A Macro-economia e o Desenvolvimento Eqüitativo

São bastante instigantes as inferências sobre crescimento e as interações entre as suas variáveis (macro), como as taxas de câmbio, juros, transações correntes, exportações, importações, investimentos, formação bruta de capital fixo, etc. Mas se deve ressaltar que o crescimento é parte do nobre caminho rumo ao Desenvolvimento. Esse ainda prescinde de vários (i) direitos, como a celeridade da Justiça e ao direito a Informação, (ii) de alicerces, como uma nova educação (estamos a caminho?), (iii) das infra-estruturas de logísticas, comunicações “banda larga”, (iv) das reformas, como dos impostos, os desmontes dos cartórios, legalização fundiária, etc, (v) da gestão na busca pela diminuição da burocracia, melhoria da qualidade, produtividade, entre outros entraves e gargalos na nossa casa chamada Brasil. Ou seja, a busca pelo Desenvolvimento Eqüitativo entre os segmentos sociais e os setores econômicos entre as diversas regiões do país. De modo que as inferências macroeconômicas não podem revogar o confronto com esses entraves e gargalos do aqui e agora. Colocar esses desafios em segundo plano em detrimento das amarras das macro-variáveis parece uma visão míope ou uma busca em si mesmo pelo crescimento. O consumo pelo consumo não gera o desenvolvimento que desejamos somente saltos e sobre saltos ou anos dourados e décadas perdidas, que nos condenam ao subdesenvolvimento eterno.

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