A punição das empresas

Problema semelhante ao da Varig foi vivido pelo Mappin. Quebrado, havia a possibilidade de salvá-lo, retirando do controle dos Mansur, processando-os, se fosse o caso, mas preservando a empresa.

Havia compradores aguardando uma decisão. Não foi possível. Fechou-se a empresa, despediram-se os empregados, ficou apenas o prédio. Todo mundo perdeu, dos credores aos trabalhadores, passando pelo governo, que deixou de receber impostos, pelos fornecedores e tudo o mais.

Mais uma vez a burrice nacional penalizando a empresa, em vez de penalizar o controlador. E mais uma vez os clichês, de operação-hospital ou quetais impedindo a racionalidade.

Se tenho uma empresa que tem um lucro de 10 por mês e uma dívida de 10.000, obviamente ela é inviável com essa dívida. Mas essa empresa, mantida aberta, vale, digamos 1.000; fechada, vale 100. Se separo a parte boa da parte ruim, vendo por 1.000 e rateio pelos credores. Todos vão perder, mas muito menos do que fechar a empresa.

Mais que isso, preservo empregos e todos os intangíveis (valores não mensuráveis) da companhia. Mas essa lógica, aceita por qualquer país civilizado, não entra na cabeça da nossa opinião pública.

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