A limitação de banda da internet barra o progresso

Enviado por Monier

Esse é um pequeno grão de areia da Economia na imensa praia que a Anatel, em conluio com as Teles, está deixando o mar levar para o estrangeiro.

Se houvesse limitação de banda nos EUA – lugar de agência reguladora séria feito a Consumer Product Safety Comission – não florescia o Youtube, Facebook. A viabilidade das duas redes bilionárias tem tudo a ver com escala.

Se houvesse limitação na Índia, nossa irmã-gêmea da Ásia, não seriam o maior call-center em língua inglesa do mundo, e ficariam sem uma fatia do PIB.

Economistas sensatos vão saber melhor do que este jurista da colônia. A limitação de banda vai matar a economia digital do Brasil: processo digital, startups, mídia livre, qualquer coisa que envolva rede.

Abaixo, um exemplo prático.

Proponho colocar na lista de medidas anticíclicas do futuro pacotão da crise: a obrigação de as operadoras inverterem dinheiro da Espanha e Itália para custear a infraestrutura aqui, sob pena de perder a concessão, sob pena de multa de 1 bilhão, sob pena de multa em percentuais generosos do faturamento bruto, sob pena de multa de país de primeiro mundo, não de colônia, não essas papagaiadas que Anatel e Procon fazem, de multa em um milhão e anunciar em jornal em cima de empresas que lucram bilhão. Só de gente contratada para desenrolar essa fibra ótica em 100% da rede vai fazer o PIB subir uma lava-jato inteira. Façam o contragolpe, pelo amor de deus.

Do Jusbrasil

Internet Banda Larga limitada: e agora, Processo Eletrônico?

Por Markeline Fernandes Ribeiro

O prenúncio do caos.

Conforme amplamente divulgado pelos principais meios de comunicação, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicou nesta segunda-feira (18), no Diário Oficial da União, uma decisão cautelar que regula os procedimentos para que as empresas de banda larga fixa possam reduzir a velocidade, cortar o acesso à internet ou cobrar tarifas extras dos clientes que tenham esgotado a franquia de dados. As empresas precisam cumprir algumas condições e só poderão colocar em prática políticas para interromper o serviço após 90 dias da publicação de ato da Anatel que reconheça esse cumprimento.

Depois? Bem, depois eles poderão limitar sim o consumo.

Ora, desde que a banda larga se popularizou, convenhamos, nunca se falou em limitação. Pelo contrário, a ‘infinitude’ do acesso à internet era alardeado pelas operadoras como uma grande vantagem aos consumidores. Atualmente, não há limites (na prática) para o quanto você consome em um mês de internet. Você pode assistir a filmes na Netflix sem nenhuma preocupação, assim como passar o dia ouvindo música via streaming, ou então ostentar uma maravilhosa coleção de jogos digitais com títulos que superam os 40GB.

Colocando em números, vamos ser mais exemplificativos. Segundo informações do Movimento Internet Sem Limites:

01 vídeo de 15 minutos no Youtube consome 550 MB

01 episódio de 20 minutos no Netflix consome 1,1 GB

Jogos de última geração consomem 40GB.

O maior plano oferecido atualmente pelas operadoras é de 130 GB.

Ou seja, se você navega em sua internet pela manhã, vê ou lê as notícias, assiste algumas receitas no youtube e depois vê um filme no Netflix, você em um dia já consumiu metade do limite que as operadoras oferecem (em seu plano mais vantajoso).

Agora digamos que você, como eu, é advogado. Advogado Trabalhista, o qual foi compulsoriamente adaptado ao maravilhoso mundo do Processo Eletrônico – PJE. O PJE é por onde se distribui uma ação trabalhista, onde se apresenta a defesa, onde se inserem os áudios e vídeos das oitivas de testemunhas e partes. É onde o Juiz insere a sentença, onde você protocola o recurso. Onde você executa o crédito.

Agora imagine você ser um advogado, obrigado a se adaptar ao PJE (que não funciona perfeitamente, mas funciona) se vê também obrigado a promover a contagem da quantidade de dados que utilizou no dia. Ora, para protocolar esse recurso vamos ter que gastar 900 MB (dependendo do advogado, alguns mais, outros bem menos), então nada de olhar os outros processos de execução hoje. Imagine que em uma semana você tenha exaurido o limite contratado e se veja obrigado a contratar mais dados a fim de viabilizar o seu direito constitucional de obter a prestação jurisdicional.

A velocidade média da internet no Brasil, gira em torno de 3 Mbps, o que faz o país ocupar a 89ª taxa de download mais rápida do mundo, atrás de Iraque, Kwait e Sri Lanka. A Coreia do Sul, em primeiro lugar no ranking formado por quase 150 países, tem uma velocidade média de 22,2 Mbps.

Para efeitos de comparação, no Japão, dificilmente você verá alguma empresa vendendo um plano com menos de 100 Mbps, e em 2013 o provedor de internet do Japão So-Net disponibilizou um plano de internet de 2 Gbps.

Para chegar a esse patamar, no entanto, há um longo caminho a ser percorrido. Hoje, só 4,5% das conexões são por fibra ótica, revelam dados da Anatel.

E quanto custa isso tudo?

Aqui no Brasil os provedores de internet normalmente ofertam seus serviços de 1 à 10 Mbps em valores que giram em torno de R$40,00 à R$100,00, enquanto uma conexão de fibra ótica no Japão custa, em média, R$100,00 por mês.

Nos países onde a internet limitada é aplicada, essa limitação não se reverte em milhares de reais mensais pela navegação. Ou seja, a limitação da internet no Brasil somente pode ser aplicada quando as operadoras tiverem um serviço de real qualidade para oferecer, posto que, caso contrário, além de impedir a utilização natural da internet para o lazer, a limitação estará atingindo diretamente diversos setores, sendo que o Processo Trabalhista seria fatalmente atingido, considerando que com a internet limitada, o acesso ao processo ficaria ainda mais complexo.

Nesse cenário de guerra, quem perde?

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27 Comentários

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Gui sp

- 2016-04-22 16:56:26

Ora, ora, mas não é o tal de

Ora, ora, mas não é o tal de "Deus Mercado" pelo qual rezam todas as cartilhas neoliberais? Não é isto que "todos querem", o mercado livre, sem amarras ou regras, basta montar o seu balcão ou quitanda e oferecer o "melhor preço"?

É isto aí, quem quiser navegar indefinidamente, deixando de gastar no minimo 100 a 150 reais entre entradas de cinema e pipocas com a criançada (olha eu que tenho 4, uma escadinha entre 10 e 22 anos) em uma rede Cinemark, Cineart ou qualquer que seja pode "tirar o cavalinho da chuva".

Acabou chorare, quem não tiver dindim para pagar de 120 a 200 reais por mês em um pacote turbinado com velocidade de 60 MB, pode tratar de controlar o tempo do filhote vendo Netflix à vontade, ou assistindo o oligofrenico do Nando Moura ou mesmo Porta dos Fundos no You Tube. Acabou...acabou...o preço do bagulho "tá favorável"..para o "gerente da boca"....

Athos

- 2016-04-22 13:02:34

Amigo
Acho que vc esta confundindo banda larga com 4G. Não existe cobrança de tráfego em qualquer lugar do mundo onde há estrutura decente, como no Brasil.

Roberto S

- 2016-04-22 02:06:41

privatização do sistema telebras

Que surreal é, depois de aprox 20 anos de privatização do sistema sob a promessa de melhorar os serviços de telefonia (na época telefonia era algo "elitizado") termos que escutar por parte daqueles que assumiram a promessa a conversa  que o sistema esta esgotado e, que para resolver, temos que elitizar o sistema.

Caramba, sou pobre mas não sou burro! Na época já sabiamos que a palahçada era apenas para dourar a pilula da transferencia que uma área estratégica de um pais para a mão de 1/2 duzia de gananciosos com o aval do ganancioso maior: FHC.  E agora? qual a desculpa?  Está na mão privada, o sistema pode ter melhorado mas a que custo e qual qualidade? Entregar na mão de Deus??? Pois é o que parece pelas assertivas de nossos parlamentares.

Isso só tem um nome:  retrocesso!  Reconhecimento que a informação é estratégica para um país e um povo e, que na mão de 1/2 duzia de despotas, enterramos o país na contra-mão da história !!!

 

- a proposito, estou na terceira idade. Meus filhos se mostraram "despolitizados". Pois disse recentemente a eles: não gostam de política? Agora engulam 120G de franquia!

Maria Rita

- 2016-04-22 02:00:14

Sabotagem em todos os

Sabotagem em todos os sentidos. Sem os vídeos que circularam nos tempos de eleições, muita gente não acreditaria  que fatos existiram. Pesquisas, empregos, processos, tantas coisas, tantos direitos em jogo. Não é só Netflix. Não é só a Globo. Vai além da globo. É o direito à informação, de informação, acesso à cultura e à pluralidade de opiniões. Era nossa visibilidade possível diante do poder das poucas famílias da mídia. É uma censura do capital selvagem e castrador. E justo nesse momento?! É isso que é. Ressuscitaremos os pombos correios? A idade mídia nos levando para o passado.

Maria Carvalho

- 2016-04-22 01:43:45

Repetir e "tripitir" não é problema!

globo! globo! globo/!

Miriam Lopes

- 2016-04-22 01:24:39

Compras e banco on-line

E como ficariam as milhares de buscas e compras em lojas virtuais, os pagamentos e visualizações de extratos e transferências bancárias on-line. Pensando somente no lucro de meia dúzia vão ser capazes de prejudicarem milhões.

Miriam Lopes

- 2016-04-22 01:20:55

Educação

E como ficariam os milhares de cursos a distância, tanto de universidades públicas quanto particulares, em todas elas as video-aulas e video-conferências são partes indispensáveis dos cursos. Voltariamos ao tempo da educação a distância com cartinhas postadas nos correios?

Edsonmarcon

- 2016-04-21 22:25:25

por que agora?

As empresas de internet sempre ofereceram banda larga ilimitada.

por que isso virou problema agora?

O problema se chama NETFLIX.

Muitos tem banda larga fornecida por empresas de TV a cabo.

Elas estão fornecendo os meios para o concorrente vender seu produto.

Enquanto o consumo do produto delas diminui.

Essas empresas estão tentando bloquear o crescimento da concorrência,  e podem fazer isso por fazerem venda casada de Tv a cabo e internet.

Essas empresas podem fazer isso legalmente? Vender dois produtos juntos e restringir o uso de um deles para matar a concorrência?

Eu acho que existem regras para isso, ou não?

 

 

 

jluizberg

- 2016-04-21 22:15:12

Assunto bem complexo

Esse assunto é bem complexo, e os argumentos do artigo acima são realmente fracos.

O grande problema da internet são os videos. O volume de um texto ou mesmo de streaming de audio perto do video é desprezivel. Então o problema se resume a Netflix, iTunes, YouTube e outros provedores. A banda larga móvel já possui essa limitação, mas não a fixa. Vamos entender o porquê:

Em uma conexão ADSL/VDSL, o fio que conecta o seu telefone até o DEMUX no armário da sua quadra (aquela caixa geralmente cinza de cerca de 1,5 X 1,5m) é individual. Do DEMUX até a central do bairro, todo o sinal é multiplexado em um único cabo, por fibra ótica nas empresas mais modernas, ou cabo metálico nas antigas. Porém, a quantidade de linhas conjugadas (multiplexadas) nesse ponto ainda é muito pequena, e não faz sentido falar em gargalo. Das centrais de bairro até a operadora, o volume já é maior, porém essa conexão já é feita por fibra ótica, e onde não é, deveria ser. A partir da operadora, entramos no backbone dela e no backbone nacional, que deveria ser de alta velocidade, e então no backbone internacional, que depende de cabos submarinos.

Porém, a partir da entrada nos backbones, a velocidade é compartilhada por todas as operadoras e usuários no país, e um gargalho nesse ponto geraria uma lentidão proporcional para todos, e não estaria ao alcance de uma única operadora investir para aumentar a velocidade.

Como o maior problema são os filmes, principalmente os HD, uma solução simples que boa parte dos provedores já adota (incluindo a Netflix - https://openconnect.netflix.com/en/) é instalar concentradores locais, que armazenam localmente em cada país os filmes mais assistidos, então esse tráfego não passa pelo backbone internacional. Essa seria um solução interessante para a Anatel: monitorar o tráfego e obrigar grandes fornecedores de conteúdo a instalarem caixas de distribuição locais pelo país, de acordo com o tráfego consumido. Se não instalassem teriam seu tráfego reduzido no backbone, dificultando o acesso dos clientes.

Então o argumento de que as operadoras precisam investir para garantir a velocidade é completamente falacioso. Na verdade o grande problema foi que elas já não investiram, mantendo uma infraestrutura arcaica que receberam da Telebras. As mais modernas, como a antiga GVT (agora Vivo), não estão preocupadas com isso, pois já utilizam fibra ótica em toda a infraestrutura.

Mas o fato é que todas as operadoras são deficitárias,e vivem procurando novas formas de faturamento. Apesar de ter trabalhado mais de 15 anos na área, não sei dizer exatamente porque isso acontece, mas tenho uma desconfiança séria: o que já vi em comum entre todas é que são extremamente mau administradas, e precisam remeter lucros para a matriz - ou seja, os maiores problemas são mesmo incompetência e ganância. Porém, mesmo assim  não acho que elas possuam força dentro da Anatel para encaminhar esse projeto.

Sabemos que a maior ameaça às TVs abertas hoje são os serviços de streaming de video on demand (VOD). As pessoas não assistem mais a televisão aberta, pois têm seus filmes à disposição à qualquer hora, para assistir onde quiserem e sem comerciais. Isso está derrubando a audiência, e junto com ela cai o valor da propaganda nessas mídias.  Então essa limitação no consumo serviria não somente para aumentar a receita das operadoras, mas para salvar a mídia nacional da invasão da Internet, disciplinando as pessoas a voltarem para a televisão aberta, ao invés do VOD. Então somando o lobby das operadoras aos das redes de TV, acho que conseguimos identificar a origem dessa ideia.

Na verdade, tudo depende dos limites que forem aplicados. Se forem limites razoáveis, que busquem somente coibir os abusos, vão afetar muito pouca gente. O problema é que conhecemos nossas empresas, e uma vez que essa oportunidade seja dada às operadoras, a tendência normal é a formação de um cartel no sentido de oferecer serviços com limites quase iguais, e tentar faturar o máximo oferecendo planos "especiais" ou pacotes de dados avulsos. Mas não se preocupe, você não vai ser impedido de acessar aquele site de notícias, ou enviar seu processo eletrônico, pois para isso o limite teria que ser absurdamente baixo. O mais provável é que você precise se policiar um pouco mais, principalmente para assistir videos: lembra que antigamente o hábito era baixar um video da Internet para depois assisti-lo? Pois é, hoje ninguém faz mais isso: se você asssitir o vídeo 10 vezes, vais baixa-lo 10 vezes, ao invés de baixar uma vez e armazenar localmente.

O maior problema é ser uma decisão contra o progresso. Todo o desenvolvimento tecnológico nos últimos anos foi no sentido de permitir que tudo seja feito online (a chamada Ubiguity), e todos os serviços na Internet trabalham com essa filosofia. E uma agência reguladora de uma área de alta tecnologia quer voltar no tempo por decreto, prejudicando os usuários para salvar empresas incompetentes e uma mídia nativa fadada à obsolência.

Até pouco tempo atrás, eu diria para não se preocupar, que isso não daria certo. Mas no atual cenário do nossso país, passei a acreditar que tudo é possível.

Quem sabe a Anatel ressucita o telégrafo e o fax, e faz isso em nome de Deus?

 

 

 

 

Frederico69

- 2016-04-21 22:10:17

esse caipirinha!

não perde o hábito, uma jantinha aqui outra ali, com as prestadoras de serviços!!

Spok da Silva

- 2016-04-21 21:41:22

Isso não será um golpe fatal

Isso não será um golpe fatal no Netfilx? É claro que isso interessa à Globo especialmente.

Nick

- 2016-04-21 19:43:24

Em fato, não atoa que nomes

Em fato, não atoa que nomes como Eduardo Cunha esta por trás dessa lei da Anatel. Não toa ele tem relações carnais com resde Esgoto.

Ze Guimarães

- 2016-04-21 18:39:41

Adaptação

O brasileiro vai se adaptar, não se preocupem. A criatividade do brasileiro é a maior do mundo, não por acaso.

Algumas dicas:

Quando for navegar em sites, principalmente de noticias, desabilitem as imagens do navegador. Inclusive, dá para navegar no face com um navegador sem imagens, principalmente no celular. Recomendo o UC browser mini.

Os jogos ofline farão sucesso.

Os videos, e filmes, ao invés de serem vistos online, passarão a serem baixados para serem vistos depois, quantas vezes quiser. Provavelmente a pirataria irá explodir depois desta lei.

Os navegadores "Mini" farão imenso sucesso. Já existem para celular, para PC ( windows e Linux) Opera mini, UC browser mini ( este só no celular) . Economizam barbaridades de dados.

Acessar a página do face para celular. Tem uma página do face que é feita para navegadores de celular, mas que pode ser acessada pelo navegador do PC.

Os aplicativos dos tempos antigos, vão voltar a bombar. Navegadores em comando linha, videos em comando Linha ACII, Facebook comando Linha, os nerds Linux vão amar o desafio.

 

Leonardo Neves

- 2016-04-21 18:04:22

Acabe-se com a Internet

Principalmente quando a rede mela golpes de estado como o em curso no Brasil por pertimir a troca de informações, vídeos, redes sociais e organização popular nunca visto antes e cujo controle está fora das mãos da globobo. 

Questionador

- 2016-04-21 18:03:52

Factoides
Não vou defender ou condenar a atitude da Anatel, mas os argumentos neste artigo são bem fraquinhos. Primeiro, existe franquia de dados na internet banda larga nos EUA, no Canadá, na Europa e até mesmo na Índia. Existe uma razão para tanto, o serviço de banda larga cobra a infraestrutura da última milha e te dá direito a uma fração de um cabo de fibra pago pela operadora. O cálculo econômico é feito assumindo que o cliente não utiliza a internet em velocidade plena 100% do tempo (porque você tem 100 usuários dividindo uma fibra de 20 Mbps, pagando por 1 Mbps. Óbvio que não funciona se um cliente fica o dia todo ocupando o link. Se você quer franquia ilimitada e velocidade nominal, você pode contratar uma fibra; o problema são os custos proibitivos para usuários residenciais. Para piorar, o autor coloca no mesmo saco internet residencial e internet comercial. Se você tem um escritório de advocacia, você precisa de, no mínimo, banda larga comercial, com maior velocidade mínima garantida, maior franquia e maior custo. Daí vem o cálculo absolutamente tosco de quanto cada atividade consome. Um filme FullHD no Netflix consome no máximo 3 GB por hora, valores típicos são 250 MB por hora no seu celular/tablet ou 1 GB por hora na sua TV. Com 130 GB, isso dá 5 dias seguidos de filme e ainda sobra para ler notícias ou ver seus e-mails. Por último, a Internet é melhor em vários países, e daí? Vários fatores explicam: maior densidade populacional, maior nível de renda, subsídios estatais, geografia, impostos, concorrência. Existem vários motivos que contribuem para a má qualidade da Internet no Brasil, nenhum deles podendo ser resolvido num tribunal. .

Ed Döer

- 2016-04-21 18:00:56

Sobre culpar os games, é má

Sobre culpar os games, é má fé ou ignorância total do cara. Jogos online são feitos para consumir o mínimo de banda possível, pois só assim é possível garantir uma jogabilidade adequada, sem "lags" (atrasos) entre diversos jogadores ao mesmo tempo e que estão espalhados pelo mundo.

Ed Döer

- 2016-04-21 17:56:30

Concordo com a argumentação

Concordo com a argumentação do Monier de que podar a internet é ameçar o desenvolvimento econômico, mas não é verdadeiro falar que não existe limitação de banda nos EUA. Ela existe sim! Só que em alguns casos não chega ser tão baixa quanto a que pretendem aplicar por aqui, mas ainda assim tem gerado polêmica lá fora (conforme links que trago no final do meu post).

Durante muito tempo a limitação de dados foi um problema apenas dos "heavy users", que baixavam coisas demais pela Internet. A coisa só começou a chamar mais a atenção de mais gente com a popularização de serviços de streaming de alta qualidade, como o Netflix, que no fundo é o ponto da discórdia lá e aqui.

Com Netflix, os usuários de TV a cabo começam a perceber que não precisam mais do serviço tradicional, então vão cortando ele, para prejuízo das operadoras de TV a cabo, que por um acaso normalmente são as mesmas empresas que operam serviços de internet, igual à realidade brasileira. Então há pressão pelos 2 lados, de um lado, perda de clientes no serviço de assinatura, do outro, aumento no consumo da internet numa rede que não vem sendo ampliada como deveria.

Abaixo seguem  2 matérias (e há muitas outras sobre o tema, que não é novidade pra quem conhece o cenário lá fora) sobre a questão da limitação nos EUA:

Broadband data caps will likely become more of a concern as you increase bandwidth-intensive activities, such as streaming TV shows and movies. Most of the data caps we’ve seen range from about 150GB to 300GB per month.

fonte (2015): http://www.consumerreports.org/cro/news/2015/06/broadband-data-caps/index.htm

Other companies testing or broadly imposing data caps include AT&T, CenturyLink, Cox, and Suddenlink; surcharges kick in after you've used 150GB per month (for those with slower DSL connections) to 250GB or 300GB (faster connections).

fonte (2016): http://www.consumerreports.org/telecom-services/comcast-data-cap-the-isp-wants-you-to-pay-for-netflix-binges/

Paulo F.

- 2016-04-21 17:44:54

Herança Maldita

Agencia reguladora?

Herança maldita. Pela extinção pura e simples das mesmas. O consumidor sempre sifu!

zesergio

- 2016-04-21 17:33:42

a limitação da banda...

Mas só agora é que a mídia brasileira percebeu que privatizações foi mais um assalto à economia nacional? Que Agências Reguladoras não passam de cabides de emprego altamente remunerados por tarifas públicas para defender as causas e o lucro astronômico de multinacionais que dominam o mercado e impõe a política pública? Será que precisaremos de mais 35 anos para deixarmos de ser os otários do planeta? Acorda Brasil limitado. A primeira obrigação de um país é defender seus interesses e de seus cidadãos.

[email protected]

- 2016-04-21 17:25:42

Não se preocupem!O STF está

Não se preocupem!
O STF está aí para validar tudo isso. Se o guardião da Constituição Federal disser que é válido, então é válido. Ou não é?

As Agências Reguladoras brasileiras trabalham contra os usuários. Mais uma cortesia dos esplendorosos mandatos do FHC.
E é só o começo. Ao que tudo indica, Temer fará o FHC corar.

racs

- 2016-04-21 17:24:30

Evidentemente, para esses não

Evidentemente, para esses não faltará acesso, pois dinheiro (sujo, diga-se) nunca lhes faltou.

Ana Teles

- 2016-04-21 17:16:45

Agências: GARANTIDORAS de gordos LUCROS nos seus setores

Este é mais um legado nefasto de FHC e seus privatas (hoje, viva Eduardo Cunha!): agências que estão sempre anunciando medidas que beneficiam e protegem os interesses das empresas do seu setor e, pior, na maioria das vezes cinicamente travestidas de "proteção ao consumidor".

Em cada uma delas é só perguntarmos: quem sairá ganhando?

O ridículo disso tudo é que até a imprensa é mancomunada a esse modelo de agencia, o que é uma beleza, pois concentra as pessoas que devem ser beneficiadas (corrompidas) pelo setor para proteger seus interesses contra os consumidores.

Assisto estarrecido à um trecho da entrevista coletiva com a Anatel onde uma pretensa gestora de interesses do consumidor (não me lembro o nome) da agência dissertava (em tom de defesa) sobre o modelo de cobrança por consumo da energia elétrica, vendendo como "natural" a cobrança similar na Internet. Bela "defensora" dos consumidores.

NENHUM jornalista perguntou o óbvio (eu bem que tentei achar um canal para fazer a pergunta, mas não havia):

A TV digital, que consome banda nos patamares superiores tanto em desempenho como em consumo, cobra por consumo?

Um espectador que assiste TV o dia inteiro paga mais do que outro que só assiste a novela e o Jornal? Um que deixa ligado 24h por dia paga mais que outro que só usa nos fins de semana. O plano de TV fecha ou diminui a velocidade ou fica em preto e branco se vc assistir mais do que 2h por dia? Desligam depois de 36 programas assistidos?

A tecnologia digital é similar, pois trafegam bits seja lá em que meio for (ar, cabo, fibra, etc.). e as emissoras não reclamam (querem mais é audiência). A diferença é que elas querem vender seu conteúdo, selecionado por eles e na Internet é vc quem seleciona (por enquanto?).

Ou seja, mais uma armação para que paguemos mais, Quem sabe cheguem a uns R$ 1.200 para ter conteudo "ilimitado".

Pior, hoje não sabemos (eu desconfio) se eles reduzem a velocidade por software ou firmware quando os equipamentos detetam que vc está fazendo um download pesado ou streaming de um filme em HD.

Mais pior de ruim ainda é que são eles que controlam e medem o consumo e o desempenho e vc que vire para de vez em quando ou quando possível ou necessário, verificar o que está ocorrendo.

Ou seja, a Internet tal como a conhecemos (e desejamos) será cada vez mais um instrumento de controle e exploração da sociedade.

Um 1984 previsto nos anos 1940 e gradualmente implementado.

A era das subsociedades e supercorporações governando o planeta.

 

 

 

Luciano Prado

- 2016-04-21 17:12:14

Pressentiu o momento e mandou essa....

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Celio Mendes

- 2016-04-21 16:48:30

O império contra ataca.

O império contra ataca.

assim falou golbery

- 2016-04-21 16:46:19

Depois que o privataria

Depois que o privataria tucana entrogu as telefõnicas para bandidagem que prestam os piores serviços do mundo cobrando as maiores taxas do planeta, só nos resta continuar eternamente nas mão desses bandidos

ljunior

- 2016-04-21 16:17:59

Qual é a supresa?

Aqui é a República de Bananas do Brasil!

Aqui o progresso passa longe.

Vamos barrar a Internet dos jovens pelos netos e filhos dos deputados, pelos torturadores dos brasileiros e por Deus!

Agradeçsm aos brasileiros golpistas que lotaram a Paulista.

J. Alberto

- 2016-04-21 15:59:19

Me lembrei de um famoso

Me lembrei de um famoso burburinho dizendo que Roberto Marinho pararia o movimento de rotação da Terra se possível e vantajoso fosse.

É mais ou menos isso o que as operadoras querem fazer.

Será que terão a cara de pau de apelar para o antiamericanismo para justificar a medida?

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