Bolsa responde ao mau humor externo, e cai 0,78%

Jornal GGN – Os mercados tiveram mais um dia de queda, e o mercado brasileiro acabou por acompanhar o mau humor internacional. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) terminou as operações em queda de 0,78%, aos 46.517 pontos e com um volume negociado de R$ 6 bilhões.

Os mercados tiveram mais um dia de queda nesta sexta-feira, e a maioria das bolsas fecharam a semana no vermelho. A série de indicadores econômicos desfavoráveis também teve continuidade. “Na zona do euro, a desaceleração do PIB (Produto Interno Bruto) no terceiro trimestre (crescimento de 0,3%, ante expectativa de 0,4%) confirma os impactos da desaceleração da economia mundial, principalmente os emergentes, sobre a economia do bloco”, dizem os analistas do BB Investimentos, em relatório.

Nos Estados Unidos, as vendas no varejo subiram menos do que o esperado, e o índice de preços ao produtor também foi considerado ruim, caindo 0,4% em outubro – mostrando que a  economia americana segue crescendo sem gerar inflação.

“O Ibovespa operou em baixa mais uma vez, respondendo ao mau humor externo e sem catalizadores internos para trazer os compradores”, pontuam os analistas. Petrobras e CSN, que divulgaram o resultado do terceiro trimestre, estiveram entre as maiores baixas: CSNA3 (R$ 4,90; -9,59%), PETR4 (R$ 7,27; -4,09%). O Itaú teve a maior queda do índice financeiro, e foi também a maior queda ponderada no índice: ITUB4 (R$ 27,63;-2,78).

No câmbio, a cotação do dólar fechou com alta de 1,75%, valendo R$ 3,833 na venda. A moeda registrou sua maior alta percentual diária da moeda em quase um mês. Em 16 de outubro, subiu 1,92%.

A cotação ganhou força na parte da tarde, depois que o jornal “Valor Econômico” deu como certa a saída de Joaquim Levy do Ministério da Fazenda. O mais cotado para assumir o cargo seria o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles. Contudo, o jornal diz que o sucessor de Levy não teria carta branca da presidente Dilma Rousseff, o que poderia limitar a atuação do novo ministro na visão dos investidores.

O Banco Central brasileiro também deu continuidade à rolagem diária dos swaps cambiais (equivalentes à venda futura de dólares) que vencem em dezembro. Até agora, o BC rolou o equivalente a US$ 5,322 bilhões, ou aproximadamente 49% do lote total, que corresponde a US$ 10,905 bilhões.

Ao mesmo tempo, os investidores seguiram especulando sobre quando os juros subirão nos Estados Unidos, após a publicação dos dados econômicos abaixo do esperado para as vendas no varejo e a nova redução no índice de preços ao produtor. Desta forma, os investidores voltaram a ter dúvidas se a autoridade monetária começará a aumentar os juros a partir da próxima reunião, em dezembro.

Para segunda-feira, os agentes aguardam a publicação do relatório Focus, dos dados semanais da balança comercial e do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) no Brasil; índice de preços ao consumidor na zona do euro; e do índice de atividade do setor de manufatura nos Estados Unidos.

 

 

(Com Reuters)

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