A inadimplência no âmbito do crédito referencial, correspondente aos atrasos superiores a 90 dias,permaneceu estável em 5,1%.

NOTA PARA A IMPRENSA – 23.6.2010 Política Monetária e Operações de Crédito do Sistema Financeiro

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……O conceito M3, que compreende o M2, as quotas de fundos de renda fixa e os títulos públicos que lastreiam as operações compromissadas entre o público e o setor financeiro, cresceu 1% no mês, somando R$2,2 bilhões.

O resultado reflete a expansão de 1,1% nas quotas de fundos de renda fixa, que atingiram saldo de R$993,4 bilhões, bem como o aumento de 2,4% em operações compromissadas com títulos federais.

O M4, conceito que compreende o M3 e os títulos públicos de detentores não financeiros, registrou expansão de 1%, situando-se em R$2,7 trilhões………..

I – Evolução dos agregados monetários

A média dos saldos diários da base monetária situou-se em R$159,9 bilhões em maio, registrando queda de 0,3% no mês e crescimento de 18,6% em doze meses. …
……..Os fluxos mensais dos fatores de emissão monetária apresentaram-se expansionistas em R$7,4 bilhões nas compras líquidas de divisas pelo Banco Central no mercado interbancário de câmbio, em R$5,1 bilhões, nas operações com títulos públicos federais, incluindo a atuação do Banco Central no ajuste de liquidez do mercado monetário, e em R$428 milhões, na movimentação relativa à exigibilidade adicional sobre depósitos. Em sentido oposto, as operações do Tesouro Nacional foram contracionistas em R$8,1 bilhões, assim como os recolhimentos compulsórios sobre depósitos a prazo, em R$773 milhões.

Os meios de pagamento restritos (M1) alcançaram saldo médio diário de R$231,4 bilhões em maio, com crescimento de 1% no mês, após aumentos de 0,6% no saldo médio do papel-moeda em poder do público e de 1,3% nos depósitos à vista. Em doze meses, o M1 avançou 17,1%, a partir de acréscimos respectivos de 17% e de 17,1% em seus componentes.

Os meios de pagamento no conceito M2, que corresponde ao M1, acrescido de depósitos para investimentos, depósitos de poupança e títulos privados, registraram expansão de 0,8% no período, alcançando R$1,2 trilhão.

O saldo dos títulos privados aumentou 0,6% e totalizou R$598,6 bilhões em maio, após captação líquida de R$1 bilhão.

O saldo dos depósitos de poupança, por sua vez, avançou 0,9%, ao atingir R$334,9 bilhões, com captações líquidas de R$2,1 bilhões.

O conceito M3, que compreende o M2, as quotas de fundos de renda fixa e os títulos públicos que lastreiam as operações compromissadas entre o público e o setor financeiro, cresceu 1% no mês, somando R$2,2 bilhões.

O resultado reflete a expansão de 1,1% nas quotas de fundos de renda fixa, que atingiram saldo de R$993,4 bilhões, bem como o aumento de 2,4% em operações compromissadas com títulos federais.

O M4, conceito que compreende o M3 e os títulos públicos de detentores não financeiros, registrou expansão de 1%, situando-se em R$2,7 trilhões.

II – Operações de crédito do sistema financeiro

….Nesse contexto, o estoque total de empréstimos bancários atingiu R$1.500 bilhões em maio, com expansões de 2,1% no mês e de 19% em doze meses, passando a representar 45,3% do PIB, ante 44,8% em abril e 41,4% em maio do ano anterior.

A demanda crescente por financiamentos habitacionais e investimentos concorreu para elevar a participação relativa dos bancos públicos no total da carteira do sistema financeiro de 41,5%, em abril, para 41,7%, em maio, atingindo R$625,8 bilhões.

A representatividade das instituições privadas nacionais situou-se em 40,5%, ante 40,6% em abril, enquanto que a dos bancos estrangeiros recuou de 17,9% para 17,8% no mesmo período.

As operações realizadas com recursos livres totalizaram R$1.001 bilhões em maio, denotando aumentos de 2% no mês e de 12,5% em doze meses. ….
……A parcela correspondente aos recursos direcionados alcançou R$498,8 bilhões, assinalando incrementos de 2,4% no mês e de 34,3% em relação a maio de 2009.

Esse resultado evidenciou maior dinamismo dos investimentos, sobretudo, daqueles relacionados a bens de capital e à atividade imobiliária. Tal evolução permanece condicionada pelo desempenho das operações do BNDES, saldo de R$303,6 bilhões e expansões de 2,7% no mês e de 40,8% em doze meses, e pelo crédito habitacional, cujo saldo atingiu R$102,4 bilhões, após acréscimos de 3,5% e de 51,1%, nas mesmas bases de comparação.

Os desembolsos acumulados do BNDES alcançaram R$35,7 bilhões nos primeiros quatro meses do ano, superando em 39,4% o volume registrado em igual período de 2009.

Esse desempenho refletiu o aumento de 65,7% nas contratações do segmento de comércio e serviços, que somaram R$21,7 bilhões, destinados, principalmente, a investimentos para infra-estrutura, com preponderância das liberações para os setores de transporte terrestre e de construção civil…..

…II.2 – Operações com recursos livres – Crédito referencial para taxas de juros

A taxa média de juros das operações que compõem o crédito referencial registrou incremento de 0,6 p.p. em maio, ao atingir 34,9% a.a.

Esse resultado foi determinado principalmente pela elevação dos custos de captação, que subiu 0,5 p.p. no mês. Com isso, o spread bancário atingiu 23,9 p.p., assinalando elevação de 0,1 p.p. O custo médio do crédito para as empresas situou-se em 27% a.a., após alta de 0,7 p.p.

Nos empréstimos às famílias, a taxa média alcançou 41,5% a.a., verificando-se elevação mensal de 0,4 p.p. Os spreads relativos aos empréstimos contratados por pessoas jurídicas e por pessoas físicas situaram-se, respectivamente, em 16,9 p.p. e em 29,6 p.p., após aumentos de 0,1 p.p. nos dois casos.

A inadimplência no âmbito do crédito referencial, correspondente aos atrasos superiores a noventa dias, permaneceu estável pelo segundo mês consecutivo, situando-se em 5,1%.

Por segmento, a inadimplência manteve-se em 6,8% nos empréstimos às famílias e 3,7% nos financiamentos contratados pelas empresas, com elevação de 0,1 p.p………….

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