Espiritualidade e religião podem proteger contra depressão

Jornal GGN – A prática de meditação regular ou mesmo uma prática religiosa pode proteger o cérebro contra depressão, de acordo com um novo estudo que associou a prática dessas atividades com um espessamento do córtex cerebral. A proteção pode ser ainda maior quando há alguma predisposição genética para a doença, segundo uma nova pesquisa liderada por pesquisadores do departamento de Psicologia Clínica e do Spirituality Mind Body Institute at Teachers College, da Universidade de Columbia.

O estudo envolveu 103 adultos em situação de risco alto ou baixo de depressão, com base no histórico familiar. Os sujeitos foram perguntados sobre como eles valorizavam a religião ou espiritualidade. Exames de ressonância magnética do cérebro mostraram córtex mais espesso em indivíduos que colocaram uma grande importância na religião ou espiritualidade do que aqueles que não o fizeram. O córtex relativamente mais espesso foi encontrado precisamente nas mesmas regiões do cérebro em que havia uma forma de desgaste em pessoas com alto risco de depressão.

Embora mais pesquisas sejam necessárias, os resultados sugerem que a espiritualidade ou religião podem proteger contra depressão pelo maior espessamento do córtex cerebral e neutralizar o afinamento cortical que ocorreria normalmente com depressão maior. O estudo, publicado em 25 de dezembro de 2013, é a primeira investigação publicada sobre os neuro-correlatos de o efeito protetor da espiritualidade e da religião contra a depressão.

“O novo estudo liga este enorme benefício protetor à espiritualidade ou religião a estudos anteriores que identificaram grandes extensões de afinamento cortical em regiões específicas do cérebro em filhos de adultos em famílias com alto risco de depressão maior”, afirma Lisa Miller, pesquisadores envolvida no estudo. Estudos anteriores mostraram uma redução de 90% na depressão em adultos que disseram que davam grande valor à espiritualidade ou religiosidade, e cujos pais sofreram com a doença.

Com informações do MedicalXpress.com

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40 comentários

  1. Realmente, é difícil ver uma

    Realmente, é difícil ver uma pessoa bastante religiosa com depressão.

    Isso pode,no entanto, ser consequência da rede de apoio que existe nas igrejas, do interesse fraterno.

    • religião e depressão
      Muito pelo contrário, conheço vérias pessoas que seguem uma religião á risca e sofrem de depressão, católicas e protestantes. Minha sogra, que nunca teve um caso em sua família, sofre de depressão e não sai da barra da batina do padre. No meu entendimento, não existe lugar mais triste que uma Igreja, onde só ouvem lamúrias, pessoas que sempre tem um conhecido que está com câncer, outro que morreu jovem…Realmente, é ou não para ficar deprecivo. Tenho 52 anos e morei 25 deles no Rio de Janeiro quando vim morar na cidade de Ariquemes interior de Rondônia, foi aí que comecei a ouvir falar dessa doença e em pessoas típicamente sulistas, como o caso de minha esposa, que parece ser uma das poucas que ficou imune, onde quase a totalidade de sua família saiu do Paraná para morar em Rondônia e de 30 integrantes desta fimília, tipo tios, tias, primos, pai, mãe, sofrem ou já sofreram de depressão, não só da família, mas vários conhecidos, sulistas e profundamente religiosos. Seria muita coincidência ou o pessoal do sul do sudeste e sulistas em geral estariam mais propensos a essa infermidade, já que estudiosos alegam que a falta de sol seria um dos responsáveis, só que aqui em RO é quente pra cacete! Estou pronto para receber as criticas dos colegas mas foi isso que notei em meu convívio diário com varias pessoas de lugares tão distintos.

      • Se a depressão tem um

        Se a depressão tem um ascendente genético, se é falta de sol, se tem alguma causa ambiental não está suficientemente estudado. Mas não confunda tristeza com depressão. A pessoa deprimida não teria ânimo para sair de seu canto e ficar na barra da saia do padre. 

  2. Leitura da palavra e oração alivia muitos males.

    Quem ler a bíblia e ora  todos os dias, independente de católico ou evangélico, sabe dos benefícios que este costume trás.

    Entre os benefícios tem-se , paz interior, melhor controle emocional, aceitação melhor das adversidade, perseverança, pensamentos positivos, auto estima elevada, pessoas mais disposta ajudar ao próximo. entre outros.

    É claro que não é uma regra rígida, pois cada ser humano age de forma diferente, mas no geral e isso que acontece.

    Portanto, ore, ou reze mais se você for catílico.

  3. Isso só mostra o desespero dos religiosos em vender seu peixe

    Entao alguém vai ser religioso como se tomasse um anti-depressivo? Ora, ora… Parece que bebem. 

    • Nao e’ bem isso

      Salvo a hipotese de “bias”, o estudo parece bastante interessante.

      O que estao apontando e’ apenas uma relacao entre “praticas” religiosas e o desenvolvimento de certas partes do cerebro associadas a depressao. Algo assim: quando vc levanta peso, seu musculo cresce e se desenvolve. Por analogia, sempre se suspeitou que o cerebro tambem pode se desenvolver baseado em exercicios e praticas mentais.

      Quem concluir que isso significa uma “recomendacao”, um apoio a religiao, esta esquecendo o objetivo da ciencia, que e’ apenas entender e explicar fenomenos naturais.

      Alem disso, a conclusao faz todo sentido.

      A crenca em algo superior, de que nossa vida tem um proposito divino e que as respostas as nossas angustias podem ser depositadas em um conjunto de regras supostamente enviadas por Deus, essa crenca existe EXATAMENTE porque o contrario – a falta de fe’ – e’ uma posicao que gera angustia, que atordoa pela falta de proposito e pela aleatoriedade da vida. Especialmente em momentos dificeis, a fe contem o desespero e ajuda a prosseguir. 

      Se a falta de fe’ tornasse a vida mais facil de entender e aceitar, nao existiriam religioes.

      Ah, sim, esqueci de dizer que sou ateu. Mas nao preciso que tudo a respeito da religiosidade seja considerado ruim para fortificar a minha posicao. O importante e’ nao ser preconceituoso nem enxergar conspiracao evangelica em todo lugar. Supondo que o estudo tenha tido um metodo adequado e possa ser repetido, o importante e’ entender as causas da relacao.

      E’ muito provavel que o ponto central nao seja a fe’ pura e simples, mas as praticas religiosas por um lado, a sociabilidade por outro e a seguranca e auto-estima por outro. Assim, desenvolvendo este raciocinio, quem sabe chegaremos a entender melhor o mecanismo envolvido e entao poderiamos separar aquilo que realmente pode ser benefico daquilo que e’ apenas supersticao e crendice.

      Abraco

       

    • Qual é o problema?

      Por que você acha que aí são religiosos vendendo o peixe? Pode até ser, eu só gostaria que você fundamentasse a sua opinião. Não tenho o expertise para julgar o mérito dessa pesquisa (e acho que pouca gente aqui tem), mas é verdade mesmo que quem pratica meditação experimenta uma condição mental de mais tranquilidade. Quem já praticou sabe como é. Cabe à Ciência buscar respostas para o que é verificado empiricamente. A Ciência não pode ter preconceitos. Note que procurar entender os benefícios da meditação, ou oração, não quer dizer que toda pessoa religiosa tenha automaticamente uma postura positiva diante da vida. Eu mesmo conheço gente religiosa que não tem, assim como conheço ateus etc. Acho que depende da atitude mental do indivíduo, e me parece que a neurociência caminha aos poucos para ir desvendando aspectos da nossa subjetividade. O cérebro é uma máquina, tudo o que a gente sente acontece fisicamente no cérebro, o difícil é mapear esses mecanismos. Religião é um assunto como outro qualquer, pra mim não existe assunto tabu. A propósito, sou ateu.

      • Nao duvido do resultado da pesquisa mas do interesse na divulgaç

        Que a MEDITAÇAO provoca efeitos cerebrais é conhecido pelos neurocientistas há muito tempo. E a crença religiosa nao deixa de ter um efeito placebo, até aí OK, bem provável. Agora, ficarem alardeando isso é venda de peixe sim. E de peixe estragado… 

  4. Eu me considero um exemplo

    Eu me considero um exemplo recente, que comprova da interferência saudável e positiva da espiritualidade em casos de decepções, desequilibrios emocionais e uma espécie de baixo astral. Através da frequência a essa casa de caridade, que também uma espécie de hospital espiritual, recuperei, em pouco tempo, o equilibrio e a vitalidade fisíca e mental. Ainda tenho muitas dívidas e problemas, mas estou conseguindo resolvê-los passo a passo, na medida do possível, porém com a mente e o corpo controlados e liberdados das tensões, ansiedades e desequilíbrios, que as decepções e dívidas podem causar-nos.

  5. papai noel também protege

    É preciso aumentar a base do estudo. Provavelmente papai noel, a fada madrinha e o saci pererê também sejam excelentes antidotos contra a depressão.

    O problema surge ao se tentar manter uma mente realmente adulta, e disposta a encarar a realidade, e sem depressão. Um estudo quimico-fisiológico viria a calhar. 

  6. Gostaria de um comentário de um psiquiatra.

    A depressão patológica, leva o indivíduo a um sofrimento muito grande e, dependendo do caso, leva-o a pensar que seu problema é espiritual e ele vai procurar uma religião na esperança de um alívio. Daí, surgem casos de fanatismo e também de quadros de psicose. Muitos passam a se achar com super poderes, e passam a viver somente o que eles acham que é um estado espiritual. Ficam obsessivos e prejudicados na sua vida social. Penso que uma depressão simples, divido a uma perda, uma aposentadoria ou pela idade mais avançada, é resolvida com anti depressivo e programas de lazer. A religião não vai melhorar um caso de depressão severa, uma bipolaridade o outros distúrbios semelhantes. Só vai agravar.     

  7. Os benefícios da religião!

    Acho que a religião, é útil às pessoas com mentes sadias pois em situações de tristezas e angústias por eventuais situações, a sua fé com certeza, abrandará seu sofrimento. Já em pessoas que são diagnosticadas com ” as doenças da alma”, como são qualificadas as doenças da mente, e aí enquadram-se a depressão, bipolaridade, psicoses e outras, na minha opinião, a religião não será benéfica.   

    • Realmente, depois de

      Realmente, depois de instalada por completo a doença, fica bem mais difícil a cura. Mas,aí, a falta de religiosidade, ou uma religiosidade apenas de aparências será a culpada.

      A religiosidade sadiamente vivida funciona como uma vacina.

      Existem, porém, estudos que verificaram o efeito benéfico de orações pela pessoa doente, ainda que a distância.

  8. Ler um bom livro também é remédio

    Olha, ler um bom livro, praticar atividades físicas, namorar, ter alimentação saudável e ir ao psicanalista, entre outras possibilidades, também ajudam…

      • Qual religião? Cada uma diz

        Qual religião? Cada uma diz uma coisa. A sua religião, a dos maometanos ou a dos budistas? E por que não a dos antigos persas? Nem precisamos ir tão longe, já que há uma igreja evangélica a cada 200 metros aqui no RJ, e cada uma diz algo diferente. Quanta resposta duradoura!

        • Para as pessoas em geral

          Para as pessoas em geral qualquer religião é muito boa. Para os ateus,com muitas indagações, creio que a mais adequada seja o Espiritismo.

    • Realmente. Li recentemente um

      Realmente. Li recentemente um livro maravilhoso  sobre famIlia, “O arroz de Palma” de Francisco Azevedo. Comovente, poético,alegre, cura qualquer depressão.  E como disse o  outro  acima: ter amigos, conviver em comunidade, sair, caminhar, ates.

  9. maconha contra depressão

    Nunca usei ,mas esta me parece uma opção real. 

    Maconha será tão importante quanto a penicilina

     

    do UOL

    O Estado de Nova York tornou-se, no início deste mês, o 21º nos Estados Unidos a permitir o consumo da maconha para fins medicinais. Também em janeiro, a França aprovou o Sativex, medicamento à base de seu princípio ativo para tratar sintomas da esclerose múltipla.

    Antes, o Estado do Colorado, nos EUA, liberou sem restrições o consumo da droga. Sem falar no Uruguai que, no fim de 2013, permitiu que qualquer cidadão maior de 18 anos cultive a maconha para consumo pessoal.

     

    Scott LaceyO médico psiquiatra Lester Grinspoon, 86, professor da Universidade Harvard

    Loucura? Não é o que vozes históricas a favor da liberação da erva pensam. E uma das que mais fizeram coro não só para o uso médico da Cannabis mas para o fim de qualquer lei proibitiva foi o psiquiatra Lester Grinspoon, 86, autor de um dos primeiros artigos a desmistificar os males da maconha, “Marihuana”, publicado em dezembro de 1969, na revista “Scientific American”. No texto, ele condena a proibição da droga.

    Grinspoon também é autor de duas obras fundamentais para qualquer um que se interessa pelo tema, “Marihuana Reconsidered”, cuja primeira edição é de 1971, e “Marihuana: The Forbidden Medicine”, publicado originalmente em 1993.

    Professor-assistente emérito do departamento de psiquiatria da Escola Médica de Harvard e membro do conselho administrativo da Organização para Reforma das Leis da Maconha nos Estados Unidos, o médico está longe de abandonar seu empenho para a aprovação da erva.

    Ele ainda grita para que descobertas feitas nos 1960 sejam conhecidas -como o fato de, segundo ele, a Cannabis ser o remédio menos tóxico já registrado na literatura médica com potencial terapêutico para uma infinidade de doenças.

    Segundo ele, quando cientistas começarem a testar diferentes formulações dos subprodutos da maconha, novas aplicações devem surgir. “Ela será a maravilha do nosso tempo, como foi a penicilina no passado”, diz.

    Grinspoon falou à Folha por Skype.

    *

    Folha – Nos 21 Estados americanos onde o uso medicinal da maconha é permitido, os pacientes de fato têm acesso à droga?
    Lester Grinspoon – Depende. Na Califórnia, onde a erva é aprovada para esse fim desde 1996, ela pode ser prescrita até para dor nas costas. Mas a maioria dos Estados é muito restritiva. Em Nova Jersey, essa deliberação ainda não saiu do papel.

    Por que isso acontece?
    Pelo pequeno número de enfermidades para as quais ela é indicada e pela ausência de prescrição.
    Minha posição é que o uso medicinal da maconha só será colocado em prática com a aprovação irrestrita. Ou seja, se qualquer um acima de 21 anos puder usar.
    Nenhum Estado colocaria entre suas indicações, por exemplo, o tratamento da tensão pré-menstrual -como bem fazia a rainha Vitória, na Inglaterra, no século 19- ou de soluços. Eu descobri sozinho que a maconha alivia náuseas.

    Historicamente, a maconha já foi usada para disenteria, alívio da dor de cabeça, da febre, como antidepressivo, anticonvulsivante e para crises de asma e enxaqueca. Essas aplicações se demonstraram eficazes?
    Muitas delas. A maconha é o tratamento por excelência da dor de cabeça.

    Até para asma? Um dos malefícios já registrados da maconha é justamente sobre o aparelho respiratório.
    A asma tem uma dualidade porque, se [a maconha for] fumada, irrita a traqueia e isso obviamente não é interessante para um asmático.
    Mas, uma vez no organismo, ela não tem efeito deletério sobre o pulmão -pelo contrário, atua como um relaxante muscular. A traqueia tem esses músculos pequenos que, quando relaxados, ficam mais abertos e facilitam a respiração.

    O senhor confirma estudos que relacionaram a maconha com a esquizofrenia?
    A esquizofrenia tem um forte componente genético e conta com prevalência de apenas 1% da população mundial. É impossível que seja causada pela maconha.

    A droga pode ser usada por pessoas com histórico de doença psiquiátrica?
    A erva tem ação antidepressiva e pode ser uma aliada na depressão moderada, além de eficaz no transtorno bipolar na fase de mania. Outra aplicação seria na versão adulta do deficit de atenção.
    Mas não posso afirmar que todos responderiam à erva. Tivemos muitos obstáculos para a realização de estudos clínicos. O caminho é longo para romper com esse atraso.

    A maconha causa danos à memória?
    Conheço pessoas que usam a erva há muitos anos. Eu mesmo uso há 40 anos. Posso dizer que se causasse problemas de memória a essa altura eu já saberia.
    De qualquer forma, a literatura médica e a experiência mostram que essa perda de memória é temporária, no auge do “barato”.
    E eu a classificaria como uma distração. Esse é mito mais famoso sobre o seu uso. Então, a resposta para a sua pergunta é não.

    Como começou a usar? E por qual motivo?
    Eu era um conservador. Em 1967, era comum o uso da droga em festas e eu era o primeiro a dizer: “Não, isso faz mal à saúde”. Comecei a questionar as minhas afirmações sobre a droga. Percebi que eu, um médico, assim como todas as outras pessoas, estava acreditando cegamente no que era dito sem o necessário fundamento.
    Primeiro eu fui à biblioteca de Harvard e comecei a tentar encontrar qual era a base científica para a proibição da maconha. Fiquei estupefato, tive epifanias ao ler todos os estudos: “Meu Deus, sofri uma lavagem cerebral, assim como todas as outras pessoas nesse país”.
    Em 1973, comecei a fumar, para não ser criticado, já que era um defensor. Não parei desde então.

    O senhor tem controle sobre a dose que usa? Chegou a estabelecer alguma frequência?
    Uso à noite, quando é hora de relaxar. Mas para algumas pessoas e alguns casos eu aconselho dar um trago e não dar outro em seguida -esperar dois minutos e sentir o efeito. Para aliviar a dor de cabeça, por exemplo, eu preciso repetir esse procedimento cinco vezes.

    No livro “Marihuana: The Forbidden Medicine”, há uma seção que estabelece uma relação entre o uso de maconha e o envelhecimento. A erva o ajuda a lidar melhor com o avanço da idade?
    Eu tenho gastroparesia [demora para passagem do alimento pelo estômago] por complicações da diabetes, e isso me dá episódios terríveis de náusea. Então, eu carrego um pouco da erva no meu bolso porque, se num restaurante eu tenho uma crise, eu uso [mastigo] e consigo relaxar e continuar a comer.
    O efeito antidepressivo da maconha também ajuda, além de sua ação analgésica e anti-inflamatória.

    Há diferentes moléculas na Cannabis com diferentes funções? Seria possível isolá-las para que umas fossem mais ou menos potentes que outras e, com isso, sofisticar sua composição química para diminuir efeitos psicoativos ou fabricar diferentes medicamentos?
    As moléculas da Cannabis são chamadas de canabinoides. O tetrahidrocanabinol (THC), o mais estudado, é basicamente responsável pelo “barato”. Agora, nos últimos anos, estamos estudando o canabidiol (CBD), que não dá barato e, na verdade, atua contra ele, além de ter um poderoso efeito terapêutico.

    Já temos medicamentos à base de CBD?
    Há uma erva, chamada Charlotte’s Web, com grandes quantidades de CBD. Ela é muito útil para o tratamento da síndrome de Dravet, uma forma de epilepsia comum na infância causadora de centenas de convulsões por dia. O cérebro dessas crianças nem se desenvolve. Quando administrado o CBD, o número de convulsões passa de 300 diárias para cerca de três. Isso é incrível e ainda não há nenhum efeito psicoativo, pelas baixas dosagens de THC.

    Na semana passada, foi aprovado na França o Sativex, indicado para o alívio de sintomas da esclerose múltipla. Também o dronabinol é um medicamento clássico para o alívio dos efeitos colaterais da quimioterapia. Acredita que esses medicamentos são mais eficazes que a erva?
    O Sativex não é um bom medicamento. Sua composição química é de metade THC e metade CBD. Então não tem muita sofisticação do ponto de vista da proporção entre as moléculas. Mas o principal problema é o fato de ser administrado em pequenas gotículas -o que demora para fazer efeito. E se você está com sintomas e espasmos agudos, certamente não quer que demore tanto pra passar.
    O dronabinol é puro THC. Não possui os demais canabinoides presentes na maconha igualmente terapêuticos. A erva, assim, ainda é o melhor remédio.


    A maconha tem potencial para oferecer benefícios para mais doenças?
    Quando a ciência começar a manipular frações moleculares e mexer com o CBD, certamente teremos mais surpresas quanto aos benefícios da Cannabis. Ela será a maravilha do nosso tempo, como foi a penicilina no passado.

    Não tem nenhuma restrição quanto ao uso da erva?
    Em jovens com o cérebro em formação. Não há estudos que analisem os efeitos da droga em menores de 22 anos. No mais, o uso é livre para quem gosta.

  10.   Para mim não serviu não.
     

      Para mim não serviu não.

      Só passei a ser feliz e aceitar as belezas da vida quando deixei para trás os causos do velho-barbudo-que-voa-e-mora-nas-nuvens.

  11. Deu certo.

     

    Srs.

    Minha experiência.

    Aos 21 anos, talvez antes, porém mais leve, mergulhei profundo na vida noturna, bebidas. Por causa disto, perdi mulher e filha. Aos 26 conheci a cocaína. Me tornei escravo dela até aos 29 anos.

    Não somente eu. Meu irmão n.1, n.2 e n.4 também. Eu era o 3.

    O 2 era apenas bebidas, muitas bebidas.

    Meus pais eram evangélicos da Assembleia de Deus, do tempo que passavam noites orando, falando com Deus. Enquanto eles oravam, nós nos aprofundávemos nos vícios. Eles não eram bom de teologia, mas eram bons de joelhos. Meu pai tinha um irmão que era dono de uma boate numa zona de meretrícios aqui Itajaí, SC, e isto atraiu meus irmãos 1 e 2. Depois nós.

    E foi nossos pais deixando a cama para irem orar, todas as sextas feiras, que nós, seus filhos, de 36, 34,29,28 anos fomos recebendo nas madrugadas de loucuras, a presença de Deus, pois, como que por milagre, todos nós corremos para o Senhor justamete após meus pais intensificarem suas orações, juntos com outros irmãos, no sítio onde moravam. Entre o primeiro que foi liberto e o último, durou apenas 1 ano. Os que iam sendo transformados, se juntavam ao grupo que oravam lá no sítio.

    Mas ao contrário da “depressão”, nosso caso era “euforia”. A depressão só vinha após uma noitada de festas. Chamávamos a tristeza de “nóia”. Pensávamos em “parar”, mas era em vão. Até que aconteceu o milagre. Isto foi em 10/03/1992.

    Transformei a casa que eu morava de aluguel, num centro de recuperação. Ali, em 2,5 anos, consegui através do nome do Senhor Jesus, dos jejuns e orações, ajudar uns 5, dos mais de 100 que por ali passaram.

    Na Assembleia de Deus, tornei-em em pouco tempo uma liderança jovem. Fiz programa de rádio, fui editor de jornal e muito trabalhei neste ministério. Me amaram e me ajudaram muito.

    Após 4 anos, por discordar de algumas mudanças no rumo desta denominação, amigavelmente sai de lá. Passei a trabalhar nos centros de recuperação na cidade ou em cidades ao derredor.

    Hoje, já se passaram quase 22 anos e minha luta contra os vícios continuam. Foram muitas marcas do passado e elas nos perseguem. Se não é o Senhor nos abraçar, talvez não estaria aqui escrevendo este texto.

    Meu irmão n. 1 morreu de minigite, devido às drogas no mesmo ano que correu ao Senhor (1992).  Morreu orando. O n. 2, após passar pela igreja, desistiu e somente em 2008 retornou e está bem. Sua vida mudou muito, para melhor. O n.4, não tinha problemas apenas com os vícios, mas tinha também problemas pessoais, rancores não curados, invejas, soberba, enfim, doenças piores do que os vícios. E, apesar de ter sido o primeiro a ser liberto e juntar-se aos que oravam, todavia, após uns 5 anos, voltou para sua velha vida. Daí, perdeu mulher e filha. Vendeu sua linda casa para “resolver” de vez o divórcio. Hoje, vive com outra mulher, cunhada especial, que ajuda e compreende meu irmão, que ainda  bebe. Detalhe: ele não crê mais no Senhor Jesus. Crê apenas “num criador”. 

    Fica aí minha contribuição.

     

     

     

     

     

     

    • Corrigindo..

       

      Pessoal,

      Três erros de “pressa” e um de “ignorância” mesmo.

      Erros da pressa:

      aprofundávemos=aprofundávamos

      justamete=justamente

      tornei-em=tornei-me  Erro de ignorância alfabética:minigite=meningite

  12. Placebo

    Acho que foi aqui que vi um video de um  cara explicando sobre o EFEITO PLACEBO  e FÉ, na cura dos enfermos, e a depressão é uma enfermidade. Lá ele faz uma relação de religiosidade baseado numa pesquisa feita por um médico cristão com muitos  doentes. O médico chegou a conclusão de que alguém rezar para outra pessoa nao aumentava em nada a chance de cura se o doente não tomasse conhecimento da REZA. Ou seja, milagre nao existe, o que existe é uma pessoa acreditar que um deus possa curá-lo, mas funciona na mesma proporção do placebo. Ou seja, fé cura. cura tanto quanto um comprimido de farinha de trigo.

  13. Quem sabe, esta definição da

    Quem sabe, esta definição da palavra religião pode ajudar a ver o resultado da pesquisa sob um outro prisma:

    A etimologia popular atribui a origem da palavra “religião” a religare, do latim: a religião religaria o homem a Deus. Uma ideia bonita… mas sem fundamento. Etimologia falsa, embora cheia de boas intenções.

    No latim, religio designava “respeito”, “reverência”. A palavra deriva de relegere, em que re-, “de novo”, está associado ao verbo legere,”ler”, abrigando o sentido de “tomar com atenção”. Uma pessoa vive a religião quando, uma e outra vez, cuida escrupulosamente de algo muito importante, algo que deve ser cultuado.

    Em sua origem latina, “religião” não é palavra religiosa, não remete ao transcendente, como quando falamos do ponto de vista do cristianismo, do judaísmo ou do islamismo. A religio romana referia-se à atitude de reverência que um cidadão romano tinha pelas instituições do Império.  Gabriel Perissé (escritor, tradutor, doutor em Filosofia da Educação-USP).

     

  14. Quando muito jovem, com

    Quando muito jovem, com tendências a depressão, sofrendo muito, procurei um médico. depois de vê-lo num importante programa intitulado: A ciência frente ao espiritismo. Médicos e espíritas kardecistas entravam numa querela danada sobre o que se passava com o pessoal da platéia, chamdo para se submeter aos diversos testes. Por um lado, o espírita dizia que um indivíduo sob transe poderia se submeter a autos volts sem sentir nada. Um médico provava que sob hipnose ele demonstrava os mesmos resultados. Por fim, fiquei sabendo que um desses médicos tinha consultório em Copacabana, onde tratava de doentes por hipnose. Como estava buscando um tratamento rápido, fui atrás dele. E posso dizer que foi uma experiência espetacular. Ficava hipnotizada, porém sem perder a consciência, e respondia as perguntas do médico; dependendo do caso, eu até chorava bastante. O tratamento, se conduzido por um psiquiatra, responsável, – cado dele -, a gente sai do consultório leve, e tem uma noite bem-dormida e feliz. O melhor é querer dar prosseguimento ao tratamento. O que não entendi, d ejeito nehum, foi porque esse tipo de tratamento desapareceu. Nunca mais vi falar nele. Mas, ainda tenho esperanças de que um dia alguém vai voltar a considerá-lo como uma boa alternativa para quem precisa de cuidados médicos quando sente quase perdida com tantos problema sde ordm psíquica.

  15.  
    A verdade é mais simples, é

     

    A verdade é mais simples, é a vida em comunidade. Ter uma ocupação e conviver diariamente com pessoas, ter amigos etc ajuda a suportar os momentos mais difíceis da vida, porém eu noto que pessoas muito religiosas são sempre emocionalmemte fracas, até mesmo de pouca fé! E noto isso em convertidos recentes, gente que diz que “encontrou Jesus”  são pessoas tristes e se desesperam com facilidade.

  16. E a questão da glândula pineal na depressão?

     

    Uma das consequências do estilo de vida moderno, principalmente no ocidente, já que há estudos comprovando que no oriente ao menos isto está acontecendo em menor grau, é este da foto acima: calcificação da pineal. Este fator ajuda a “embrutecer” o ser já que a pineal fica na região do cérebro que é a sede do sistema nervoso central, entre outros. Todas as principais doenças mentais/neurológicas/cerebrais que acometem grandemente o homem moderno tem a ver com este estilo de vida danoso e estressante. Não que a vida por si só seja estressante. Estressante é desejar felicidade, amor, paz (que são as formadoras, as fundções da busca humana em primeira e última instâncias) e frustrar-se por não estar conseguindo. Frustração leva a infelicidade e esta é a causa dos adoecimentos mentais, psicológicos e físicos crônicos. A repetição constante de tais estágios, tendem a auxiliar e acelerar a calcificação da pineal. E o que isto tem a ver? Dois dos principais hormônios relacionados ao bem estar, deixam de ser produzidos: a serotonina e a melatonina. Quando deixam de ser produzidas, já que a pineal agora está “adoecida”, não há como doenças como a depressão não se estabelecer. Já viu que um dos principais elementos das medicações para depressão é justamente buscar tentar reativar a serotonina? Só que é batalha inglória, quando o nível de calcificação for grande. Não se buscando resolver isto, realmente a depressão não apenas será a doença do século 21 (como já é), será uma das principais causas do extermínio desta humanidade embrutecida.

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=86VNg4TbTsU#t=198%5D

  17. Glândula Pineal – Fé – Despressão

    Na realidade não podemos afirmar nada, mas podemos emitir opiniões do que achamos ou do que as experiências nos levam a crer. O que hoje é amanhã pode não ser mais e assim por diante. Porém mediante a fatos, ocorrências e observações podemos dizer que a fé pode muito nos sincronizar a um mundo atualmente desconhecido e as experiências pessoais relatadas juntamente com observações nos mostram que as pessoas que elevam sua mente em busca de algo não material tem uma predisposição a viverem melhor em adversidades. Visto que os ocidentais são mais suscetíveis a depressão que os orientais que são mais espiritualizados e quando buscamos comparações podemos ver que a vida que levam na Índia por exemplo é simples, humilde e sem perspectivas materiais ou deste mundo o que os tornam menos índices de suicídios e depressões. Baseando-se nestas observações podemos entender que o modo de vida atual no ocidente esta se tornando catastrófico e nos levará a ruínas. Se existe um criador e observador ou observadores desta tal situação este deve ter nos dado a chave para a fuga e esta chave não é nova, pois orações e meditações foram e são utilizadas pelos povos mais antigos da terra e penso que devíamos respeitar essas culturas, seguir seus exemplos e adicionar seus hábitos certamente adequando-os a nossa realidade e vivendo uma vida melhor. Medite! Ore! Se ligue a um ser espiritual, Divino! Divida suas dores com este que diz ter um fardo suave e jugo leve e seja mais feliz!

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