A visão de Armínio

Vale a pena conferir visão não dogmática de Armínio Fraga no caderno “Eu&” do “Valor” desta sexta. Leia Aqui. Apesar dos erros cometidos em 2002, no fragor da batalha, Armínio mudou completamente o Banco Central, criou uma área de análise econômica influente e lançou as bases de uma política de metas de inflação não dogmática.

Na entrevista, aponta os juros altos como o maior fator de distorção da economia. Foge das simplificações primárias de atribuir a alta taxa de juros à questão fiscal. Critica ao seu modo – educadamente, mas de maneira objetiva – a falta de jogo de cintura da atual equipe do BC de não avaliar o trade-off (a defasagem de tempo) das medidas e dos choques inflacionários.

Critica o fato de se ter estipulado uma trajetória de queda da inflação muito ambiciosa, o que acabou se refletindo no crescimento.

Quando mencionei a primeira vez a expressão “cabeça de planilha”, e mirei Ilan Goldfajn, diretor do BC, Armínio me ligou para dizer que eu tinha sido injusto, que Ilan não era dogmático. Bom, perto de Afonso Bevilacqua, sou inclinado a aceitar a defesa que Armínio fez do amigo.

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