Auxílio emergencial ajuda pobres a comer um pouco mais

Pesquisa revela que volume de itens consumidos nas classes D e E subiu 8% em 2020, o dobro da média vista em todas as faixas de renda do país

Foto: Reprodução

Jornal GGN – Os brasileiros aumentaram o consumo de alimentos em 2020, mas a faixa de população mais pobre conseguiu colocar uma quantidade maior de comida no prato, muito por conta do recebimento do auxílio emergencial.

Pesquisa divulgada pela consultoria Kantar mostra que, no ano passado, o volume de itens consumidos aumentou 4% entre todas as faixas de renda ante o visto em 2019, mas o avanço entre as classes D e E, com menor renda, foi de 8%.

O pagamento do auxílio emergencial injetou aproximadamente R$ 300 bilhões na economia brasileira em 2020, e o benefício foi recebido por cerca de 70% das famílias das classes D e E, o que levou a receita dessa população a dar um salto. Com mais dinheiro no bolso, os mais pobres incluíram itens que não faziam parte do cardápio.

Esse pagamento também impulsionou o consumo de itens básicos nas regiões mais carentes: o gasto médio das famílias que receberam o auxílio nas regiões Norte e Nordeste cresceu 9,1% ante 2019, e aquelas que não receberam desembolsaram 2,1% a mais na mesma região.

O gasto médio de todos os brasileiros com a cesta de produtos perecíveis (que inclui carnes, verduras e frutas) aumentou 16% entre os que receberam o auxílio, enquanto aqueles que não receberam destinaram 13% a mais. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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