Bolsa encerra semana em queda de 2,35%

Jornal GGN – A bolsa brasileira terminou as operações de sexta-feira em forte queda, afetada pela desaceleração das ações da Vale e com o aumento das possibilidades de que os Estados Unidos começarão a aumentar os juros em breve. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) fechou em queda de 2,35%, aos 46.918 pontos e com um volume negociado de R$ 5,910 bilhões.

“A bolsa começou as operações em queda, puxado por Petrobrás, Bancos e Vale e manteve-se estável até às 11h30, antes da divulgação do relatório de emprego nos Estados Unidos, quando então acelerou a queda, com maior ênfase nos setores sensíveis a taxa de juros, caso de bancos, consumo e construção civil”, explica o BB Investimentos, em relatório. A Braskem seguiu sua tendência de alta e fechou na ponta do índice, cotada a R$ 22,25 (+2,02%).

Por outro lado, os papéis da Vale tombaram um dia após o rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Samarco Fundão, na cidade mineira de Mariana. A empresa é uma parceria da Vale com a anglo-australiana BHP Billiton. As ações ordinárias (VALE3) tombaram 7,55%, a R$ 15,67, enquanto as preferenciais (VALE5) perderam 5,7%, a R$ 13,06.

O indicador mais esperado do dia foi o relatório de emprego nos Estados Unidos. De acordo com os dados divulgados pelo Departamento do Trabalho norte-americano, houve uma criação de 271 mil vagas de trabalho na economia americana em outubro, bem acima do estimado pelo mercado, de 185 mil vagas. Apesar da alta volatilidade desse indicador, ele confirma a percepção de que a economia americana segue acelerando. A taxa de desemprego veio dentro das expectativas, caindo de 5,1% para 5,0%, porém o melhor número desde abril de 2008.

Ao mesmo tempo, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de outubro ficou em 0,82%, ante 0,54% em setembro. Em 12 meses, acumula 9,93%. A Anfavea divulgou hoje os dados de produção e vendas de veículos em outubro. A produção foi de 205 mil veículos, ante 174,4 mil no mês anterior. A venda de veículos foi de 192,14 mil, ante 200 mil no mês anterior.

No câmbio, a cotação do dólar comercial operou em alta em maior parte da sessão, mas inverteu o movimento ao fim do dia e fechou em queda de 0,37%, a R$ 3,763 na venda.  Desta forma, a moeda fecha a semana com desvalorização de 2,6%. No ano, o dólar tem alta de 41,52%.

A cotação perdeu força após o registro de fluxos de entrada de recursos e operações de empresas, e o efeito acabou sendo amplificado uma vez que o dia foi de poucas negociações – os investidores tem evitado grandes operações devido às incertezas políticas e econômicas locais.

Apesar disso, o Banco Central brasileiro deu continuidade ao processo de rolagem dos swaps cambiais (equivalentes à venda futura de dólares) com vencimento programado para dezembro. Até agora, o BC rolou o equivalente a US$ 2,368 bilhões, ou cerca de 22% do lote total, que corresponde a US$ 10,905 bilhões.

As operações também foram afetadas pela publicação de dados mais expressivos sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos. Os números foram comemorados por representantes do Federal Reserve (o Banco Central norte-americano), dando mais força a uma futura atuação da autoridade monetária do país, o que pode ocorrer no encontro programado para dezembro.

Para segunda-feira, os agentes aguardam a publicação do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal), o boletim Focus, a balança comercial semanal e o índice de atividade do comércio apurado pela consultoria Serasa Experian. No setor externo, destaque para os dados de conta-corrente e balança comercial da Alemanha; conta-corrente do Japão; e os índices de preços ao consumdor e ao produtor da China.

 

 

(com Reuters)

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