Até o carnaval brasileiro é made in China

Copio matéria da BBC Brasil sobre a compra de fantasias chinesas para o carnaval.

Na oportunidade aproveito para questionar a ausência de políticas que potencializem a utilização de nossos próprios recursos.

Ainda neste sentido, na Folha de hoje um pesquisador da Unicamp (Renato Dagnino) diz sobre a ausência de tecnologia para erradicação da miséria..

Diz que os investimentos em pesquisa são necessários para enfrentar o desafio..

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Enfim, temos dificuldade de avaliar nossas próprias características..?

Dificuldade de entender o que somos, temos e para onde vamos..?

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Carnaval brasileiro é ‘made in China’, diz ‘Financial Times’  Reuters)

Para comércio, indústria precisa de investimentos para suprir demanda

Uma reportagem do jornal britânico Financial Times afirma nesta segunda-feira que o Carnaval no Brasil é “made in China“.

A reportagem mostra a importância que os produtos chineses ganharam na cadeia produtiva carnavalesca brasileira. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), 80% das fantasias vendidas para o Carnaval são importadas do país asiático.

“Importações baratas da China inundaram o país latino-americano nos últimos anos, em parte como resultado da rápida apreciação da moeda, causando interrupções em diversas partes da economia e colocando um dos maiores dilemas políticos para a nova presidente, Dilma Rousseff”, afirma a reportagem.

“Agora até mesmo o famoso Carnaval, a festa de quatro dias que termina na terça-feira, é made in China“, diz.

O presidente da Abit, Jonatan Schmidt, disse à repórter do FT que “há quinze anos, tudo era diferente – tudo era brasileiro”.

Uma lojista ouvida pela reportagem do diário financeiro conta que importa mercadorias da China a preços 40% abaixo dos praticados por companhias brasileiras. Com o real mais forte, a loja, que em 2005 importava 30% do seu estoque, hoje importa 60%.

“Não é só a taxa de câmbio”, diz a comerciante. “Há carência de novos equipamentos e investimentos no setor têxtil. A demanda é tão forte agora que a indústria não consegue suprir.”

Citando economistas, o jornal diz que os esforços do país para combater a apreciação do real são ineficientes e que “a única solução real, não apenas para a indústria têxtil mas para a indústria em geral, é melhorar a qualificação, investir em maquinário e desenvolver a infraestrutura”.

A reportagem sugere que o Carnaval, se continua em espírito sendo uma festa brasileira, é em termos econômicos uma festa dos importados.

“Apesar dos esforços da estatal petroleira Petrobras para expandir a sua própria produção de poliéster no Nordeste, é improvável que o Carnaval seja made in Brazil no futuro próximo.

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