Ciência e tecnologia são as áreas mais afetadas no corte orçamentário do governo Bolsonaro

Levantamento do Ipea mostra que Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações deve encerrar ano gastando menos de 60% do orçamento previsto

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – Um levantamento produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que o Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) é o mais afetado pelos cortes orçamentários do governo federal.

A pasta comandada por Marcos Pontes tinha conseguido executar até julho deste ano apenas 27% (R$ 3,7 bilhões) do orçamento previsto para 2019 (R$ 13,6 bilhões) e deve encerrar o ano empenhando cerca de 60% do orçamento, bem abaixo da média histórica registrada pelo Ipea desde 2000.

O documento, coordenado pela economista do Ipea Fernanda de Negri, aponta que o MCTIC é a pasta que mais sofre contingenciamento do governo Bolsonaro, “sugerindo uma baixa prioridade da área na execução do governo federal”, ameaçando, inclusive, o pagamento de bolsas de pesquisa a 84 mil cientistas.

Se o ritmo de execução for mantido, até o final do ano, a pasta irá executar R$ 6 bilhões em 2019, montante 45% inferior ao pico registrado em 2013.

O Ipea mostra que, até julho, por exemplo, a média de execução orçamentária nos demais ministérios foi de 46%, ou seja, 19 pontos percentuais acima do verificado no Ministério que desenvolve políticas de ciência e tecnologia.

*Com informações do Valor

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