A venda da CEEP

Afinal, o estado de São Paulo fez ou não um bom negócio vendendo a CTEEP (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista). A razão da venda foi cobrir parte da dívida monumental da CESP. No ano passado, a CESP teve R$ 1,4 bi de geração líquida de caixa. Mas um serviço da dívida expressivo.

O Secretário de Energia Mauro Arce me disse que o custo financeiro médio da CESP não é alto. Por outro lado, no ano passado a CTEEP deu R$ 400 milhões. Como o estado tinha 30% dela, o lucro equivaleu a 10% do valor obtido pela venda. Ou seja, mesmo sem investimentos adicionais, ela rendia 10% ao ano, uma relação Preco/Lucro de 10, baixa para o setor. No fundo, foi um mau negócio. Mas a culpa maior não é do estado.

Acontece que, por ser empresa de controle público, a CTEEP não tinha acesso a financiamentos do BNDES -porque impactava o superávit do setor público. Ou seja, faz-se um mau negócio por conta de um erro conceitual, já denunciado várias vezes: investimento em empresas públicas que proporcionaram retorno não podem entrar na conta de déficit público.

Daqui a pouco, mais dados no endereço www.dinheirovivo.com.br

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