Bolsa se recupera e fecha praticamente estável

Jornal GGN – O mercado brasileiro chegou a registrar queda de 1,50% ao longo da terça-feira, mas as operações se inverteram e os negócios acabaram fechando em patamar levemente positivo. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) terminou o dia praticamente estável, com ganho de 0,03%, aos 46.206 pontos e com um volume negociado de R$ 4,766 bilhões.

Em uma sessão que teve mais um indicador preocupante sobre a economia chinesa (além da desaceleração do crescimento, agora também preocupa uma inflação mais amena) os investidores operaram com cautela. “O Ibovespa mais uma vez abriu em baixa, sem força compradora para fazer subir as cotações. A baixa liquidez tem sido uma constante nos últimos pregões, principalmente antes da abertura das bolsas em Nova Iorque, que só ocorre às 12h30”, diz o BB Investimentos, em relatório.

A queda no dia foi puxada, principalmente, pelo desempenho negativo da mineradora Vale e da Petrobras. As ações ordinárias da Vale (VALE3) caíram 0,39%, a R$ 15,38, enquanto os papéis preferenciais (VALE5) recuaram 1,32%, a R$ 12,73. O desempenho dos papéis foi afetado pela notícia de que o rompimento de duas barragens de rejeitos da mineradora Samarco, em Mariana (MG), reduzirá a produção de minério de ferro nos próximos dois anos. Já as ações ordinárias da Petrobras (PETR3) fecharam em baixa de 0,65%, a R$ 9,21, e as preferenciais (PETR4) perderam 0,39%, a R$ 7,61.

Entre os indicadores divulgados ao longo do dia, o IPC-S Fipe (inflação na cidade de São Paulo) subiu para 0,90% na primeira leitura de novembro, após 0,88% no fechamento de outubro. Na China, o índice de preços ao consumidor avançou 1,3% em outubro na comparação com igual mês de 2014, menos que a previsão de 1,4% dos analistas. O índice de preços ao produtor (PPI) recuou 5,9% no ano em outubro, ante a previsão de -5,8% dos analistas. Nos Estados Unidos, foi divulgado o índice de preços das importações, que caiu 0,5% em outubro, ante uma estimativa de recuo de 0,1%. O dado de setembro foi revisado de -0,1% para -0,6%.

No câmbio, as operações começaram o dia em alta, mas a trajetória foi revertida e a moeda fechou em queda de 0,22%, valendo R$ 3,792 na venda. Os negócios foram afetados pela intervenção do Banco Central – a autoridade monetária realizou dois leilões com oferta de até US$ 500 milhões, o que ajudou a baixar a cotação.

A entidade também deu continuidade à rolagem dos swaps cambiais (equivalentes à venda futura de dólares) com vencimento programado em dezembro. Até agora, o BC rolou o equivalente a US$ 3,552 bilhões, ou cerca de 33% do lote total, que corresponde a US$ 10,905 bilhões. No exterior, os investidores acompanhavam a publicação de indicadores econômicos na China.

Dois fatores têm deixado investidores preocupados: o desaquecimento da economia chinesa e a possibilidade de os juros nos Estados Unidos subirem em dezembro.

Na quarta-feira, os agentes aguardam a publicação dos números semanais de fluxo cambial no Brasil; vendas no varejo, produção industrial e investimento em ativos fixos na China; taxa de desemprego no Reino Unido; e encomendas de máquinas no Japão.

 

(Com Reuters)

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