A ascensão interrompida da Uber: de heroína a vilã, por Mathias Alencastro

Responsável por impulsionar revolução no ramo dos transportes urbanos em várias partes do mundo, Uber sofre revés em 2017 perdendo o respeito no mercado
 
Foto da Agência Brasil
 
Jornal GGN – Responsável por impulsionar uma revolução no ramo de transportes nos centros urbanos de várias partes do mundo, a Uber sofreu um revés em 2017 perdendo o respeito no mercado pelas denúncias de assédio cometida por motoristas e espaço para a gigante chinesa Didi. Na sua coluna na Folha, Mathias Alencastro, observa que o aplicativo já se apresentava ao mundo com características bastante contraditórias mesclando “imperialismo e utopia”. Mas assim como ascendeu rapidamente, destaca o cientista político, a empresa perdeu espaço no mercado, passando “de heroína do Vale do Silício a vilã da era Donald Trump: machista, agressiva e trapaceira”. 
 
O modelo agressivo de negócios da Uber já vinha sendo apontada por especialistas da economia do trabalho levando à criação do termo Uberização, “usado para designar um tipo de economia, no qual você tem pares oferecendo um serviço ou um produto, uma relação de troca, mas, no meio, um intermediário extraindo valor dessas partes e não estabelecendo uma relação de trabalho formal com elas”, explicou ao GGN Rafael Zanatta, pesquisador na área de tecnologias digitais. 
 
Alencastro por outro lado, pontua que uma decisão importante que ajudou a quebrar as pretensões hegemônicas da Uber foi tomada em dezembro passado pela Corte Europeia de Justiça, a mais alta instancia judiciária da União Europeia, a definindo como empresa de serviços e não apenas como um mero aplicativo. “Essa decisão confere novos instrumentos legais para as autoridades dos países-membros da UE enquadrarem as suas atividades”. Continue lendo a íntegra a seguir.
 
Folha de S.Paulo
 
Mathias Alencastro
 
De heroína, Uber passou a ser vilã machista, agressiva e trapaceira
 
Em menos de uma década, a Uber se tornou uma marca conhecida e temida globalmente. A sua estratégia comercial provocou uma abertura inesperada no mercado de transportes, tradicionalmente um dos mais regulamentados e, com o avanço do seu modelo de negócios para outros setores, analistas começaram a falar de “uberização da economia”.
 
A expansão da chinesa Didi, contudo, a qual acabou de adquirir a brasileira 99 Taxis, sela o fim de uma era marcada pelas pretensões hegemônicas da Uber.
 
No seu advento, a Uber mesclava imperialismo e utopia. Arregimentando um exército espontâneo de motoristas por meio de um sistema de trabalho precário dissimulado como empreendedorismo, a empresa almejava conquistar cidade por cidade, país por país.
 
Apesar da fraca rentabilidade, ela conseguiu captar investidores com a promessa de constituição de um monopólio global no serviço de transportes privados e com a aposta em uma transição acelerada para veículos robotizados.
 
De São Paulo a Paris, passando por Johannesburgo e Nova Déli, a Uber recorreu a todo tipo de artifício —da criatividade fiscal à contratação de lobistas, passando pelo recrutamento intensivo de motoristas—, para vencer a resistência de grupos de interesse estabelecidos.
 
Esse estilo rolo compressor enfrentou a sua primeira grande derrota em dezembro de 2017, quando a Corte Europeia de Justiça, a mais alta instancia judiciária da União Europeia, definiu a Uber como uma empresa de serviços e não apenas como um mero aplicativo.
 
Essa decisão confere novos instrumentos legais para as autoridades dos países-membros da UE enquadrarem as suas atividades.
 
Somando-se à dificuldade de derrubar barreiras regulatórias, uma onda de acusações de assédio sexual causou um impacto catastrófico na sua imagem.
 
Acusada por ex-funcionários de ter permitido que uma cultura predatória se instalasse nas suas estruturas, a Uber mergulhou em uma crise de identidade que culminou no afastamento de seu presidente e fundador Travis Kalanick.
 
Num piscar de olhos, a firma passou de heroína do Vale do Silício a vilã da era Donald Trump: machista, agressiva e trapaceira.
 
O caminho ainda é longo. A história de Susan Fowler, a engenheira que divulgou os casos de assédio, será adaptada no cinema. Em plena era Harvey Weinstein, a Uber vai precisar trabalhar muito para reconstruir a sua imagem. Em decorrência disso, as desventuras da Uber abriram uma brecha para empresas que aproveitaram a mudança de paradigma para lançar aplicativos.
 
A 99 Taxis, por exemplo, teve a perspicácia de relançar os taxistas, que pareciam condenados ao mesmo destino dos mineiros grevistas na era Thatcher. Agora, ela e outros atores regionais estão sendo comprados pela Didi, gigante chinesa do setor, com mais de 450 milhões de usuários em 400 cidades, que se prepara para disputar o mercado global com a Uber.
 
Para os brasileiros, porém, resta entender por que uma estrela ascendente como a 99 Taxis precisou entregar o controle a chineses para crescer na América Latina. 

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28 Comentários

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rdmaestri

- 2018-02-25 20:54:32

Caro ze sergio, já ouviste falar numa coisa que se chama ....

Caro ze sergio, já ouviste falar numa coisa que se chama parágrafo?

Pois é, serve para tornar a leitura mais agradável!

PS: Reentrei para colocar uma vírgula.

Anarquista Lúcida

- 2018-01-10 19:08:12

Pois é.

E mentem sem a menor vergonha. Os taxistas sao OBRIGADOS a ter o seguro. Já no UBer, até podem ter, SE e ATÉ QUANDO a empresa decidir. Nao há regulaçao nenhuma.

rdmaestri

- 2018-01-10 14:42:18

Quem tem 25% do valor das corridas só para fazer propaganda.....

Quem tem 25% do valor das corridas só para fazer propaganda pode se dar o luxo de colocar trolls pagos através de empresas de propaganda para defender o indefensável, ou seja toda, a balela que o consumidor ficará com lucro no momento em que o serviços de taxis for dominado mundialmente por quatro a cinco empresas.

E pior que os trolls idiotas repetem a cantilena neoliberal como aqui todo mundo ainda dormisse de toca (antiga esta, né)

alexis

- 2018-01-10 07:20:15

Grato

Grato Analú. Valeu!

Anarquista Lúcida

- 2018-01-10 01:14:53

Clap, clap, clap, clap, clap

Tem dia para tudo, até p/ eu bater palmas p/ você...

Anarquista Lúcida

- 2018-01-09 19:36:04

Quantos desconhecidos q aparecem neste tópico pró-Uber.

Troll pago é a nova profissao do futuro...

Anarquista Lúcida

- 2018-01-09 19:33:16

Imagem de Reinaldo r...

Tá sendo bem pago? Vale a pena ser troll profissional?

Luiz Carlos Rangel da Rocha

- 2018-01-09 15:03:46

Quero lembrar que,os mesmo
Quero lembrar que,os mesmo motorista que dirija para UBER,também dirije para 99,então como pode os passageiros sofrerem assédio somente na UBER,e quantos taxistas também assediaram passageiros.Isso é questão de caráter a UBER não tem como interferir nessa questão,cabe ás pessoas que diferem qualquer tipo de assédio denunciar e colocar esses bandidos na cadeia.

Murillo Souza

- 2018-01-09 14:34:37

Seu texto é fraco e muito
Seu texto é fraco e muito tendencioso. Passa para o leitor que você está sendo financiado pela concorrência da Uber.

Ezra

- 2018-01-09 14:24:55

Usei o 99 antes do Natal e a
Usei o 99 antes do Natal e a tarifa era 50% menos que o Uber, pararam em minha cidade por dez dias e voltaram com taxas superiores ao Uber...isso quer dizer o quê para nós usuários? Reflitam na falácia desse camarada

Motorista Uber

- 2018-01-09 13:17:04

Matemática impossível? No
Matemática impossível? No mínimo você deve ter ficado 05h online, ou seja, precisava de aproximadamente 10 viagens pra sair 2/h. Em 08h online eu faço aproximadamente 25-30 viagens, o que daria um total de 3,75 viagens/h. Então a matemática não é tão impossível, você que não se esforçou mesmo.

Leitor espantado

- 2018-01-09 10:34:39

Taxi na periferia
Você provavelmente nunca tentou pegar um táxi na periferia. Se, eventualmente, o taxista que mora lá, estiver por perto, talvez ele pegue um vizinho. Mas raramente os vizinhos tinham dinheiro para viajar no serviço de transporte caro que é o táxi.

Italo

- 2018-01-09 09:22:16

Bom mesmo é pagar uma fortuna no táxi.
Além de corridas abusivas é ótimo pagar pro cartel que se formou em várias cidades por conta dos sindicatos de taxista não é mesmo? Não use a exceção como regra... Quem realiza os assédios, injúrias e "agressividades" (que nunca vi nesses meses de usuário, mas que você cita tanto) são os motoristas e não as empresa. Prática assim, lamentavelmente, pode ocorrer em qualquer ambiente. Agora não venha com essa falácia de que o estado interromper na economia é uma maravilha, desde quando senti o poder de escolha nas minhas mãos os custos com transporte na minha casa reduziram expressivamente.Mas o que esperar de uma coluna que não perde a oportunidade de usar "TRUMP" em qualquer matéria como adjetivo? Parece, esse, o único argumento válido na hora de criticar o capitalismo machista, agressivo, monstro, comedor de criancinhas, injusto. Não é mesmo?

MIKE VIANA DE SANTANA

- 2018-01-09 08:09:19

Nesse texto, podemos vê que
Nesse texto, podemos vê que foi obviamente pago para escrever isso! Colocando a Uber como vilã e tentando crescer a 99. Que coisa ridícula! Ficou muito escancarado!

Motoristas

- 2018-01-08 23:03:25

Como os táxis não circulam na
Como os táxis não circulam na periferia se 99% dos taxistas moram na periferia.

rdmaestri

- 2018-01-08 22:15:16

Não seria exatamente ao contrário?

O mito do estado mínimo é criado pela Praxeologia.

Os filhotes do Ludwig von Mises adoram frases de efeito que são obtidas após uma teoria esdrúxula que é a famosa Praxeologia, uma derivada do espiritismo aplicado a economia.

O cidadão do estado mínimo é sim diminuído em sua estatura, vamos a uma coisa que os liberalóides do MBL detestam, exemplos práticos da vida.

O sujeito ficou doente, foi até o hospital e descobriu que para o tipo de doença que ele tinha não havia cobertura (coisa que acontece seguidamente nos USA), ele antes de fazer o seguro, como alguém que era um indivíduo consciente e racional, para tomar a sua decisão ele foi até um consultor de planos de saúde que ajudou, depois de uma régia cobrança, a escolher um plano de saúde que otimizasse a relação benefício/custo.

O excelente consultor, que trabalhava também para planos de saúde, esqueceu de falar que em 50% das doenças graves o plano não cobria, pois, o contrato era para achar uma melhor relação benefício/custo e não para otimizar as chances de vida do sujeito. Inconformado ele procurou um advogado para processar o consultor de programas de saúde. Depois de pagar um bom dinheiro ele perdeu a causa porque simplesmente o advogado, dentro do princípio de consumidor racional viu a priori que era uma causa perdida, logo deixou de lado.

Depois de algumas peripécias a mais, o nosso consumidor racional morreu por falta de tratamento, mas como ele era previdente havia feito um plano para seu enterro, sua filha foi verificar como seria o enterro e descobriu que o plano já havia vencido, aí ela.......

A falta de conhecimento de como funciona o mundo estes liberalóides simplesmente não conhecem, pois a praxeologia explica tudo.

reinaldo r

- 2018-01-08 20:24:28

destemperada e desinformada

Bem, creio que devia se informar melhor. No seu aplicativo (como passageira) informa que tem seguro de acidentes pessoais de passageiros, mas claro que com os aplicativos, não pergunte pra taxistas, pois sequer saberiam do que se trata.

O preço dinâmico costuma durar apenas alguns minutos e mesmo com ele, ainda custa BEM mais barato que o táxi.

Na questão JUSTO, justo é a população escolher como e quando quer se locomover, é a liberdade prevista na Carta Magna e não o monopólio imposto com a reserva de mercado bancado pela máfia dos sindicalistas da esquerda, mesma esquerda política que usa a bandeira do "trabalhador" enquanto verificam suas mensagens nos seus iphones.

Minha filha, preocupa-se demais com a classe média, mas este país, em sua maioria, é composta pela classe baixa. Então, seja menos preconceituosa e racista porque é essa parte da população que a uber veio pra resolver os problemas e não dos seus. 

 

reinaldo r

- 2018-01-08 20:15:53

Não esqueça.........

.............. de dizer dos benefícios que a uber trouxe pra mobilidade, pro acesso a quem não tem como se locomover com dignidade, das periferias que NUNCA viram a cor de um táxi.

MATHEUS HENRIQUE DOS SANTOS SILVA

- 2018-01-08 19:39:11

Quanto Menor o Estado, maior
Quanto Menor o Estado, maior o cidadão! É simples.

Damião José da Silva batista

- 2018-01-08 19:30:56

Aplicativos
As empresas que querem crescer com absolutismo arrogante sem ouvir os enterrados que São os motoristas, pessoas que estão ali no dia- dia não vão muito longe e esse é o caso é o caso da (Uber).

prsnunes

- 2018-01-08 18:11:47

trapaceira? leiam essa troca

trapaceira? leiam essa troca de emails com a uber e tirem a conclusão:

 

P: Em que dia será creditado o valor referente à promoção do dia 31 de dezembro? Eu fiquei online e atendi a todos os pedidos no período das 18 até perto de meia-noite na região de Florianópolis

 

R: Para se qualificar para esse incentivo, era necessário que você completasse no mínimo 1.5 viagens por hora online, por esse motivo que você não se qualificou para receber o incentivo.

 

P: Como seria possível realizar mais de uma viagem por hora se somente uma dessas viagens durou 3 horas e outras duas duraram mais de 1 hora? Que maluquice de promoção é essa em que é matematicamente impossível se atender as condições? Isso se chama vigarice, uma enganação e eu acho lamentável ter essa ideia da empresa que me chama de parceiro, pois eu não sou um vigarista. Não quero que vocês lamentem. Quero que revejam e analisem as condições em que as viagens foram feitas e reconheçam o meu esforço, tendo ficado online de antes das 17 horas até próximo da meia-noite, atendendo a todos os chamados e me paguem integralmente o valor acordado (60 reais por hora).

 

R: Normalmente oferecemos garantias para ótimos parceiros como você. Sendo assim, haverá outras oportunidades para você participar.

 Equipe Uber. P: Você leu minha réplica ou essa foi a resposta de um robô?Então, vou fazer uma nova pergunta pegando justamente o que você respondeu. Como é possível fazer “o número necessário de viagens” (1,5) se – repito – apenas uma das viagens durou 3 horas e outras duas duraram 1 hora cada?Eu entendi as regras da promoção, mas acreditei que o bom senso seria ressaltado. Afinal, o objetivo era ficar online e atender aos chamados, intensos, daquele momento. E foi o que eu fiz. Então, se eu não estiver conversando com um robô gostaria de pedir que analisassem e revissem as condições em que as viagens foram feitas (TRÂNSITO INTENSO, LEVANDO MAIS DE 3 HORAS PARA PERCORRER UM TRECHO DE 15 KM), e reconheçam o meu esforço, tendo ficado online de antes das 17 horas até próximo da meia-noite, atendendo a todos os chamados e me paguem integralmente o valor acordado (60 reais por hora, durante essas 5 horas). R: Entendo o seu questionamento, mas não podemos abrir exceções nas condições do incentivo, pois não seria justo com os outros parceiros. P: Não é questão de abrir exceção. Não estou pedindo um favor, não estou pedindo pra darem um jeitinho, não estou pedindo para arranjar uma brecha, estou apenas evocando o bom senso. Responda-me, por favor: como é possível fazer mais de uma viagem por hora se apenas uma das viagens durou 3 horas e outras duas duraram 1 hora cada?Se apesar dos meus alertas, vocês considerarem ter razão em questão tão óbvia, vou considerar que a promoção foi uma pilantragem, e eu não gostaria de ter tal ideia de uma empresa que me chama de parceiro, porque eu não sou pilantra. Estive online e ativo durante as 5 horas da promoção, respondendo a todos os chamados, e quero que seja pago o valor acordado (R$ 60 por hora).

alexis

- 2018-01-08 17:33:37

Cafetão virtual

Na sua introdução é colocada a raiz do problema

Uberização, "usado para designar um tipo de economia, no qual você tem pares oferecendo um serviço ou um produto, uma relação de troca, mas, no meio, um intermediário extraindo valor dessas partes e não estabelecendo uma relação de trabalho formal com elas”, explicou ao GGN Rafael Zanatta, pesquisador na área de tecnologias digitais. 

Brasil está sendo sugado também pelo celular, onde 25% ou mais do valor de uma corrida local vai parar numa nuvem financeira internacional. Supostamente o usuário poupa algum dinheiro, mas o Brasil, com certeza, perde 25% disso. Ainda, sem segurança nem proteção social, o motorista está fadado a sucatear o seu carro sem ver lucro nenhum. 

Rui Ribeiro

- 2018-01-08 16:31:00

O que a esquerda tem a ver com isso, seu Idiota de Carteirinha?

Esse sujeito tem raiva da esquerda porque a esquerda acabou com a mamata da direita. Vai ver que ele recolhia e se alimentava  com as migalhas do banquete da direita. Por isso, essa sua profunda raiva da esquerda.

Lucio Vieira

- 2018-01-08 16:20:15

Desde os anos 80 trabalho com
Desde os anos 80 trabalho com informática e cada vez mais me espanto em como as pessoas se iludem com a ideia de que esta surgiu para resolver os problemas da vida humana. Nem mesmo no mundo corporativo aconteceu isto e hoje confiamos, desconfiando: tudo que é manipulado é impresso, gravado e arquivado - mesmo que nunca mais se utilize daqueles arquivos. Informática lida com complexidade e esta aumenta a cada dia, tornando assim a nossa era a da informação diversificada e diluída e período da imprevisibilidade natural em um ambiente complexo permeando em acelerada entropia. A empresa criadora de um bom buscador, virou um dos principais e envolventes negócio de todos os tempos, mas para o cidadão comum, googlear é sinônimo de buscar "conhecimento" e esta não é a função do buscador, ainda que não seja sua culpa e objetivos, pois o que um funcional buscador faz é pesquisar sítios na rede mundial onde se encontrem citações ao tema proposto, ainda que a maior parte do que seja encontrada, não esteja vinculada à verdade do assunto buscado o buscado não cria a mentira ou o engano na possível incorreção do texto localizado, mas pode ajudar a alastrá-los. Com o advindo dos tempos dos dispositivos móveis e seus aplicativos, penso eu que o problema mais grave é que muitas das ideias e negócios novos tenham surgido neste ambiente cada vez mais competitivo e menos colaborativo. Um novo aplicativo, ainda que venha com a quimera inicial de ajudar a muitos utilizadores, na verdade é para atingir o maior mercado possível, o fundamental é que o seu funcionamento seja imperativo e monopolista. Tanto que quando algo no mundo informático vai crescendo, acontece uma de duas hpóteses: ou ele engole concorrentes ou é engolido por algum, sob o termo bonito da "coligação de negócios". Que ninguém se iluda. Este mundo de aplicações, surgido na época da mais alta competitividade humana, com o advindo de gerações cada vez mais divorciadas de conceitos realísticos, éticos, humanísticos e de visão não inclusiva pode ser mais danoso que benéfico. O objetivo da imensa maioria, considerando que sempre há pequenas exceções, é riqueza e poderio material imediatistas. A falsa utopia de que vieram para mudar o mundo para melhor pode ser derrubada ao investigarmos os interesses, mentalidade e recursos por trás das alavancadoras de negócios (startups, investidores e financers). Mesmo a ideia de que vieram para ajudar a dar rendas aos cidadãos, pode ser colocada em xeque. Apenas com parecer restrito à área dos apps de transporte: eles já testam e o ideal deles é utilizar carros sem motoristas (livram-se de despesas "extras", contratos e "dores de cabeça"). A vinda de concorrentes ao Uber, põe como chamamento aos usuários uma precificação para baixo, vindo a precarizar mais a renda dos seus colaboradores principais, os motoristas. Apenas para exterminar, é o que parece à primeira vista, a própria google investiu numa concorrente do Uber, 1 bilhão de dólares numa rival da área (https://olhardigital.com.br/pro/noticia/em-guerra-com-uber-google-poe-us-1-bilhao-em-rival-da-empresa-de-transporte/71812). O app ideal para esta mentalidade excludente é o que envolva menos trabalhadores possíveis entre uma ponta e outra. Se é isto o que querem, vamos em frente, mas não esperem outra coisa que não seja a desconexão do outro, neste mundo "conectado". What a wonderful world?

Anarquista Lúcida

- 2018-01-08 16:18:20

Já nao era sem tempo da Uber ser desmistificada

O pior para mim (para passageiros) é a total falta de controle, a nao ser por parte da própria empresa que lucra com os serviços. Por enquanto o preço é mais baixo que o cobrado pelos táxis, mas  e quando eles tiverem conseguido tornar os táxis inviáveis? Vai ser como eles fazem na "tarifa dinâmica", que cobra preços muito maiores em horas em que a procura é grande? A classe média realmente é cega...

Além disso, e do risco de usar smartphones na rua, há a falta de obrigatoriedade de ter seguro para passageiros. Há a precarizaçao das relaçoes de trabalho, num momento em que isso é o que a Direita quer. E o fato de SER INJUSTO, claro. Mas com isso a classe média nao se importa.

André Oliveira

- 2018-01-08 15:59:11

Mas a questão mais
Mas a questão mais fundamental é saber se é A uber ou O uber.

Angelo Freitas

- 2018-01-08 15:53:40

Muito simples. A 99 nunca foi
Muito simples. A 99 nunca foi rentável, veio sobrevivendo de Power point e rodadas de aportes financeiro. Aliás sem entrar no mérito de ser melhor ou pior vejo vários motoristas alegarem que sao desonestos com os motoristas , por quando o motoristas está próximo a ganha o tal bônus, o app burla o sistema é enfim o resto já sabem.

ze sergio

- 2018-01-08 15:33:55

a ascenção....

Esquerdopatia pode até ter tratamento, mas a cura é muito difícil. O UBER revelou o tamanho do monopólio e da exploração do Estado sobre a liberdade dos cidadãos. Isto em países que tem fácil acesso à locomoção como na Europa. Aqui, no Brasil, desnudou mais uma das 'Masmorras Medievais' da Escravidão Tupiniquim. Todo seu monopólio, sua ditadura, sua exploração, sua corrupção e seus preços extorsivos no Transporte Público. E como toda livre concorrência, como diz a matéria, a concorrência já veio atrás. Melhores serviços, melhores preços, muito pouca burocracia. Burocracia que só serve para nossas Elites. Esquerdopatas, geralmente como uma cancro canceroso no Estado. O dinheiro pouco, da miséria impositiva brasileira, pôde pagar por melhores serviços e mais confortáveis e rápidos, desde que livres. Inclusive a genialidade brasileira se revela numa Empresa citada. Mas nosso AntiCapitalsimo Tupiniquim, em vias de combater o progresso e desenvolviemtno, faz com que Empresários, antes de serem taxados de "Covardes e Exploradores", vendam suas idéias ao concorrente internacional. Então se perpetua nosso ciclo vicioso. Anão Diplomático, o Estado Brasileiro representado por medíocres, se borram de combater Interesses de outros países. Diferentemente daquilo que fizeram com as 'Lotações", uma revolução nacional, da população da periferia, na modernidade do transporte público de passageiros. Uma idéia que nasceu à forceps, na escravidão tupiniquim, e que foi totalmente combatida, criminalizada, sabotada, implodida pela eficiência da burocracia e feudos políticos. No caso de Aplicativos, geralmente de Empresas Internacionais, Anão Diplomático, coloca os 'rabo entre as pernas' e segue copiando as ações de outros países.  Mas igualmente ao caso de Baratas, no Transporte Público por ônibus no RJ, onde tarifas são infladas em 80% para aa perpetuação do monopólio e corrupção entre o Poder Público e a concessão deste serviço. E nada se aletrou em quase meio século. Assim é por todo o Brasil, inclusive em São Paulo, que além da extorsão das tarifas ainda tem subsídios bilionários. E toda a POPULAÇÃO BRASILEIRA, sustentando através da sua miséria estes feudos. Onde estava a População Brasileira, seus interesses e defesa intransigente nos governos que se sucederam por todas estas décadas? Compreendemos. A podridão do Estado Brasileiro revelado somente neste setor. Já foi um excelente serviço realizado pelo Aplicativo. 

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