Ampliação da faixa de isenção do IR custaria R$ 74 bi, diz Unafisco

Atualmente, apenas quem ganha menos de R$ 1.903,98 está isento do IR; Bolsonaro quer ampliar renda livre para R$ 3 mil

Jornal GGN – A ampliação da isenção do Imposto de Renda é uma promessa de campanha do presidente Jair Bolsonaro, a um custo de aproximadamente R$ 74 bilhões aos cofres públicos.

Bolsonaro voltou a falar do assunto em janeiro, quando afirmou que tentaria passar a renda livre do pagamento do imposto para R$ 3 mil mensais. Em 2020, apenas quem tem renda inferior a R$ 1.903,98 por mês ficou isento.

“Vamos tentar pelo menos para 2022 passar para R$ 3 mil. Está hoje em dia mais ou menos R$ 2 mil, nós gostaríamos de passar para R$ 5 (mil). Não ia ser de uma vez toda, mas daria até o final do nosso mandato para fazer isso aí. Não conseguimos por causa da pandemia”, disse o presidente em suas redes sociais.

Cálculos elaborados pela Associação Nacional dos Auditores da Receita Fiscal (Unafisco) a pedido do jornal O Estado de S.Paulo indica que a nova promessa de Bolsonaro beneficiaria 4,3 milhões de contribuintes, o que representaria uma redução de R$ 73,87 bilhões na arrecadação do governo federal.

Bolsonaro tem acenado à classe média desde a sua campanha presidencial, quando prometia ampliar a isenção do tributo para cinco salários mínimos (valor que equivale a R$ 5,5 mil atualmente).

A tabela de Imposto de Renda está defasada desde 1996 e, segundo a Unafisco, acumula 103,87% de perdas. Caso toda a defasagem fosse corrigida, cerca de 13 milhões de contribuintes deixariam de pagar o imposto de renda.

Em 2022, a defasagem acumulada chegaria a 113%, enquanto a correção total representaria uma perda de R$ 111,78 bilhões na arrecadação federal.

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