A nova cara da Microsoft

Jornal GGN – Até o final da década de 90, e mesmo no começo dos anos 2000, tudo que se fazia na Microsoft tinha o objetivo de fortalecer o carro-chefe da companhia, o Windows. Bill Gates não aceitava nenhuma ideia que pudesse representar a mínima ameaça ao sistema operacional. O domínio da plataforma nos computadores do mundo ficou conhecido na empresa como “taxa estratégica”.

Hoje, sob nova direção, a taxa estratégica caiu em desuso. A única orientação do novo presidente Satya Nadella é que os funcionários “façam coisas de que as pessoas gostem”.

O pacote Office agora roda em dispositivos móveis que usam sistemas operacionais de concorrentes e a empresa se abriu para softwares livres e de código aberto. Em um evento realizado em San Francisco, em outubro passado, e empresa projetou a frase “A Microsoft ama o Linux”. Isso depois do ex-presidente Steve Ballmer dizer que o sistema era um câncer.

No sábado (4), a Microsoft comemorou 40 anos de existência. Em boa forma – com 123 mil funcionários e faturamento anual de US$ 87 bilhões – mas perdendo mercado para a Apple.

Para revigorar a companhia, Nadella quer acabar com a Windows-dependência e apostar na oferta de serviços online para empresas e pessoas. Quer tornar a Microsoft uma rede global de datacenters.

Uma empresa de tecnologia não pode contar apenas com tradição. A transição da Microsoft é acompanhada por outras grandes do mercado, como Cisco, EMC, HP, Oracle, IBM e SAP. É um reflexo da mudança de paradigma do armazenamento e processamento de dados, que hoje está em datacenters remotos, em nuvens, ou em dispositivos móveis.

A Microsoft foi uma das primeiras fabricantes de software a reconhecer o potencial da computação em nuvem, quando começou a desenvolver o Azure. Mas a obsessão por proteger a linha própria de produtos travou esse desenvolvimento e outras empresas de tecnologia não cometeram o mesmo erro.

O mesmo pode ser dito sobre os smartphones. A empresa foi visionária, mas ao invés de desenvolver um sistema novo, tentou empurrar goela abaixo o Windows. Foi atropelada pelo iOS e Android, muito mais amigáveis para dispositivos móveis.

Satya Nadella era o encarregado pelo Azure antes de assumir a presidência da companhia.  E agora ele deve se tornar mais competitivo. Os preços estão caindo drasticamente e os clientes podem utilizar o serviço para rodar o software que quiserem. Além disso, a Microsoft está adotando o modelo “fremium”. A versão básica do Azure é gratuita, mas serviços extras são pagos.

O executivo também tem a missão de retomar a cultura criativa da Microsoft. Ao invés de repreender funcionários, estimular ideias novas, malucas e inovadoras.

A Microsoft também aproveita o momento para adquirir startups, como a mojang, criadora do jogo Minecraft, e a Acompli, cujo aplicativo de email é o novo Outlook para dispositivos móveis Apple e Android.

Com informações do Estadão

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora