Bolsa registra maior pontuação em mais de um ano

Jornal GGN – A bolsa brasileira retoma as negociações com ganho expressivo, e apresenta sua maior alta percentual diária desde 21 de novembro de 2014. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) terminou o dia com ganho de 4,76%, aos 48.053 pontos e um volume negociado de R$ 8,991 bilhões.

Não houve operação no mercado brasileiro nesta segunda-feira por conta do feriado de Finados, mas o índice de ações brasileiras que são negociadas na Bolsa de Nova York (ADRs – American Depositary Receipts) subiu 1,86%. Em linhas gerais, as operações acabaram sendo caracterizadas pelo ajuste de posicionamento por parte dos investidores e a repercussão de notícias corporativas mais favoráveis, em meio à maior disposição dos estrangeiros em obter ativos considerados de maior risco.

A alta do dia foi puxada pelo desempenho positivo de grande parte das empresas que são negociadas no mercado doméstico, com destaque para a Hypermarcas (HYPE3), que disparou 21,14%, a R$ 21,20, um dia após o anúncio da venda da divisão de cosméticos à multinacional Coty, por R$ 3,8 bilhões.

As ações da Petrobras também apresentaram ganhos expressivos no dia: as ações ordinárias da estatal (PETR3) avançaram 12,58%, a R$ 10,56, enquanto as preferenciais (PETR4) tiveram valorização de 9,99%, a R$ 8,48.

A mineradora Vale e os bancos brasileiros também registraram ganhos acentuados. As ações ordinárias da Vale (VALE3) subiram 4,04%, a R$ 17,75, e as preferenciais (VALE5) ganharam 2,64%, a R$ 14,40. Entre os bancos, o Banco do Brasil (BBAS3) teve a maior alta: 8,83%, a R$ 17,38. As ações do Itaú Unibanco (ITUB4) saltaram 6,47%, a R$ 28,16, após a divulgação de lucro trimestral de R$ 6 bilhões. O Bradesco (BBDC4) registrou valorização de 5,29%, a R$ 22,11.

No câmbio, a cotação do dólar comercial fechou em queda de 2,39%, valendo R$ 3,771 na venda – seu menor valor de fechamento desde 9 de outubro, quando a moeda valia R$ 3,759. A moeda também registrou a maior queda percentual diária desde 24 de setembro, quando a moeda teve desvalorização de 3,73%.

Na véspera, não houve negociações por conta do feriado do Dia de Finados, mas os investidores tem evitado realizar operações de porte nas últimas semanas devido ao elevado grau de incerteza no cenário político e econômico no Brasil. Também existe a expectativa de que a Câmara dos Deputados aprove uma medida que permite regularizar bens não declarados de brasileiros no exterior.

A queda também foi influenciada pela atuação do Banco Central – a autoridade monetária ofertou até US$ 500 milhões com compromisso de recompra em dois leilões extras. No primeiro, foram ofertados contratos com recompra em 2 de fevereiro de 2016; no segundo, com recompra em 4 de abril. Segundo a assessoria de imprensa do BC, a operação não tem como fim rolar contratos já existentes.

O BC também fez o primeiro leilão de swaps cambiais (equivalentes à venda futura de dólares) para rolar os contratos que vencem em dezembro, vendendo a oferta total de até 12.120 contratos.

Para quarta-feira, o mercado aguarda a publicação dos dados da produção industrial referente ao mês de setembro, o índice de commodities (IC-BR) e o fluxo  cambial semanal no Brasil, além do índice PMI (índice dos gerentes de compras, na sigla em inglês) composto na zona do euro, na França e na Alemanha; balança comercial e geração de vagas no setor privado nos Estados Unidos, entre outros indicadores.

 

 

 

(Com Reuters)

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