Boeing também quer incluir divisão militar da Embraer na negociação

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN – A Boeing não está de olho apenas em negociar com a Embraer uma parceria para ter algum controle sobre a parte de aviação civil da empresa brasileira. Segundo informações da Folha desta terça (2), há interesse em um pacto maior, que envolve a divisão de defesa. O problema é que o setor militar – que responde por 20% da receita – é o “celeiro de inovação” da Embraer.
 
De acordo com o jornal, a Boeing “não tem um formato fechado de oferta. Trará à mesa exemplos de parceria na área militar que dão salvaguardas de soberania aos países.”
 
Desde de dezembro de 2017, a imprensa vem publicando que a Boeing estava interessada na “aviação executiva, ponto forte em modelos pequenos e médios da Embraer.” Agora, “ao acenar com uma parceria maior, mesmo sem controle acionário da Embraer, terá de convencer o governo de que decisões estratégicas brasileiras serão preservadas.”
 
O veículo lembrou que a “Embraer tem ‘relação umbilical’ com as Forças Armadas desde que foi criada, na década de 1960.
 
Hoje “participa de projetos estratégicos para o país: programas aeronáuticos militares sob demanda e, por meio de subsidiárias, desenha o controle de fronteiras do Exército, parte do reator do futuro submarino nuclear brasileiro e atua no mercado de satélites.”
 
O governo brasileiro detem uma “golden share”, ação especial de vetar negócios. A preocupação é o que pode ser vedado pelo Congresso dos Estados Unidos se a Boeing tiver controle sobre a Embraer, fora a questão das informações estratégicas de defesa.
 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora