar por uma área, mais ela terá menos concorrência com outras espécies. Além dessas grandes vantagens, ela não tem espinhos o que facilita muito seu manejo e é fonte de alimento para diversas espécies animais como: macacos, araras, papagaios, pacas, cutias, antas, veados, jabutis, esquilos e bovibos.
    Com essas características e sua grande variabilidade genética (existem plantas com frutos extremamente saborosos e outros com gosto insuportável de sabão; frutos com diversificação no formato, cores, tamanhos e teores de óleo, tanto na polpa quanto nas amêndoas) é possível obter-se através do melhoramento genético plantas com maiores produções de óleo e de melhor qualidade para diversos fins, bem como uma fruteira apreciável que é pouco explorada.
    Temos a preocupação em oferecer aos produtores alternativas de produção que contemplem a exploração da propriedade como um todo, garantindo a sustentabilidade da família, do meio ambiente e da sociedade como um todo. enquanto vislumbrarmos opções de produções calcadas em monoculturas, deixaremos nossos produtores vulneráveis bem como nosso país frente a economia mundial globalizada e mascarada sob o protecionismo das grandes economias. Temos um país continental com inegualável riqueza em biodiversidade, recursos hídricos e espaço que é vital, sem contar com o potencial de pesquisa fabuloso que dispomos e que já vem mostrando ao mundo nossa futura posição sócio-econômica no planeta. Se pudermos contarmos com administradores sérios e comprometidos com as necessidades nacionais, logo teremos respostas sustentáveis para a maioria dos gargalos tecnológicos que nos afetam.
    As pesquisas com as diversas fontes alternativas para produção de biocombustíveis atestam nossa liderança nessa área e devemos trabalharmos em todas elas, pouis suas especificidades nos darão informações para tomadas de decisões mais acertadas e de acordo com cada situação. Nunca devemos nos debruçar só em uma alternativa, a história nos mostra isso claramente

    Abraços,

    Otoniel Ribeiro Duarte
    Pesquisador da Embrapa Roraima

  20. Caro Nassif,

    Gostaria de
    Caro Nassif,

    Gostaria de fazer uma correção no texto onde diz-se que o dendê produz 2000 litros de óleo/ha/ano. A produção de óleo/ha/ano desta fantástica palmeira é de 5000 litros, sendo até hoje a planta que tem a maior produtividade de óleo, com inúmeras vantagens em relação as culturas anuais. O dend~e encontra resistência entre os ecologistas por ser uma palmeira exótica (é africana).
    O grande potencial que o inajá mostrou foi o de sendo uma palmeira nativa, vegetando em solos extremamente pobres, sem nenhuma adubação e sem nenhum melhoramento genético produzir a fantástica quantidade de óleo que produz. Em função disso a Embrapa Roraima através da Embrapa Agroenergia, em parceria com a Embrapa Amapá, Embrapa Agroindústria de Alimentos, Embrapa Recursos genéticos e Museu Integrado de Roraima, iniciam os estudos para domesticação desta palmeira visando incorpora-la na lista das plantas oleíferas do Programa Nacional de Biocombustíveis.

  21. O Roberto de São Paulo me
    O Roberto de São Paulo me solicitou informações sobre a usina de biocombustíveis que seria instalada em Mucajaí – RR para extração do óleo de inajá e produção de biocombustível e que eu usa-se este blog para responder.
    Caro Roberto, a parte da usina que faz a extração de óleos já está aqui na sede da Embrapa Roraima e parece que será instalada aqui na sede mesmo, pois funcionará melhor como vitrine tecnológica aqui onde o público é maior devido ao acesso. O acesso ao Campo Experimental Serra da Prata durante o período de chuvas fica muito ruim o que dificultaria a presença de grande parte dos interessados nas demonstrações que serão feitas. A outra parte da usina que é de produção de biocombustíveis está pronta no Rio de Janeiro ( São criações do IME – Instituto Militar de Engenharia) e está prestes a embarcar para Roraima. Serão instaladas sob orientações do Dr. Luiz e da Dra. Wilma Gonzales do IME e os processos de extração do óleo e produção de biocombustíveis (não só para o inajá, bem como para diversas outras oleaginosas) serão orientados e monitotados pelos pesquisadores do IME, pois são eles os detentores deste conhecimento. Em parceria com a Embrpa Roraima este trabalho visa garantir a produção de óleos para geração de energia em comunidades isoladas na Amazônia, garantido o acesso dessa populções a energia elétrica e o desenvolvimento que advém com ela.

    Otoniel Ribeiro Duarte

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