Alta da Petrobras e melhora externa ajudam bolsa a subir 2,51%

Jornal GGN – A bolsa brasileira acompanhou o avanço do mercado internacional e fechou as operações em alta, impulsionada pela melhora das ações da Petrobras, que foram favorecidas pela recuperação dos preços do petróleo. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) terminou as operações em alta de 2,51%, aos 48.553 pontos e com um volume negociado de R$ 8,301 bilhões. Com isso, o índice passa a acumular ganhos de 4,64% na semana e de 4,14% no mês, mas perde 2,91% no ano e 17,81% em 12 meses. Os setores com melhores desempenhos ao longo do dia foram petróleo/petroquímica; bancos; consumo; e siderurgia/mineração.

“O Ibovespa principiou ascendente e seguiu mantendo paulatina trajetória ascendente ao longo do pregão. Além do setor de bancos, as ações da Petrobras e da Vale subiram, revertendo as

perdas de ontem e ajudando a impulsionar o índice doméstico, que denotou favorável giro financeiro hoje”, dizem os analistas do BB Investimentos, em relatório. Os papéis da Petrobras subiram mais de 8% ao longo do dia, tanto pela recuperação do preço do petróleo no mercado internacional como pelos dados de produção divulgados pela estatal: a produção de petróleo e gás natural da Petrobras, no Brasil e no exterior, atingiu a marca de 2,88 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) no mês de agosto, 0,8% superior ao recorde anterior de de 2,86 milhões boed alcançado em dezembro de 2014. Esse volume é também 4,5% maior que o registrado em agosto de 2014 (2,76 milhões boed). Em relação ao apurado em julho, houve um crescimento na produção de petróleo e gás natural de 3,1%, quando foram produzidos 2,80 milhões. Ao fim do dia, os papéis ordinários da estatal (PETR3) subiram 8,59%, a R$ 9,48, enquanto as ações preferenciais (PETR4) avançaram 6,41%, a R$ 8,14.

Para os analistas, o cenário externo também contribuiu decisivamente. “Os investidores, que já vinham crendo que a taxa de juros não deve ser elevada na decisão do Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos) na tarde de amanhã, ratificaram seus posicionamentos agora, ingressando mais no mercado acionário. Os índices das bolsas de Nova York avançaram, assim como na Europa. Já na China, a percepção dos agentes é que o governo local sinalizou um piso próximo a 3.000 pts para o índice da bolsa de Xangai, intervindo na ponta compradora quando atinge este patamar – o que levou hoje a uma alta de 4,9%, induzindo também elevações nos mercados de commodities pelo mundo”.

No câmbio, a cotação do dólar comercial fechou em queda de 0,74%, a R$ 3,834 na venda. A moeda acabou por acompanhar a movimentação do mercado internacional, em especial de outros países emergentes. A Bolsa da China fechou as operações com ganho de quase 5%. Acredita-se que o governo do país realizou uma intervenção perto do fechamento, com uma enxurrada de compras de ações, fazendo com que as cotações subissem. A reunião do Federal Reserve também foi um ponto de destaque ao longo do dia.

No cenário brasileiro, os investidores decidiram adotar uma postura mais cautelosa diante da perspectiva de o governo passar por dificuldades para aprovação do Congresso das medidas do pacote fiscal, além das questões relacionadas ao cenário político. Nesta terça-feira (15), os partidos da oposição apresentaram uma questão de ordem ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para que ele se posicione sobre os diversos procedimentos ligados a um eventual impeachment.

O Banco Central brasileiro também deu continuidade ao processo de rolagem dos swaps cambiais (equivalentes à venda futura de dólares) com vencimento programado para outubro, vendendo a oferta total de até 9.450 contratos. Ao todo, a autoridade monetária já rolou o equivalente a US$ 4,971 bilhões, ou aproximadamente 53% do lote total, que corresponde a US$ 9,458 bilhões.

A decisão do Federal Reserve é o evento de maior importância na agenda econômica desta quinta-feira. Entre os indicadores a serem divulgados, estão a segunda prévia do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) no Brasil; construção de casas novas e novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos; produção da construção na zona do euro; e vendas no varejo da Grã-Bretanha.

 

 

(com Reuters)

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