1400 funcionários entram em plano de demissão da Embraer

 
Jornal GGN – Nesta quinta-feira (15), a Embraer anunciou que 1.470 funcionários aderiram aos seu Plano de Demissão Voluntária (PDV), que teve as inscrições encerradas ontem; Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (SP), entre 600 a 700 trabalhadores são da região da cidade do Vale do Paraíba. 
 
A entidade disse que manterá seu posicionamento contra o PDV, afirmando que as demissões são desnecessárias e resultado da “política da desnacionalização da Embraer e do envolvimento da empresa num caso de corrupção investigado pelo Ministério Público Federal”, afirmou, em nota, o sindicato. 

 
O Departamento de Justiça dos EUA também investiga a companhia pelo suspoto pagamento de propina para conseguir contratos na Arábia Saudita e também na Índia.
 
A entidade sindical começou uma campanha contra as demissões e pretende cobrar medidas dos governos federal, estadual e municipal contra os desligamentos. No último dia 18, uma assembleia dos trabalhadores aprovou um plano de lutas contra as demissões, e eles defendem que a empresa pare de transferir parte da produção para outros países e que os acionistas arquem com uma possível multa relacionada ao caso de corrupção investigado pelo MPF do Rio de Janeiro. 
 
Ainda de acordo com o sindicato, desde a abertura do PDV, diversos funcionários procuraram a entidade para denunciar casos de assédio moral praticado por chefes na empresa.
 
O programa de demissões da Embraer começou no dia 17 do mês passado e está inserido em um pacote de medidas que pretende economizar US$ 200 milhões em despesas. A empresa teve um prejuízo de R$ 337,3 milhões no último trimestre e reduziu asu estimativas para entregas de aviões e a projeção de receitas líquidas..
 
O PDV é direcionado somente para as fábricas brasileiras, como a unidade de São José dos Campos (SP), que emprega cerca de 13 mil trabalhadores. 

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1 Comentário

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junior50

- 2016-09-16 00:23:54

MPF x Dept of Justice

    Este caso mostra bem ,a diferença de atitude existente, nas atuações de nossos vestaizinhos do MPF e o DofJ /USA, o qual está investigando as possiveis ações da Embraer, tanto na Aramco como com o Governo da India (BHS ) e Rep. Dominicana há mais de 5 anos, tanto que a Embraer já até depositou o possivel valor da multa do FPCA, caso seja condenada.

     Mas um detalhe importante é que mesmo investigada pelo DofJ, a Embraer/Sierra Nevada venceu em 2014 uma concorrência publica da USAF/FMS para fornecer aeronaves A-29B para a Força Aerea Afegã, e em 2015 outra concorrência para fornecer mais A-29 Bs, para a Força Aerea Libanesa, funding saudita mas com anuência do US Congress e Pentagono, alem de estar forte no lobby para a substituição/complementação do A-10 na USAF/ANG.

      Lá na Matriz, onde os vestais adoram estudar, funciona assim : Sem circo, apuram-se provas, demora o tempo que for necessário, caso condenado negocia-se uma multa e forma de pagamento, e bola para frente, não se fecha uma empresa, nem mesmo a massacra na midia, afinal, mesmo a Embraer sendo teoricamente brasileira, a filial da Florida alem de proprocionar empregos e impostos, é parte ativa do Complexo Industrial Militar norte americano, portanto de interesse nacional.

       Já aqui, os torquemadinhas adoram aparecer, fazer discursinhos, processar sem provas, fazer merda em powerpoint, encher o saco de quem trabalha, basta um delator e uma cópia do processo americano de 2010, e eles fazem uma festinha.

       Frente a esta situação, e outras como o débito de mais de US$ 350 M do MinDef Brasil com a Embraer, nos casos A-1M, A-4B, cancelamento dos F-5 jordanianos, débitos do KC-390, a recessão nacional, os custos elevando-se, é mais negócio centrar as operações na Flórida com o aumento da linha de produção dos Phenom ( que tb. venceram recentemente um contrato para a RAF - terceirizado pela Affinity Flying Services - uma holding da KBR associada a Elbit , uma grande parceirinha, israelense, mas que toma chimarrão, da Embraer).

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