A indústria automobilística na crise, por Carlos Ghosn

Por lionel

Nassif,

Acabei de ler uma entrevista muito densa do C. Ghosn, depois do acordo estratégico entre Renault-Nissan e Daimler (Mercedes). Sem tempo para traduzir, vou comentar 3 pontos interessantes para o Brasil

http://www.lesechos.fr/info/auto/020465284013–ce-que-cette-crise-m-a-appris-.htm

1 – Os governos e a crise: ele teve mais medo para a Nissan que para a Renault, p.q. o governo françês reagiu bem mais rápido que o japonês. No nosso caso, comparar o Mantega reagindo a crise econômica e financeira vindo do coração de capitalismo, com o Malan “reagindo” na crise financeira desses paises emergentes que quebravam nos anos ‘90… Tomara que só tenhamos Mantega’s no futuro! Alias Ghosn fala que é normal um governo entervir na vida desta indústria que é importante de mais em termos de emprego e renda…(será que ele conhece o PSDB?)

2 – Futuro da ind. automobilística: só grupos produzindo acima de 4 milhões carros/ano vão sobreviver (Marchione da Fiat fala de 5 a 6!): lembrando as discussões neste blog quando da quebra da GM, acho que o futuro para o Brasil será o uso do fundo soberano para entrar no capital das grandes montadoras instaladas no Brasil, e via conselho de admonsitração ter voz nas decisões estratégicas desses grupos, muito mais sensato que comprar uma operação de 400 mil carros/ano que não sobrevive sozinha.

3 – Futuro da globalização: deverá ser mais “social”, criando empregos no mundo todo… depois tem gente que chora por que foi esquecido, e tem inveja dum tal de Lula que fala há anos exatamente o que o presidente mundial da Renault-Nissan falou!

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