11 comentários

  1. 15 de Novembro
    Almeida,

    A Umbanda, religião brasileira, completou ontem 107 anos de seu “surgimento” no Brasil.

    Noticiado em algum veículo / mídia?

    Excelente, oportuno e necessário post. Só o esCLAREcimento pode mitigar o sectarismo e dissolver o preconceito.

    Não se pretende a conversão mas a compreensão de que os caminhos são diferentes e legítimas aa escolhas individuais.

    A sombra não existe. O que há é a ausência de Luz.

    http://www.clickriomafra.com.br/umbanda/15-de-novembro-de-1908-nasce-a-umbanda

    • Obrigado pela participação, Anna.

      Não sabia da coincidência de datas, quando li essa entrevista ontem. Há outras entrevistas muito interessantes na página Entrevistas do IHU On-Line, clique no link para acessá-las, vale a pena. Optei por divulgar essa por dois motivos básicos que me ocorreram.

      O primeiro está relacionado ao ecumenismo proposto pelo entrevistado, o desprendimento para o diálogo não somente com a fé cristã. O segundo foram os fatos terríveis desses últimos dias, que impõe a necessidade de compreensão, de combater manipulações políticas de sentimentos religiosos, com o sentido de promover manifestações preconceituosas de islamofobia. Também as religiões afro-brasileiras são vítimas dos mesmos tipos de preconceituosos.

      Um abraço.

      • Eu é que agradeço.
        Almeida,
        fui à página e só pude ler as chamadas, claro. Com tempo farei a leitura do que já identifiquei como sendo de interesse.
        O combate a qualquer preconceito é um imperativo às nossas consciências diante deste quadro de intolerância, manipulação e disseminação de ilações e inverdades que cresce assustadoramente.
        No final, somos todos vítimas.
        Abraço.

    • Luta
      Os Centros de Umbanda tem que fazer enorme esforço para manterem-se ativos. É rara qualquer ajuda de porte; normalmente os Donos dos terreiros e os médiuns trabalhadores é que arcam com a manutenção das casas. E agora – com maior intensidade pois sempre existiu – esta carga feroz e ininterrupta de ataques, perseguições, ameaças. Não à toa vários Centros tem fechado suas portas, encerrado atividades por não terem, em seus líderes, as condições mínimas de funcionamento.
      São cansativas – e diante do quadro social, infrutíferas – as tentativas de fazer avançar a cultura de paz, cristã, por estes irmãos. Duplamente cansativas. O movimento acaba se esvaziando e desmotivando. Quantas casas impedidas de funcionar, por exemplo, nas favelas a mando de traficantes “adeptos” de outras religiões. Não há crença que resista à mordaça. E quando esta não tem a força de uma ICAR, aí complica. É fechar as portas e buscar outras casas menos visadas para poder pelo menos continuar exercitando a Mediunidade.
      Obrigada por compartilhar Almeida.

  2. Muito boa a entrevista.

    Aproveito para divulgar o lançamento do curta documentário “Intolerâncias da fé”, dirigido e produzido por Alexandre B. Borges, Fernando de Sousa e Taís Capelini. 

    ***

    Depois de um longo período de produção, convidamos todos à participar do lançamento do curta documentário INTOLERÂNCIAS DA FÉ. O evento acontecerá no ISER (Instituto de Estudos da Religião), onde haverá a exibição do filme (15min.), seguida de uma mesa de debate sobre o tema em questão. Após a mesa, os interessados poderão permanecer no local para nossa confraternização.

    SINOPSE:

    A partir do depoimento de praticantes de religiões afro brasileiras, lideranças religiosas e pesquisadores, o curta documentário Intolerâncias da Fé retrata os conflitos religiosos ocorridos no espaço público, dando atenção especial àqueles que se situam na escola e seus reflexos nas crianças. Realizado pela Asha Filmes e dirigido por Alexandre Borges, Fernando de Sousa e Taís Capelini, o trabalho foi contemplado pelo edital do 7º Chamado Público do Núcleo de Jornalismo do Canal Futura. O objetivo central do documentário é explorar os episódios de intolerância religiosa e a exposição de aspectos da luta histórica dos adeptos das religiões afrobrasileiras por legitimação e reconhecimento mostrando que “ninguém quer ser tolerado”, e sim respeitado.

    MESA:
    Helio Silva (presidente do ISER)
    Janayna Lui (pesquisadora do ISER)
    Stela Caputo (pesquisadora e autora do livro “Educação nos terreiros)
    Marco Xavier (liderança religiosa, presidente do MUDA – Movimento Umbanda do Amanhã)
    Taís Capelini, Alexandre B. Borges e Fernando Sousa (produtores e diretores do filme)

    O ISER fica localizado na Rua do Russel, 76, 5º andar – Glória – RJ.

    https://www.facebook.com/events/719814418154510/720068611462424/

    https://www.facebook.com/intoleranciasdafe

    *** 

    O curta foi transmitido recentemente no Canal Futura e já está no youtube. Para quem não puder ir ao lançamento e participar da mesa de debate, segue o doc.

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=usHFttOTDcY%5D

    ****

    Agora a corujice: Taís é minha sobrinha querida ♥, uma “menina” linda sob todos os aspectos. 

    Tais e Alexandre nos bastidores.

     

  3. O sucesso da ICAR reside em

    O sucesso da ICAR reside em sua hierarquia. Milenar. Somente o papa exprime as posições de fé, politica, etcetc. Isso evita que pastores espertalhões ou loucos, ou líderes sanguinários interpretem as respectivas escritas de suas religiões de forma distorcida.  

    • as conveniências…
      Basta ter olhos de ver e ouvidos de ouvir: estamos cercados de falsos profetas.

      Não preciso nomear, por certo.

      Muito “Senhor, Senhor” e pouco sentimento e ATITUDE verdadeiramente cristã.

  4. Origem

         Uma vez, faz tempo, na região do reconcavo baiano ( Sto. Amaro ), fui ver com algusn irmãos/ãs a Procissão da Irmandade da Nsa.Sra.Boa Morte, na qual varias velhas senhoras, ” Mães de Santo “, incluindo uma tia de santo minha, participavam, é um ritual que ocorre ainda hoje, muito interessante.

          Como neófito a época, perguntei : O porque da participação nesta comemoração católica ? Minha tia e outra que era decana ( a mais velha ) da irmandade – tb. uma Yalorixá respeitadissima – me respondeu: Um dos fundamentos do candomblé é o respeito a sua ORIGEM, vc. foi batizado, crismado – fui até coroinha – no catolicismo, como ela tb. tinha sido, e como somos, dentro da Nação, da familia de santo, uma comunidade, o respeito a sua origem de familia terrena, deve ser basico, ou vc. não teria chegado aqui, pois se queremos que nossas praticas rituais sejam aceitas, devemos respeitar as outras, principalmente a da qual nós nos originamos.

            Em Cuba este “dialogo” tb. existe, já na Africa ( Nigéria ) ele não conseguiu se desenvolver , nem mesmo o candomblé lá é igual ao praticado aqui ou em Cuba, pois os missionários protestantes atuaram fortemente contra as crenças, classficadas por eles como “animistas”, junto aos iorubás, já ao norte da Nigéria , de onde vem a Nação Gege ( Nanã, Ossumaré, Dã, Omulu, Gum etc.. ), a repressão islamica, tornou a “cultura original religiosa” praticamente desaparecida, subsistindo na diaspora, pelo Brasil e pelo Caribe.

             Dialogo inter-religioso:  É possivel, não apenas entre as de matriz africana com o catolicismo, mas com as outros credos tambem – tenho uma irmã de santo e um irmão de santo, sendo ela filha de rabino ( Dora de Yansã ) que é judia, assim como tenho uma grande amiga carioca, professora de escola dominical metodista, e a pastora dela, infelizmente já falecida, que ficaram varias vezes em minha casa, que entendiam minha opção religiosa, eu a delas, fui nos cultos, elas foram no “terreiro” – outra época, apesar de recente ( < 15 anos ), hj. o problema deste dialogo exacerbou-se, pois os neo-pentecostais, não admitem qualquer dialogo, são conduzidos por lideres de completa ignorancia.

             

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome