Atividade econômica recua 0,3% em julho

Jornal GGN – Após ter recuado por dois trimestres consecutivos (1º e 2º trimestres de 2015), caracterizando tecnicamente a recessão na economia brasileira, o início do terceiro trimestre foi igualmente negativo: o índice de atividade econômica mensurado pela consultoria Serasa Experian apontou retração de 0,3% em julho na atividade produtiva, já descontados os efeitos sazonais. Em relação ao visto em julho do ano passado, houve queda de 3,1% na atividade econômica. Com este resultado, a retração acumulada na economia brasileira de janeiro a julho de 2015 atingiu 2,2% perante idêntico período de 2014.

Pelo lado da oferta agregada, houve retração de 2,2% da atividade industrial em julho, passando a acumular queda de 4,6% no ano até agora. Já o setor agropecuário recuou 1,3%, mas ainda se mantém no azul no acumulado deste ano, com um aumento de 2,5% frente ao período de janeiro a julho do ano passado. O setor de serviços conseguiu tem um desempenho positivo em julho/15 (alta de 0,2%) mas, no acumulado do ano, está se retraindo em 1,2% perante o mesmo período do ano passado.

Do ponto de vista da demanda agregada, todos os seus componentes recuaram em julho frente a junho, já efetuados os ajustes sazonais. O consumo das famílias caiu 0,1%, o consumo do governo foi 0,3% menor, os investimentos caíram 0,1%, as exportações 5,7% e as importações 2,2%. Já no acumulado do ano, os investimentos são o principal componente de retração na atividade produtiva nacional, caindo 10,3% no acumulado de janeiro a julho.

No consumo das famílias, a queda acumulado no ano até agora é de 2,1% e no consumo do governo é de 1,3%. O setor externo, com exportações avançando 4,4% no acumulado do ano e com importações caindo 9,3% no mesmo período, é o único destaque positivo da atividade econômica neste ano de 2015, sob a ótica da demanda agregada.

De acordo com os economistas da consultoria, “a retração da atividade econômica em julho é prenúncio de nova queda da economia no acumulado deste terceiro trimestre, o que aprofundaria ainda mais o atual quadro recessivo. Deterioração ininterrupta da confiança de empresários e consumidores, taxas de juros e de câmbio em ascensão e gravíssimos problemas no campo fiscal são as principais causas da performance anêmica da economia brasileira neste ano de 2015”.

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