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Bolsa sobe 1,01% e emenda quinta alta consecutiva

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No câmbio, cotação do dólar sobe 0,20%, a R$ 3,406 na venda
 
Jornal GGN – As operações no mercado brasileiro encerraram o dia em alta pelo quinto pregão consecutivo, por conta da melhora do cenário internacional e de papéis importantes para a composição do índice, em meio às preocupações dos agentes com o pedido de recuperação judicial por parte da operadora de telefonia Oi.
 
O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) fechou em alta de 1,01%, aos 50.837 pontos e com um volume negociado de R$ 5,675 bilhões. Com isso, a Bolsa acumula valorização de 4,88% no mês e de 17,27% no ano.
 
“No exterior, enquanto os investidores aguardam com cautela o referendo britânico marcado para quinta-feira, hoje foi dia de discurso da presidente do Federal Reserve (o Banco Central dos Estados Unidos, Janet Yellen, no senado americano”, diz a corretora BB Investimentos, em relatório assinado pelo analista Fabio Cesar Cardoso. “Ela repetiu que o banco central norte-americano será cauteloso ao elevar os juros, devido aos riscos internacionais e a desaceleração das contratações no mercado de trabalho americano. Também pela primeira vez desde que assumiu o comando da instituição, em 2014, Yellen mencionou preocupação com a baixa produtividade da economia americana e com possibilidade de os juros permanecerem baixos por um longo período”.
 
As declarações da economista trouxeram mais calma aos investidores no mercado local, já que o pedido de recuperação judicial da operadora de telefonia Oi, que não integra o índice Ibovespa, na tarde de ontem pesava na abertura da bolsa nacional. Na noite da véspera, a operadora entrou com pedido de recuperação judicial, com dívidas de R$ 65 bilhões. Depois de ter sua negociação suspensa no começo do dia e perder mais de 30%, os papéis da companhia caíram mais de 18% ao fim do dia.
 
A partir do início da tarde, a alta do petróleo no exterior também ajudou no índice, ao dar força aos papéis da Petrobras, que fecharam em alta de 3,70%, a R$ 9,18 (PN). “Em geral, as maiores altas couberam outra vez a empresas de consumo cíclico, como Localiza (RENT3; R$ 36,63; +4,87%), Smiles (SMLE3; R$ 47,76; +4,14%), Kroton (KROT3; R$ 13,67; 4,11%) e Lojas Renner (LREN3; R$ 23,79; 3,08%). Entre as maiores baixas, siderúrgicas e bancos”, diz a corretora. 
 
No câmbio, a cotação do dólar comercial fechou em alta de 0,2%, a R$ 3,406 na venda, após duas quedas seguidas. Apesar da alta do dia, o dólar acumula desvalorização de 5,71% no mês e de 13,72% no ano.
 
A cotação da moeda abriu as operações em alta, depois que novas pesquisas mostrarem vantagem da campanha britânica por sua permanência na União Europeia (UE). Entretanto, a queda foi contida depois que um novo levantamento mostrou que essa vantagem diminuiu. A votação do referendo está programada para esta quinta-feira (23). O mercado também acompanhou de perto as declarações da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen.
 
No Brasil, o diretor de Política Monetária do Banco Central, Aldo Mendes, declarou que a autoridade monetária aguarda a definição de alguns riscos externos para decidir se vai atuar no mercado cambial. O BC não atua no mercado de câmbio brasileiro desde o último pregão do mês passado mesmo diante do tombo do dólar em relação ao real, que atingiu nesta sessão os menores níveis em quase um ano abaixo de R$ 3,40.
 
O cenário político também seguia em destaque. Nesta segunda-feira (20), o governo brasileiro fechou acordo com os Estados garantindo seis meses de carência para o pagamento de suas dívidas com a União. O acordo deve afetar o caixa do governo em torno de R$ 50 bilhões neste e nos próximos dois anos, segundo declarações do ministro interino da Fazenda, Henrique Meirelles.
 
A agenda de indicadores da quarta-feira terá poucos eventos, como a sondagem da indústria pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e os números de fluxo cambial no Brasil; índice de preços de imóveis nos Estados Unidos; e os dados de confiança do consumidor na área do euro.
 
 
 
(com Reuters)

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