A década fundamental

Na minha coluna de amanhã, quinta-feira, na “Folha”, lanço uma provocação que reputo importante. Em geral, avalia-se os anos 80 como a década perdida Defendo que foi a “década da transição”. No período foram consolidados os principais conceitos que teriam permitido, na década seguinte, o país mudar de patamar, saindo da fase da substituição de importações para a de integração competitiva com a economia global.

Nos anos 80 nasceram os primeiros programas de qualidade e inovação, a defesa do meio ambiente, o Código de Defesa do Consumidor, o Sistema Único de Saúde (SUS), os primeiros elementos de ajuste fiscal (LDO, PPPs, Secretaria do Tesouro Nacional, fim da “conta movimento” do Banco do Brasil).

Foi tipicamente uma década de transição profícua.

Fernando Collor pega esse conjunto de idéias e avança extraordinariamente, um trabalho pouquíssimo conhecido, porque engolfado por sua arrogância e imagem negativa. Mas prepara o país para o último desafio: o fim da inflação, o que ocorre com o Plano Real.

A perda de rumo se dá nos anos seguintes, quando o pensamento “cabeça de planilha” de impõe sobre essa enorme massa crítica de idéias contemporâneas desenvolvidas no período anterior.

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