Balança começa o mês com saldo positivo

Saldo anual reverte déficit do mesmo período de 2015, segundo MDIC

Jornal GGN – A balança comercial brasileira, na primeira semana de março – com quatro dias úteis – apresentou superávit de US$ 1,239 bilhão, resultado de US$ 3,124 bilhões em exportações e US$ 1,885 bilhão em importações, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

A média diária das exportações, na semana, foi de US$ US$ 780,9 milhões. Esse desempenho foi 1,2% maior que o verificado em todo o mês de março de 2015, quando a média diária das exportações foi de (US$ 771,8 milhões).

Nessa comparação cresceram as vendas externas de produtos manufaturados (15,6%) – puxadas por centrifugadores e aparelhos para filtrar, quadros e painéis de energia, preparações para elaboração de bebidas, etanol, automóveis de passageiros, açúcar refinado, polímeros plásticos, aviões, tubos flexíveis de ferro e aço, fio-máquina – e semimanufaturados (3,6%) – por conta de alumínio em bruto, ouro em forma semimanufaturada, madeira serrada ou fendida, madeira em estilhas, celulose, óleo de soja em bruto. Já as exportações de básicos caíram 10,3% – devido, principalmente, a petróleo em bruto, minério de ferro, café em grãos, farelo de soja, soja em grãos.

Em relação a fevereiro de 2016, o crescimento foi de 11,2% em razão das exportações de produtos manufaturados (17,7%) e básicos (11,1%). Nessa comparação as exportações de semimanufaturados retrocederam 3,5%.

Do lado das importações, a média diária na primeira semana de março (US$ 471,2 milhões) foi 37,2% menor que a registrada em todo o mês de março do ano passado (US$ 750,8 milhões), por conta da diminuição nos gastos com produtos siderúrgicos (-57,8%), veículos automóveis e partes (-53,4%), combustíveis e lubrificantes (-45,1%), equipamentos eletroeletrônicos (-43,2%), produtos químicos orgânicos e inorgânicos (-38,8%) e equipamentos mecânicos (-38,7%).

Sobre fevereiro deste ano, quando a média diária das importações foi de US$ 542,4 milhões, a queda foi de 13,1%, devido a combustíveis e lubrificantes (-29,2%), produtos químicos orgânicos e inorgânicos (-21,6%), instrumentos de ótica e precisão (-17%), farmacêuticos (-14,6%) e equipamentos mecânicos (-13,6%).

Ao longo do ano, as exportações somam US$ 27,714 bilhões e as importações, US$ 22,512 bilhões, com saldo positivo de US$ 5,202 bilhões. No mesmo período do ano passado, a balança estava deficitária em US$ 6,060 bilhões. As exportações acumularam média diária de US$ 644,5 milhões, valor 4,6% abaixo do verificado no mesmo período de 2015 (US$ 675,6 milhões).

Já as importações apresentaram desempenho médio diário de US$ 523,5 milhões, 35,6% abaixo do registrado no mesmo período de 2015 (US$ 813,3 milhões). No ano, a corrente de comércio soma US$ 50,226 bilhões, com desempenho médio diário de US$ 1,168 bilhão, 21,6% menos que o verificado em 2015 (US$ 1,489 bilhão).

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora

1 comentário

  1. Desvalorização ajudou

    A melhora no saldo da balança comercial se deve, principalmente, aos impactos da desvalorização da moeda local. Isso gerou uma forte retração nas importações (com a ajuda não tão bem vinda) da recessão e devido ao aumento no volume exportado, com o ganho de competitividade dos preços nacionais. Porém, esse aumento não foi capaz de salvar a indústria de uma queda superior a 6% no ano passado. Graças ao setor primário a balança ainda “está de pé”.

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome