As fundações paulistas

Um dos grandes desafios do provável futuro governador paulista José Serra será enquadrar institutos e fundações do estado, como a Fundação Seade.

Na sua gestão, Mário Covas decidiu reduzir gradativamente a verba orçamentária para essas organizações, visando estimulá-las a buscar recursos no mercado.

Morto Covas, morreu o plano através de expedientes manjados de administração pública.

Por exemplo, hoje em dia, pesquisas são elementos vitais no planejamento de empresas e do setor público. Mas a Fundação Seade não conseguiu avançar um milímetro além dos indicadores que sempre produziu. A maneira esperta encontrada pela administração indireta para contornar a estratégia de Covas foi outras Secretarias encomendarem projetos caros para a Fundação Seade. Através desse estratagema, transferem recursos que a fundação é incapaz de conseguir por seus próprios esforços.

Outro caso é o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas). Instituição histórica no desenvolvimento empresarial de São Paulo, o IPT tornou-se uma organização fechada, que não divulga suas pesquisas, não as torna acessíveis às empresas. E não procura dar escala a iniciativas louváveis, como o SOS Tecnologia -que visa resolver problemas pontuais de empresas.

Não existe sequer indicadores de desempenho para avaliar a relação custo/benefício dos recursos públicos alocados nas fundações e institutos.

São duas caixas de marimbondo que a a gestão Alckmin não quis enfrentar. Remodeladas, as duas instituições poderão cumprir papel relevante em um governo pró-ativo, como deverá ser o de Serra.

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