Bolsa avança 2,80%, no aguardo por referendo britânico

No câmbio, cotação do dólar cai 0,99%, a R$ 3,344 na venda

Jornal GGN – A bolsa brasileira registrou seu maior patamar de fechamento desde o mês de maio, com os investidores no aguardo do referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia, em meio aos novos desdobramentos da operação Lava Jato no Brasil.

O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) terminou as negociações em alta de 2,80%, aos 51.559 pontos e um volume negociado de R$ 5,629 bilhões. O índice registrou seu maior ganho percentual desde o dia 10 de maio, quando o fechamento foi de 4,08%. Desta forma, a bolsa acumula valorização de 6,37% no mês e de 18,94% no ano.

No exterior, o referendo realizado no Reino Unido foi o destaque do dia. “A julgar pelo desempenho positivo dos mercados nesta quinta-feira, o Reino Unido deverá permanecer na União Europeia (UE). O resultado do referendo será conhecido na madrugada da sexta-feira, mas os investidores ficaram mais confiantes com as mais recentes pesquisas de opinião realizadas antes do pleito”, dizem os analistas do BB Investimentos, em relatório.

Os preços do petróleo também subiram e fecharam novamente acima do patamar de U$ 50,00, apesar da redução menor que a esperada nos estoques dos Estados Unidos ontem. “Além do otimismo gerado pelo provável desfecho favorável do Brexit, os investidores também avaliaram positivamente declarações dadas ontem pelo ministro de Energia da Arábia Saudita, para o qual o excesso de oferta da commodity está perto do fim”, explica a corretora.

Em termos acionários, três das 59 ações registradas na bolsa fecharam em queda no dia. Os papéis da Natura dispararam 10%. Vale, Petrobras e bancos também tiveram ganhos expressivos. “Embora a forte alta de hoje possa ensejar uma realização de lucros amanhã, o mercado pode retomar o Rally iniciado em março, que perdeu força nas últimas semanas, justamente em função da tensão trazida pelo evento Brexit”, dizem os analistas.

No mercado de câmbio, a cotação do dólar comercial fechou com baixa de 0,99%, cotado a R$ 3,344 na venda – o menor valor em quase 11 meses. Com isso, a moeda acumula desvalorização de 7,41% no mês e de 15,29% no ano.

No cenário externo, investidores apostavam na permanência do Reino Unido na União Europeia (UE). O resultado do referendo deve ser conhecido nas primeiras horas desta sexta-feira (24), mas as últimas pesquisas de opinião indicavam vantagem do voto pela manutenção no bloco.

No Brasil, operadores discutiam a estratégia do Banco Central, que se mantém discreto, no mercado de câmbio. Nesta quinta, o Banco Central (BC) rolou US$ 4,4 bilhões das reservas internacionais vendidos anteriormente com compromisso de recompra, quando a autoridade monetária se compromete a adquirir o dinheiro de volta semanas depois da operação. Caso o BC não rolasse a venda compromissada, a oferta de dólares no mercado diminuiria, o que poderia puxar para cima a cotação.

Para sexta-feira, os agentes aguardam a publicação do IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor, medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) e a nota do Banco Central sobre os dados do setor externo e transações correntes. No exterior, destaque para os números de encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos, e a pesquisa de sentimento econômico na Alemanha.

 

 

 

(com Reuters e Agência Brasil)

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