A INCO, segundo Agnelli

Explicações do presidente da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) Roger Agnelli ao Blog, a respeito da decisão de adquirir a canadense INCO:

A reação das autoridades canadenses foi muito boa. Nos procuraram perguntando quais as intenções de investimento da Vale no Canadá. O preço da INCO não é excessivo. Aliás, quando se tem uma oportunidade dessas, o valor estratégico não pode ser medido por parâmetros habituais de mercado, embora a compra seja plenamente viável.

O níquel dispõe de um mercado em crescimento. É utilizado nos celulares e na indústria siderúrgica. Só o crescimento da indústria siderúrgica chinesa já assegura um mercado crescente nos próximos anos. As duas únicas minas em condições de operar em escala, nos próximos oito anos, são as da Vale e as da INCO. Se a Vale fosse desenvolver novas minas, levaria no mínimo quatro anos para começar a operar.

O financiamento está compatível com nossa capacidade e com a geração da caixa da INCO.

A INCO foi colocada à venda porque, nesse período de consolidação das mineradoras, não conseguiu crescer o suficiente.

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