Trabalho centenário de documentação da flora brasileira é exposto na Alemanha

 

Realizado há quase 200 anos, o trabalho de documentação da flora brasileira realizada pelo naturalista alemão Carl Friedrich Philipp von Martius (1794-1868) está reunido em exposição realizada na cidade alemã de Erlangen, na Baviera. Aberta desde a última quinta-feira (18), a exposição “Brazilian Nature – Mystery and Destiny” é resultado de uma parceria entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e o Museu Botânico de Berlim.

A exposição conta com 37 painéis com reproduções de imagens e ilustrações e textos explicativos sobre o trabalho de von Martius, realizado entre 1817 e 1820, quando o naturalista, então estudante da Friedrich-Alexander-Universität Erlangen-Nürnberg (FAU), participou de uma expedição ao Brasil para investigar a natureza dos trópicos. O trabalho resultou no mais completo levantamento já realizado sobre a flora brasileira. O trabalho também foi originalmente publicado na obra “Flora brasiliensis”, cujo primeiro volume foi lançado há 171 anos.

Participaram da solenidade de lançamento da exposição os professores Christoph Korbmacher, vice-reitor da Friedrich-Alexander-Universität Erlangen-Nürnberg (onde o naturalista estudou e se formou), e Carlos Joly, professor do Departamento de Botânica do Instituto de Biologia da Unicamp e coordenador do Programa BIOTA-FAPESP.

Também na Internet

A exposição “Brazilian Nature – Mystery and Destiny” poderá ser visitada pelo público alemão até 1º de setembro. O trabalho, no entanto, também pode ser conferido no site da FAPESP com legendas em português, inglês, espanhol, japonês e alemão.

A exposição reúne informações e ilustrações sobre o projeto “Flora Brasiliensis On-line e Revisitada”, que em 2006 disponibilizou na Internet a versão integral da obra do naturalista; sobre o projeto Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo, que fez o levantamento e classificação das plantas fanerógamas do estado; e sobre o programa BIOTA-FAPESP, cujas pesquisas já identificaram e descreveram 500 novas espécies de plantas e animais.

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