A ‘herança maldita’ do governo Bolsonaro

Crescimento do país tem sido comprometido pelo subemprego; pobreza extrema voltou ao patamar dos anos 2000

Agência Brasil

Jornal GGN – O mercado de trabalho na faixa da baixa renda da população deve manter a tendência de informalidade vista na última década, mesmo com a retomada prevista para os anos de 2021 e 2022.

Segundo especialistas ouvidos pelo jornal Folha de São Paulo, essa será uma grande trava para a recuperação da economia e para o resgate de cidadãos que se tornaram miseráveis durante a pandemia de covid-19.

E esse estrago não só aumentou a desigualdade social brasileira (uma vez que os mais ricos e escolarizados já recuperaram a renda) como fez o nível de pobreza extrema no país voltar ao patamar de meados dos anos 2000.

Entre os menos instruídos, que são apontados como trabalhadores majoritariamente informais e que não chegaram a completar o ensino médio, viram até 17% da renda desaparecer, segundo cálculos do Ibre-FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) com base em pesquisas do IBGE (Pnad e Pnad-Covid-19).

Dados da FGV Social mostram que quase 32 milhões de pessoas deixaram a classe C (renda domiciliar entre R$ 1.926 a R$ 8.303). A maioria (24,4 milhões) desceu à classe E (renda até R$ 1.205) ou direto à miséria.

Apenas nos primeiros três meses de 2021, os cidadãos considerados miseráveis (renda mensal abaixo de R$ 246/mês) somavam 16% da população, ou 35 milhões de pessoas. Em 2019, antes da pandemia, eram 24 milhões na pobreza extrema, ou 11% do total.

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