Bancos ajudam bolsa a fechar em alta de 0,71%

 
Jornal GGN – A bolsa terminou as operações de quinta-feira em alta, após um dia marcado pela instabilidade, com os agentes no aguardo pela publicação de indicadores econômicos importantes nos Estados Unidos. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) encerrou as operações em alta de 0,71%, aos 48.046 pontos e com um volume negociado de R$ 6,051 bilhões.
 
“Os mercados tiveram um dia de fraco volume e sem grandes oscilações nessa quinta-feira. O discurso de ontem da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, de que o início do ciclo de alta de juros nos Estados Unidos em dezembro é uma possibilidade real, segue determinando o preço dos ativos, apesar do indicador de solicitações de auxílio-desemprego divulgado hoje ter vindo mais fraco do que o esperado”, diz o BB Investimentos, em relatório assinado pelo analista Fabio Cesar Cardoso. 
 
A movimentação foi puxada pelo desempenho das ações dos bancos: os papéis do Banco do Brasil (BBAS3) ganharam 4,87%,a R$ 18,30; os do Bradesco (BBDC4) subiram 2,73%, a R$ 22,24; os do Itaú Unibanco (ITUB4) fecharam com alta de 1,2%, a R$ 28,57. 
 
Outro destaque de alta ficou com as ações da Eletrobras, que avançaram mais de 8% uma vez que a empresa recebeu relatório da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que avalia em R$ 9 bilhões indenização devida pela União à estatal, referente a investimentos não amortizados em linhas de transmissão. As ações ordinárias da Eletrobras (ELET3) fecharam com alta de 8,18%, a R$ 5,95. 
 
Entre os indicadores divulgados, os novos pedidos de auxílio desemprego vieram em 276 mil nos Estados Unidos, ante uma estimativa de 262 mil. Apesar do incremento de 16 mil pedidos na semana, o número divulgado é considerado baixo, já que a média de quatro semanas mostrou pequena elevação de 3,5 mil, para 262,75 mil e segue a tendência de queda que já perdura desde 2013. Na Alemanha, os pedidos de fábrica caíram pelo terceiro mês consecutivo em setembro (-1,7%, est. +1,0%), reflexo da desaceleração do crescimento global sobre as exportações. Na Inglaterra, o BOE (Bank of England) manteve inalterados a taxa básica de juros (em 0,5%) e o volume atual do programa de Compra de ativos (QE), em 375 bilhões de libras. O Banco também anunciou que a primeira elevação de juros não acontecerá antes de 2017. 
 
No câmbio, o dia foi marcado pela instabilidade, e a cotação terminou em queda de 0,53%, a R$ 3,777 na venda. As operações foram afetadas pela atuação do Banco Central no mercado, que ajudou a compensar os temores de que um eventual aumento dos juros nos Estados Unidos reduza a atratividade do Brasil para os investidores – que também repercutiam o adiamento da votação na Câmara dos Deputados do projeto que permite a regularização de capitais brasileiros no exterior.
 
A autoridade monetária realizou na tarde desta quinta-feira (05) um leilão de venda de até US$ 500 milhões com compromisso de recompra. De acordo com comunicado emitido pela entidade, a operação não teve a finalidade de rolar contratos já existentes. Esta é a segunda vez que o BC promove uma intervenção desse tipo nesta semana, mesmo após um mês de alguma tranquilidade no mercado de câmbio.
 
O BC também manteve o processo de rolagem dos swaps cambiais (equivalentes à venda futura de dólares) com vencimento programado para dezembro. Até agora, o BC rolou o equivalente a US$ 1,780 bilhão, ou cerca de 16% do lote total, que corresponde a US$ 10,905 bilhões. Tal intervenção trouxe alívio aos agentes, em meio à preocupação quanto a possibilidade de que o Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) eleve os juros em dezembro. 
 
A agenda de indicadores será movimentada nesta sexta-feira. No Brasil, os agentes aguardam a publicação do IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) e de produção e venda de veículos pela Anfavea. No exterior, destaque para os números de produção industrial na Alemanha; produção industrial e balança comercial no Reino Unido; crédito ao consumidor e os números de mercado de trabalho (payroll) nos Estados Unidos – indicador este que é acompanhado pelo Federal Reserve para definição dos próximos passos na política monetária do país.
 
 
 
(com Reuters)

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