Fusão entre Boeing e Embraer só será concluída em 2019

 
Jornal GGN – A joint venture, associação comercial que a Embraer e Boing avaliada em 4,7 bilhões de dólares, ainda levará um tempo para sair do papel. Na quinta (5), foi anunciado que a companhia norte-americana vai pagar 3,8 bilhões de dólares por 80% de controle da nova operação. A fabricante brasileira terá 20% da parceria e a expectativa é de que a transação seja concluída até o final de 2019. Os detalhes ainda passarão pelo crivo de acionistas e órgãos reguladores.
 
A Boeing deverá ter o controle operacional e gestão da nova empresa. A parceria será liderada por uma equipe sediada no Brasil. A partir da fusão na linha comercial, serão oferecidas ao mercado aeronaves com capacidade de 70 a mais de 450 assentos para passageiros.
 
O acordo prevê ainda a criação de uma segunda joint venture para o mercado de defesa. “Terá destaque nessa linha o avião KC-390, modelo para transporte de carga e uso militar desenvolvido pela Embraer. A área da aviação executiva não foi mencionada e deve continuar sendo desenvolvida exclusivamente pela empresa brasileira, como já havia sido sinalizado em um comunicado ao mercado divulgado em abril”, indicou a Agência Brasil.
 
O governo federal decidiu que só vai analisar quando já estiver definido o novo presidente da República. A ideia é evitar polêmicas durante o período eleitoral. A União é quem detém a chamada golden share, ou seja, a ação de ouro da Embraer, desde o processo de privatização de 1994.
 
A Embraer e a Boing negociam a fusão desde o ano passado. Mas, devido à importância estratéfica da empresa brasileira, o governo vinha rechaçando a possibilidade da Boeing obter a maior parte da operação.
 
“A fabricante nacional é responsável por desenvolver duas linhas de aviões de caça, além de participar a transferência de tecnologia relacionada ao satélite estacionário brasileiro. Essas áreas são consideradas de grande relevância para a soberania do país.”
 
Quando o anúncio da fusão foi feito, as ações da Embraer despencaram na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Os papéis registraram queda de 13,69% nas primeiras horas. As ações vinham acumulando alta de quase de 35% no ano até o anúncio.

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