Após a decisão de Fachin, dólar e bolsa operam em alta

Fatiamento da PEC emergencial é um dos fatores que movimentam negociações, segundo analistas; euro se aproxima dos R$ 7

Foto: Reprodução

Jornal GGN – O mercado financeiro opera em alta nesta terça-feira, enquanto as cotações do dólar e do euro avançam de forma expressiva: analistas dizem que o fator Lula tem sido preponderante, mas também existe um cenário político e jurídico que não deve ser deixado de lado na análise.

Às 13h30, a cotação do dólar comercial operava em alta de 0,69%, negociada a R$ 5,8174 na compra e R$ 5,8179 na venda, enquanto a cotação do euro subia 0,96%, a R$ 6,915 na compra e R$ 6,917 na venda. Já o Ibovespa B3 (índice da Bolsa de Valores de São Paulo) opera em alta de 1,19%, aos 111.923 pontos e com um volume negociado de R$ 21,272 bilhões, em um sinal de recuperação após a queda vista na reta final das negociações, quando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, anunciou a anulação das condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Os temores são de possível fatiamento da PEC do auxílio emergencial, já em negociação pelo presidente Jair Bolsonaro, que tende a adotar uma política econômica e fiscal mais populista para tentar conter a queda da sua popularidade em meio à piora da pandemia no País e para enfrentar eventualmente Lula nas eleições de 2022 caso o plenário do STF mantenha a decisão do ministro Edson Fachin”, diz o sócio-diretor da corretora NGO, Sidnei Nehme, em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo.

A Câmara dos Deputados já iniciou a sessão plenária que vai discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 186/19), a PEC Emergencial. A proposta é o único item da pauta desta terça-feira (9) e, segundo a Agência Brasil, a expectativa é aprovar a admissibilidade do texto e, amanhã, a votação em plenário em dois turnos. Aprovada pelo Senado na última semana, a PEC vai disponibilizar ao governo federal R$ 44 bilhões fora do teto de gastos para pagar o auxílio emergencial este ano.

O texto também impõe medidas de ajuste fiscal, como controle de despesas com pessoal e redução de incentivos tributários, caso as operações de crédito da União excedam as despesas. Entre as medidas, estão barreiras para que a União, os estados e os municípios criem despesas obrigatórias ou benefícios tributários.

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