Especialista critica visão ‘imediatista’ de startups brasileiras

Jornal GGN – Os empreendimentos digitais atuais se concentram em excesso em resolver questões pontuais e imediatas, deixando de abordar aspectos relacionados à resolução de problemas mais concretos e profundos, de natureza global. A afirmação é do diretor de operações do Start-up Brasil, Felipe Matosos, que participou do evento “FT-Telefónica Millennials Summit: The Interactive Generation”, que aconteceu em São Paulo na última semana.

“Eu costumo brincar que é muita startup tentando resolver problema da balada, do restaurante, aqueles problemas muito próximos. O desafio dessa geração é sair do imediatismo das redes sociais para entrar em contato com os problemas mais concretos”, disse Matos. Para ele, o cenário de imediatismo está diretamente relacionado ao pouco tempo de formação dos criadores das startups e à pequena quantidade de investidores “anjos”, que investem nos startups logo no começo de seu processo de criação.

As novas startups, ainda de acordo com o diretor de operações da Start-up Brasil, devem buscar um equilíbrio entre a busca de lucro e a mobilização social – ambos pontos comuns na grande maioria das pequenas empresas de tecnologia e aplicativos.

“O melhor jeito de estimular ou trazer esse caminho é com exemplos. No próprio Start-up Brasil nós temos uma aceleradora que se concentra nesse tipo de negócio, que são lucrativos, mas que também gerem impacto social e ambiental positivo. E à medida em que tivermos mais exemplos de sucesso, a gente vai estimular o surgimento de novos”, destacou.

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