Governo começa a discutir política automotiva para substituir Inovar-Auto

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Foto: José Cruz/Agência Brasil
 
Jornal GGN – Nesta terça-feira (18), o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, anunciou o Rota 2030, com o objetivo de discutir uma nova política industrial de longo prazo para o setor automotivo. O anúncio ocorre cinco meses depois da Organização Mundial do Comércio (OMC) condenar a política de incentivos fiscais adotada para o setor no Brasil, afirmando que o regime automotivo infringe as leis de livre comércio. 
 
O Rota 2030 irá substituir o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores (Inovar-Auto) a partir de janeiro de 2018 e deverá vigorar por 13 anos. O novo regime vai flexibilizar as medidas de proteção à produção nacional.

 
“Não podemos mais discriminar entre produtores nacionais e estrangeiros e, creio, a nova política automotiva brasileira não fará essa discriminação”, disse Igor Calvet, secretário de Desenvolvimento e Competitividade Industrial do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.
 
O secretário reconheceu os avanços proporcionados pelo Inova-Auto, mas falou em “visão excessivamente protecionista”. “Abriremos essa discussão com os importadores e com os produtores nacionais, mas, a nosso ver, a competição dos veículos importados, a exposição dos produtores nacionais à competição, será saudável e importante para o fim do protecionismo exacerbado”, disse Calvet.
 
Marcos Pereira disse que o objetivo é criar regras para o futuro do setor, com a expectativa de que os investidores se sintam mais seguros com definições de longo prazo que levem em consideração os representantes da indústria e a análises das projeções mundiais para o setor. 
 
Apesar de falar no aumento da competição no setor, Calvet ressaltou que as mudanças não significarão, necessariamente, uma redução nos valores dos automóveis. “Os preços dependem de uma série de variáveis, como as questões tributárias, as dificuldades logísticas, as questões trabalhistas. O governo federal vem enfrentando essas questões, propondo reformas para melhorar o ambiente de negócios”, afirmou.
 
“Imagino que pesquisa e desenvolvimento e inovação precisam ser mantidas como contrapartidas, eficiência energética precisa ser mantida, a segurança veicular no país precisa ser mantida”, disse o secretário. 
 
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