A Varig e a Volo

Seria bom que a ANAC revisse sua postura de autorizar a Varilog a operar no Brasil, mesmo tendo maioria do controle em mãos de capital internacional – o que contraria a lei. Um dos advogados da Varilog é Roberto Teixeira, compadre de Lula. A decisão da ANAC afronta a lei.

Assumi várias vezes a defesa de Lula contra acusações sem nexo – como os “dólares de Cuba” – e mesmo em relação à associação da empresa do seu filho com a Telemar. Sustentava que os games eram ativos valiosos na disputa entre as empresas de telefonia. A própria posição da empresa do filho, ocupando um dos canais a cabo da Rede Bandeirantes, e dando mais audiência que a MTV, comprova o exagero das denúncias da época.

Mas esse caso Varilog não cheira bem. O que a ANAC fez na sexta-feira, de noite, autorizando a operação da Varilog ao arrepio da lei, em troca de US$ 20 milhões, é operação suspeita.

Repito, o governo tem que intervir na Varig, montar uma operação semelhante ao Proer, criar uma nova Varig, sem os passivos da original, processar os antigos administradores. E, daqui a algum tempo, vender a nova empresa por um preço bem maior, sem queimar ativos públicos – já que os maiores credores da Varig são empresas e órgãos do governo.

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