O último poema em Paris

Por agathe

Maria Schneider

Ah que tristeza, muita mesmo. Saber que uma das mais belas e ousadas atrizes do cinema despidiu-se desse mundo. Não digo pelo mundo, mais por mim, que delirei em cada cena em o Ultimo Tango em Paris. Uma obra prima, com o inesquecível Marlon Brando. Tornou-se filme obrigatório para cinéfilos e artistas.

Maria

Sua pele pêra, seios firmes longos

Olhar perdido, tesão, apartamento, paris

Casaco de pele solto ao carpete

Teu homem aquele desconhecido

Que forçou teu sexo choroso entre as pernas

Velho louco fez brilhar tua estrela

Amanteigou, te virou pra lua

Ficaste eterna no drama de teu diretor

Tanto na alcova, como na loucura

Quem não te quis ali, gemendo e sofrendo

Amordaçada, roteiro, tango desesperado

Quem não quis ver; teu corpo penumbra

Jogada no quarto, leve pesada, adormecendo

Rumoroso teu corpo juvenil, delírios a baratinar platéias

Lembro, lembrarei, não esqueço

Cabelo cacheado, olhar flutuante a banheira deleitando-se

Maltrata-me a excitação e a tristeza

De recordar tuas curvas delirantes

Minha trágica paixão, musa dos desgraçados

A arte imprimiu teu talento, em rolos, prateleiras e lisonjas

Latente jamais se dissolverá, nem o tempo interferirá

Intacta, ficas com os deuses da arte

Porque só tu podes fragelar-se em reverência à beleza!

Ass, Agathe

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