ANEEL adia leilão do segundo bipolo de Belo Monte

Jornal GGN – A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) adiou o leilão do segundo bipolo de Belo Monte, de 26 de junho para 17 de julho. A decisão foi tomada para que haja tempo suficiente para realizar os ajustes nas regras recomendados pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Entre as alterações estão a revisão da taxa de retorno do empreendimento, dos custos estimados de implantação da estação conversora e a conversão para real de valores que a ANEEL havia calculado em dólar.

“Por conta dessas tratativas com o TCU, nós esperamos um pouco mais de tempo para fechar esses pontos, para não fazer a publicação de um edital e depois ter que republicar com alguma alteração”, explicou o diretor José Jurhosa, relator do processo na ANEEL.

Ele também afirmou que a Aneel já estava fazendo a conversão dos valores em reais e que é possível também rever as estimativas de custo em relação à estação conversora.

Mas apesar de ceder em alguns pontos, a Agência vai entrar com recurso para manter os percentuais estabelecidos da taxa de retorno do empreendimento, pois considera que não é possível contrariar a resolução que trata do assunto.

Para Jurhosa, a piora nas condições de financiamento do BNDES, que reduziu o limite de empréstimo de cada projeto de 70% para 50%, influenciou o aumento de custos do segundo circuito, em relação ao primeiro bipolo.Com os ajustes que serão feitos para atender ao TCU, os investimentos do projeto, estimados em R$ 7,7 bilhões, devem ser reduzidos.

O segundo bipolo de Belo Monte é composto por uma estação conversora, uma estação reversora, uma linha de transmissão em corrente contínua, uma linha em corrente alternada e dois compensadores síncronos.

A linha que vai escoar energia da UHE Belo Monte para o Sudeste do país passa pelos estados de Tocantins, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O empreendimento tem prazo de entrada em operação de 60 meses após a assinatura do contrato de concessão.

Com informações do CanalEnergia

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4 comentários

  1. Moleza. Só puxar a linha é
    Moleza. Só puxar a linha é fazer a subestação. Simples e com custo predefinido SE o dólar estável.

    Repararam que um dos países com maior base hídrica compra todos os equipamentos no exterior?
    Repararam que O Brasil não produz nada, absolutamente nada.

    Tudo importado no sistema brasileiro. 100% gringo mesmo quando “montado ” aqui.
    Não existe UM fabricante de turbinas brasileiro. Motor pesado também não tem.
    Não existe Um fabricante de turbinas eólicas brasileiro.
    Não existe UM fabricante de transformadores brasileiros.
    E finalmente, não existe UM fabricante de.painéis solares brasileiro.

    Sabe como é, tecnologia muito avançada. Deve ser isso.

    • Temos que agradecer à maioria

      Temos que agradecer à maioria de nossa classe empresarial: “Prêmios Nobel” em esperteza e “Chapolin Colorados” em cultura e tecnologia. Inclusive a maioria de seus filhos estuda ou estudou em escolas de fancaria, pois a farra está boa demais…

      Ah! Há algum tempo atrás um médio fabricante brasileiro de transformadores foi destroçado pelos concorrentes multinacionais. Chiou bastante, mas deu em nada. Assim não dá, assim não pode…

    • É assim mesmo

        Até o tão badalado PROMEF da industria de construção naval, adquire motores MAN – Doosan, projetados na Alemanha, produzidos na Coréia do Sul, gostaria que algum “jenio” do BNDES, Governo, Petrobrás…sei lá quem, explica-se o porque de quando o contrato global foi feito, não se exigiu que a MAN coloca-se uma planta industrial no Brasil, como ela fez na China e na Coréia do Sul.

         O primeiro linhão de Belo Monte é de responsabilidade da chinesa estatal State Grid, feito com equipamentos importados da Siemens – ou da Matriz ( Alemanha ) ou da filial chinesa.

         E alguem poderia explicar mais esta “jabuticaba”, a de todos os custos e equipamentos serem cotados em US$, como fazer um contrato e sua programação financeira em R$ – o que ocorrerá no futuro: Um enredo já sobejamente conhecido, o famoso “aditamento do contrato por motivo de desequilibrio financeiro “.

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