A falsa ciência e a anti-ciência

O Brasil de balança entre dois grupos semelhantes, embora aparentemente opostos: Um – que grassa entre muitos economistas – é o de manipular conhecimento técnico em favor de teses pessoais.

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Na coluna da Sonia Racy, no Estadão de hoje há um exemplo claro. O IPEA fez um estudo estimando que o aumento do salário mínimo de 1995 a 2006 custou R$ 250 bilhões ao país. Sônia foi ouvir Julio César Gomes de Almeida, economista exemplar, novo Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda. Júlio matou a charada: numa jogada de manipulação financeira, os economistas do IPEA corrigiram os gastos pela taxa Selic. Utilize-se uma taxa distorcida e se chegará a um resultado distorcido.

Pong
O segundo grupo é dos anti-cientificistas, dos que julgam que pode-se questionar a ciência usando como fundamento a ignorância. É o caso da procuradora da República Maria Soares Cordioli, indicada pelo Ministério Público Federal para “monitorar” as reuniões da CNTBios (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança).

Segundo o “Valor” de hoje, a procuradora sustenta que “Não é só a CNTBio dizer se um produto será autorizado, mas também tem que avaliar o viés ambiental, trabalhista e dos direitos do consumidor”.

E como é que se vai avaliar? Sem conhecimento técnico, científico? Na base do palpite?

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