Quanto custa viver na cidade?

Por Almeida

As eleições municipais deste ano ensejam a discussão da urgência da Reforma Urbana em nosso país, onde mais de oitenta por cento vivem em meio urbano, o que coloca o urbanismo como uma das questões centrais do debate político, as pessoas vivem nas cidades e precisam dos seus serviços públicos.

As estruturas sociais que brecaram a Reforma Agrária provocaram um imenso êxodo rural, que provocou densa concentração urbana, sobre precárias condições de infraestruturas das cidades brasileiras. Construímos pavorosas conurbações que estão entre as maiores do mundo, algumas são mostrengos insolúveis de insegurança, desigualdade e exclusão. Mais do que discutir siglas e nomes, o que nada mais é do que armação de trampolins para as eleições gerais, a hora é de discutir soluções para as cidades.

O vídeo  lança luz sobre o assunto, traz uma boa reflexão sobre o IPTU como instrumento de justiça social, um imposto que pode ser aplicado de forma progressiva, conforme o valor de mercado do imóvel, sem margem de fuga dos abonados proprietários. Ninguém consegue levar aquele imóvel de mais de mil metros quadrados, seja nos jardins da paulicéia ou na orla atlântica carioca, para um paraíso fiscal, não cabe no avião e nem é possível transferência eletrônica. Morar de aluguel ou em hotel de luxo não resolve, o imposto será transferido para a conta. Também não dá para deixar em mãos de laranja, alguém vai morrer com a despesa e não será o laranja. Só tem um jeito da burguesia praticar com o IPTU seu hobby favorito, a sonegação, é vender o bagulho e morar na favela, mas aí vai ter que pagar ‘pedágio’ pra rapaziada do ‘movimento’ e se sujeitar à bala perdida da meganha.

Do Canal Futura:

Por que um pedaço de terra na Amazônia custa muito menos do que um pedaço de terra em São Paulo? Essa é uma das perguntas que são respondidas nesse episódio. Por que a diferença de preço é tão alta? O que é terra urbanizada? Qual o papel do mercado imobiliário? E a especulação imobiliária? Como regular o mercado? Novamente, o documentário apresenta alguns instrumentos que conseguem obter para o poder público alguma vantagem diante da valorização imobiliária, muitas vezes causada pelo próprio poder público quando asfalta uma rua ou coloca o metrô passando por um determinado bairro. A Outorga Onerosa do Direito de Construir é um desses instrumentos. O documentário também traz para o debate a questão do IPTU. Por que todo mundo acha caro? Afinal, é um dos impostos mais justos. Por último, uma reflexão é apresentada. Por que quando alguma coisa sobe de preço, chamamos de inflação? E, no entanto, quando o nosso apartamento aumenta de valor, dizemos que ele valorizou?

Direção: Jorge Mansur

Produção: Multipress

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1 comentário

  1. E quando este “rico” tiver

    apenas o imóvel em que mora?

    E quando este “rico” não pretende vender este imóvel -porque é o único que possui e é onde mora- de que lhe vale a valorização especulativa?

    Não lhe vale nada e ele mesmo passa a ser mais uma das vítimas da gentrificacão do espaço urbano.

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