A Codesp e o porto de Santos

Encontro o deputado federal Vicente Cascione no aeroporto de Brasília. Cascione foi o responsável pela indicação de um dos diretores da Codesp, a companhia estatal que administra o porto de Santos.

Explica que escolheu um funcionário de carreira, de ficha irrepreensível e que, no último ano, ajudou a desmontar duas operações potencialmente danosas aos cofres públicos:

1. A Libra, que tem um terminal no porto, ganhou a licitação oferecendo um valor altíssimo por metro quadrado de terreno, e uma projeção irreal de movimentação de carga. Quando as projeções falharam, recusou-se a continuar pagando a Codesp, preferindo depositar em juízo. Hoje em dia, a dívida chega a R$ 400 milhões. No ano passado, segundo Cascione, a Codesp esteve a ponto de acertar um acordo com a Libra, pelo qual ela passaria a pagar um aluguel mais realista, mas sem a exigência de que abrisse mão da demanda para não pagar os atrasados. Na condição de advogado, Cascione percebeu que seria a maneira mais fácil da Libra conseguir a vitória na ação contra a Codesp. Foi a Brasília, conversou com o Ministro dos Transportes e, segundo ele, conseguiu abortar a operação.

2. A segunda questão foi a cessão da área de 100 mil m2 à Brasil-Santos sem licitação, a título de “adensamento” da concessão. Cascione reclamou. O diretor comercial da Codesp sustentou que não seria preciso licitação porque o terreno só interessava à Santos-Brasil. Cascione alegou que, se era assim, mais uma razão para haver a licitação que, segundo ele, aparentemente começou a andar.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora